CORDÃO FLUÍDICO
BIBLIOGRAFIA
01- Allan kardec - vol. 3pág. 375 02 - Antologia do Espíito - ref. 1032
03 - As margens do Eufrates - pág. 206 04 - Confidências de um Inconfidente - pág. 17
05 - Da alma humana - pág. 99, 138 06 - Espírito, perispírito e alma - pág.
07 - Estante da Vida- pág. 20, 22 08 - Fatos Espíritas- pág. 129
09 - Hipnotismo e Espiritismo - pág. 210 10 - Magnetismo Espiritual - pág. 283
11 - Mãos de Luz - pág. 124 12 - Mediunidade & medicina - pág. 43
13 - Memórias de um suicida - pág. 49, 125, 211 14 - Na seara bendita - pág. 56
15 - Nosso Lar - pág. 182

16 - O Livro dos Espíritos- q. 135

17 - O Livro dos médiuns - q. 118, 119 18 - O problema do ser do destino e da dor - pág. 77,81
19 - O que é a morte? - pág. 87, 130 20 - Saúde e espiritismo - pág. 81
21 - Voltei - pág. 39 22 - Vozes do grande Além - pág. 31

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CORDÃO FLUÍDICO – COMPILAÇÃO

15 - Nosso Lar - André Luiz - pág. 182

33 - CURIOSAS OBSERVAÇÕES
Poucos minutos antes de meia-noite, Narcisa permitiu minha ida ao grande portão das Câmaras. Os Samaritanos deviam estar nas vizinhanças. Era imprescindível observar-lhes a volta, para tomar providências. Com que emoção tornei ao caminho cercado de árvores frondosas e acolhedoras! Aqui, troncos que recordavam o carvalho vetusto da Terra; além, folhas caprichosas lembrando a acácia e o pinheiro. Aquele ar embalsamado figurava-se-me uma bênção. Nas Câmaras, apesar das janelas amplas, não experimentara tamanha impressão de bem-estar. Assim caminhava, silencioso, sob as frondes carinhosas. Ventos frescos agitavam-nas de manso, envolvendo-me em sensações de repouso.

Sentindo-me só, ponderei os acontecimentos que me sobrevieram, desde o primeiro encontro com o Ministro Clarêncio. Onde estaria a paragem de sonho? Na Terra, ou naquela colônia espiritual? Que teria sucedido a Zélia e aos filhinhos? Por que razão me prestavam ali tão grande esclarecimentos sobre as mais variadas ques­tões da vida, omitindo, contudo, qualquer notícia pertinente ao meu antigo lar? Minha própria mãe me aconselhara o silêncio, abstendo-se de qualquer informação direta.

Tudo indicava a necessidade de esquecer os problemas carnais, no sentido de renovar-me intrinsecamente, e, no entanto, penetrando os recessos do ser, encontrava a saudade viva dos meus. Desejava ardentemente rever a esposa multo amada, receber de novo o beijo dos filhinhos, .. Por que decisões do destino estávamos agora separados, como se eu fosse um náufrago em praia desconhecida? Simultaneamente, idéias generosas confortavam-me o intimo. Não era eu o náufrago abandonado. Se minha experiência podia classificar-se como naufrágio, não devia o desastre senão a mim mesmo. Agora que observava em "Nosso Lar" vibrações novas de trabalho intenso e construtivo, admirava-me de haver perdido tanto tempo no mundo em frioleiras de toda sorte.

Em verdade, muito amara a companheira de lutas e, sem dúvida, dispensara aos filhinhos ternuras incessantes; mas, examinando desapaixonadamente minha situação de esposo e pai, reconhecia que nada criara de sólido e útil no espírito dos meus familiares. Tarde verificava esse descuido. Quem atravessa um campo sem organizar sementeira necessária ao pão e sem proteger a fonte que sacia a sede, não pode voltar com a intenção de abastecer-se. Tais pensamentos instalavam-se-me no cérebro com veemência irritante. Ao deixar os círculos carnais, encontrara as penúrias da incompreensão. E que teria sucedido à esposa e aos filhinhos, deslocados da estabilidade doméstica para as sombras da viuvez e da orfandade? Inútil interrogação.

