A NATUREZA E SEUS ELEMENTOS

2ª. PARTE - A HOLÍSTICA NA PRÁTICA: ALGUMAS APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS

CAPÍTULO 7 - ENERGIAS DA NATUREZA

SUBCAPÍTULO 7.2. - A NATUREZA E SEUS ELEMENTOS

Apresentamos adiante um resumo do que temos aprendido com pesquisadores da esfera extrafísica, no que tange às formas de manifestação da energia primordial na natureza e de como podemos aproveitá-la.

1º. Reino vegetal

O reino vegetal apresenta característica energética que varia bastante, de acordo com os seres presentes nos diversos sítios naturais. O local é sem dúvida fator importante: próximo ou distante de reservatórios aquáticos, que pode ser de água salina, doce ou salobra; com maior ou menor umidade, exposição à chuva e aos raios solares. Localização e características climáticas definidas, o tipo de vegetação deve igualmente ser levado em conta, descortinando a rica variedade energética encontrada no reino vegetal.

Como cada ser humano possui, conforme apontamos, uma nota harmônica entre sua natureza e a natureza vegetal - e deve procurar senti-la -, o interessado no intercâmbio fluídico deve observar primeiramente qual elemento está ligado à concentração de plantas que pretende utilizar. Se a vegetação estiver próxima a cachoeiras, junto às fontes de água doce, será aí que as pessoas sonhadoras encontrarão energias para se revigorar. Também se beneficiarão aquelas que têm maior habilidade de se envolver com o amor, a sensibilidade e a preservação da vida, bem como as pessoas cuja natureza arquetípica está ligada simultaneamente aos tipos masculino e feminino.

Quando o elemento vegetal estiver associado à paisagem montanhosa, esse é o reduto apropriado para que indivíduos com temperamento explosivo possam reabastecer-se. Os recantos onde a vegetação cresce isolada, distante de outros ambientes, é o destino ideal àqueles mais solitários ou que apreciam a solidão, pois lá encontrarão a energética própria de sua singularidade mental e emocional.

As matas expressam a energia da cura. O aroma e as propriedades terapêuticas das folhas e flores repõem as energias e refazem nossas forças. Entrar em contato com matas, florestas e locais onde predomina o verde é colocar-se em conexão com o elemento curativo da natureza de forma mais intensa.

É útil lembrar que, nestas páginas, não pretendemos editar um manual para que o leitor se relacione com as energias