O vento calmo parecia sussurrar concepções grandiosas, como que desejoso de me espertar a mente para estados mais altos. Torturavam-me as inquirições internas, mas, prendendo-me então aos imperativos do dever justo, aproximei-me da grande cancela, investigando além, através dos campos de cultura. Tudo luar e serenidade, céu sublime e beleza silenciosa! Extasiando-me na contemplação do quadro, demorei alguns minutos entre a admiração e a prece. Instantes depois, divisei ao longe dois vultos enormes que me impressionaram vivamente. Pareciam dois homens de substância indefinível, semiluminosa. Dos pés e dos braços pendiam filamentos estranhos, e da cabeça como que se escapava um longo fio de singulares proporções.

ive a impressão de identificar dois autênticos fantasmas. Não suportei. Cabelos eriçados, voltei apressadamente ao interior. Inquieto e amedrontado, expus a Narcisa a ocorrência, notando que ela mal continha o riso.— Ora essa, meu amigo — disse, por fim, mostrando bom humor —, não reconheceu aquelas personagens? Fundamente desapontado, nada consegui responder, mas Narcisa continuou:
— Também eu, por minha vez, experimentei a mesma surpresa, em outros tempos. Aqueles são os nossos próprios irmãos da Terra. Trata-se de poderosos espíritos que vivem na carne em missão redentora e podem, como nobres iniciados da Eterna Sabedoria, abandonar o veículo corpóreo, transitando livremente em nossos planos.

Os filamentos e fios que observou são singulari­dades que os diferenciam de nós outros. Não se arreceie, portanto. Os encarnados, que conseguem atingir estas paragens, são criaturas extraordinariamente espiritualizadas, apesar de obscuras ou humildes na Terra. E, encorajando-me bondosamente, acentuou:— Vamos até lá. Temos quarenta minutos depois de meia-noite. Os Samaritanos não podem tardar. Satisfeito, voltei com ela ao grande portão. Lobrigava-se, ainda, a enorme distância, os dois vultos que se afastavam de "Nosso Lar", tranquilamente. A enfermeira contemplou-os, fez um gesto expressivo de reverência e exclamou:— Estão envolvidos em claridade azul. Devem ser dois mensageiros muito elevados na esfera carnal, em tarefa que não podemos conhecer.

AH estivemos, minutos longos, parados na contemplação dos campos silenciosos. Em dado momento, porém, a bondosa amiga indicou um ponto escuro no ho­rizonte enluarado, e observou: - Lá vêm eles! Identifiquei a caravana que avançava em nossa direção, sob a claridade branda do céu. De repente, ouvi o ladrar de cães, a grande distância.— Que é isso? — interroguei, assombrado.— Os cães — disse Narcisa — são auxiliares preciosos nas regiões obscuras do Umbral, onde não estacionam somente os homens desencarnados, mas também verdadeiros monstros, que não cabe agora descrever. A enfermeira, em voz ativa, chamou os servos dis­tantes, enviando um deles ao interior, transmitindo avisos.

Fixei atentamente o grupo estranho que se apro­ximava devagarinho. Seis grandes carros, formato diligência, precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos, eram tirados por animais que, mesmo de longe, me pareceram iguais aos muares terrestres. Mas a nota mais interessante era os grandes bandos de aves, de corpo volumoso, que voavam a curta distância, acima dos carros, produzindo ruídos singulares. Dirigi-me, incontinenti, a Narcisa, perguntando:— Onde o aeróbus? Não seria possível utilizá-lo no Umbral? Dizendo-me que não, indaguei das razões. Sempre atenciosa, a enfermeira explicou:— Questão de densidade da matéria. Pode você figurar um exemplo com a água e o ar. O avião que fende a atmosfera do planeta não pode fazer o mesmo na massa equórea.

Poderíamos construir determinadas máquinas como o submarino; mas, por espírito de compaixão pelos que sofrem, os núcleos espirituais superiores preferem aplicar aparelhos de transição. Além disso, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos animais.— Como assim? — perguntei, surpreso.— Os cães facilitam o trabalho, os muares suportam cargas pacientemente e fornecem calor nas zonas onde se faça necessário; e aquelas aves — acrescentou, indicando-as no espaço —, que denominamos íbis viajores, são excelentes auxiliares dos Samaritanos, por devorarem as formas mentais odiosas e perversas, entrando em luta franca com as trevas umbralinas.

Vinha, agora, mais próxima a caravana. Narcisa fixou-me com bondosa atenção, rematando:— Mas, no momento, o dever não comporta minudências informativas. Poderá colher valiosas lições sobre os animais, não aqui, mas no Ministério do Esclarecimento, onde se localizam os parques de estudo e experimentação. E distribuindo ordens de serviço, aqui e acolá, preparava-se para receber novos doentes do espírito.

16 - O Livro dos Espíritos- Allan Kardec - questão. 135

Perg. 135 - Há no homem outra coisa, além da alma e do corpo? - Há, o liame que une a alma e o corpo.
Perg. 135a. - Qual a natureza desse liame? - Semi-material, quer dizer, um meio termo entre a natureza do Espírito e a do corpo. E isso é necessário para que eles possam comunicar-se. É por meio desse liame que o Espírito age sobre a matéria e vice-versa.


17 - O Livro dos médiuns - Allan Kardec - questões: 118, 119

Questão 118: Antes de prosseguir, devemos responder a uma pergunta que inevitavelmente será feita: como o corpo pode viver enquanto o Espírito se ausenta? - Poderíamos dizer que o corpo se mantêm pela vida orgânica, que independe da presença do Espírito, como se prova pelas plantas, que vivem e não têm Espírito. Mas devemos acrescentar que, durante a vida, o Espírito jamais se retira completamente do corpo. Os Espíritos, como alguns médiuns videntes, reconhecem o Espírito de uma pessoa viva por um traço luminoso que termina no seu corpo, fenômeno que jamais se verifica se o corpo estiver morto, pois então a separação é completa. É por meio dessa ligação que o Espírito é avisado, a qualquer distância que estiver, da necessidade de voltar ao corpo, o que faz com rapidez do relâmpago. Disso resulta que o corpo nunca pode morrer durante a ausência do Espírito, e que nunca pode acontecer que o Espírito, ao voltar, encontre a porta fechada, como tem dito alguns romancistas em estórias para recrear.

Questão 119: Voltemos ao nosso assunto. O Espírito de uma pessoa viva, afastado do corpo, pode aparecer como o de um morto, com todas as aparências da realidade. Além disso, pelos motivos que já explicamos, pode adquirir tangibilidade momentânea. Foi esse fenômeno, designado por bicorporeidade que deu lugar às estórias de homens duplos, indivíduos cuja presença simultânea se constatou em dois lugares diversos. Eis dois exemplos tirados, não das lendas populares mas da História Eclesiástica. Santo Afonso de Liguori foi canonizado antes do tempo exigido, por se haver mostrado simultaneamente em dois lugares diferentes, o que passou por milagre. Santo Antônio de Pádua estava na Espanha e no tempo em que ali pregava, seu pai, que se encontrava em Pádua, ia sendo levado ao suplício, acusado de assassinato. Nesse momento Santo Antonio aparece, demonstra a inocência do pai, e dá conhecer o verdadeiro criminoso que, mais tarde, sofreu o castigo. Constatou-se que, aquele momento,Santo Antônio não havia deixado a Espanha.

18 - O problema do ser do destino e da dor - Léon Denis - pág. 77,81

O sono possui não só propriedades restauradoras que a Ciência não pôs no devido relevo, mas também um poder de coordenação e centralização sobre o organismo material. Pode, além disso, acabamos de o ver, provocar uma ampliação considerável das percepções psíquicas, maior intensidade do raciocínio e da memória.
Que é então o sono?
É simplesmente a alma que se desprende, que sai do corpo. Diz-se: o sono é irmão da morte. Estas palavras exprimem uma verdade profunda. Sequestrada na carne, no estado de vigília, a alma recupera, durante o sono, a sua liberdade relativa, temporária, ao mesmo tempo que o uso dos seus poderes ocultos. A morte será a sua libertação completa, definitiva. Já nos sonhos, vemos os sentidos da alma, esses sen­tidos psíquicos, de que os do corpo são a manifestação externa e amortecida, entrar em ação.

À medida que as percepções externas se enfraquecem e apagam, quando os olhos estão fechados e suspenso o ouvido, outros meios mais poderosos despertam nas profundezas do ser. Vemos e ouvimos com os sentidos internos. Imagens, formas, cenas a distância sucedem-se e desenrolam-se; travam-se conversas com pessoas vivas ou falecidas. Esse movimento, muitas vezes incoerente e confuso no sono natural, adquire precisão e aumenta com o des­prendimento da alma no sono provocado, no transe de sonambulismo e no êxtase.

Às vezes, a alma afasta-se durante o descanso do corpo e são as impressões das suas viagens, os resultados das suas indagações, das suas observações, que se tradu­zem pelo sonho. Neste estado, um laço fluídico ainda a liga ao organismo material e, por esse vínculo sutil, espécie de fio condutor, as impressões e as vontades da alma podem transmitir-se ao cérebro. É pelo mesmo processo que, nas outras formas do sono, a alma governa o seu invólucro terrestre, fiscaliza-o, dirige-o. Esta direção, no estado de vigília, durante a incorporação, exercita-se de dentro para fora; efetuar-se-á em sentido inverso nos diferentes estados de desprendimento. A alma, emancipada, continuará a influenciar o corpo mediante o laço fluídico que continuamente liga um à outra. Desde esse momento, no seu poder psíquico reconstituído, a alma exercerá sobre o organismo carnal uma direção mais eficaz e segura. A marcha dos sonâmbulos, à noite, em lugares perigosos, com inteira segurança, é uma demonstração evidente desse fato.

Sucede o mesmo com a ação terapêutica provocada pela sugestão. Esta é eficaz, principalmente no sentido de facilitar o desprendimento da alma e dar-lhe o poder absoluto de fiscalização, a liberdade necessária para dirigir a força vital acumulada no perispírito e, por este meio, restaurar as perdas sofridas pelo corpo físico. Comprovamos este fato nos casos de personalidade dupla. A segunda personalidade, mais completa, mais integral que a personalidade normal, substitui-a para um fim curativo, por meio de uma sugestão exterior, aceita e transformada em auto-sugestão pelo Espírito do "sujet". Com efeito, este nunca abandona os seus direitos e poderes de fiscalização. Assim, como disse Myers, "não é a ordem do hipnotizador, mas antes a faculdade do paciente que forma o nó da questão". (...)


(...)Há em nós uma dupla vista, pela qual pertencemos, ao mesmo tempo, a dois mundos, a dois planos de existência. Uma está em relação com o tempo e espaço, como nós os concebemos em nosso meio planetário com os sentidos do corpo: é a vida material; a outra, mediante os sentidos profundos e as faculdades da alma, liga-nos ao universo espiritual e aos mundos infinitos. No decurso danossa existência terrestre, é principalmente quando dormimos que essas faculdades podem exercer-se e entrar em vibração as potências da alma. Esta torna a pôr-se em contacto com o universo invisível, que é a sua pátria e do qual estava separada pela carne. Retempera-se no seio das energias eternas para continuar, quando desperta, a sua tarefa penosa e obscura.

Durante o sono, a alma pode, segundo as necessidades do momento, aplicar-se a reparar as perdas vitais causadas pelo trabalho cotidiano e a regenerar o organismo adormecido, infundindo-lhe as forças tiradas do mundo cósmico, ou, quando está acabado esse movimento reparador, continuar o curso da sua vida superior, pairar sobre a Natureza, exercer as suas faculdades de visão a distância e penetração das coisas. Nesse estado de atividade independente vive já antecipadamente a vida livre do Espírito; porque essa vida, que é uma continuação natural da existência planetária, espera-a depois da morte, devendo a alma prepará-la não somente com as suas obras terrestres, mas também com as suas ocupações quando desprendida durante o sono.

É graças ao reflexo da luz do Alto, que cintila em nossos sonhos e ilumina completamente o lado oculto do destino, que podemos entrever as condições do ser no Além. Se nos fosse possível abranger com o olhar toda a extensão de nossa existência, reconheceríamos que o estado de vigília está longe de constituir-lhe a fase essencial, o elemento mais importante. As almas, que de nós cuidam, servem-se do nosso sono para exercitarem-nos na vida fluídica e no desenvolvimento dos nossos sentidos de intuição. Efetua-se, então, um trabalho completo de iniciação para os homens ávidos de se elevarem. Os vestígios desse trabalho encontram-se nos sonhos. Assim, quando voamos, quando deslizamos com rapidez pela superfície do solo, significa isso a sensação do corpo fluídico, ensaiando-se para a vida superior.

Sonhar que subimos sem cansaço, com facilidade surpreendente, através do espaço, sem embaraço nem medo, ou então que estamos pairando por cima das águas; atravessar paredes e outros obstáculos materiais sem ficarmos admirados de praticar atos que são impossíveis enquanto estamos acordados, não é a prova de que nos tornamos fluídicos pelo desprendimento? Tais sensações, tais imagens, que comportam completa inversão das leis físicas que regem a vida comum, não poderiam vir ao nosso espírito, se não fossem o resultado de uma trans­formação do nosso modo de existência.

Na realidade, já não se trata aqui de sonhos, mas de ações reais praticadas em outro domínio da sensação e cuja lembrança se insinuou na memória cerebral. Essas lembranças e impressões no-lo demonstram bem. Possuimos dois corpos, e a alma, sede da consciência, fica ligada ao seu invólucro sutil, enquanto o corpo material está deitado e em completa inércia. Apontemos, todavia, uma dificuldade. Quanto mais a alma se afasta do corpo e penetra nas regiões etéreas, tanto mais fraco é o laço que os une, tanto mais vaga a lembrança ao acordar.

A alma paira muito longe na imensidade e o cérebro deixa de registrar as suas sensações. Daí resulta não podermos analisar os nossos mais belos sonhos. Algumas vezes, a última das impressões sentidas no decurso dessas peregrinações noturnas subsiste ao despertar. E se, nesse momento, tivermos o cuidado de fixá-la fortemente na memória, pode ficar lá gravada. Tive, uma noite, a sensação de vibrações percebidas no espaço, as últimas notas de uma melodia suave e penetrante, e a lembrança das derradeiras palavras de um cântico que findava assim: "Há céus inumeráveis!" (...)

20 - Saúde e espiritismo - A.M.E. Brasil - pág. 81


O desdobramento corresponde ao estado de emancipação completa da alma. O Espírito encarnado, revestido dos seus envoltórios, projeta-se para o exterior do corpo somático, do qual se separa, formando uma cópia ou duplo. Trata-se de fenômeno ímpar: a consciência age fora do espaço físico, como se fosse uma desencarnação parcial e provisória da alma. Esta, emancipando-se, passa a gozar de todas as faculdades próprias do ser desencarnado.

Na Codificação Kardeciana encontra-se o ensinamento de que o Espírito jamais está completamente separado do corpo vivo em que habita; qualquer que seja a distância a que se transporte, "a ele se conserva ligado por um laço fluídico que serve para chamá-lo, quando se torne preciso. Esse laço só a morte o rompe". (O Livro dos Médiuns, pág. 361, FEB). Muito importante essa lição da Espiritualidade Superior, comprovada atualmente pela unanimidade dos trabalhos relacionados ao tema, corroborando Salomão, em Eclesiastes (Cap. 12, Vers. 6 e 7 ), que, há aproximadamente 900 anos a.C., fez ultisão à morte como consequência do rompimento do "fio de prata".

O Espírito André Luiz faz referência também ao cordão de prata, na obra Mecanismos da Mediunidade (pág. 150, FEB), dizendo que o sensitivo desdobrado está ligado ao seu corpo físico "por fio tenuíssimo, superficialmente comparado, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias.


Américo Domingos Nunes Filho - " Médico formado pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (UniRio), especialista em pediatria. Fundador e presidente da Associação Médico-Espírita do Rio de Janeiro, vice-presidente do Instituto de Cultura Espírita do Brasil. Vice-presidente da Associação de Divulgadores do lispiritimo do Estado do Rio de Janeiro. Autor de vários livros.

LEMBRETE: É interessante notar que também existem, no perispírito, estruturas semelhantes às dos centros vitais do duplo etérico. Entre cada centrodo duplo etérico e o seu correspondente no perispírito observa-se a existência de laços fluido-magnéticos permanentes que os interligam e que só se rompem com a morte do corpo físico. São esses laçõs que, juntos, formam o geralmente denominado cordão fluídico ou cordão prateado. O cordão fluídico é elo fundamental entre o corpo físico e perispírito. Luiz Carlos de M. Gurgel

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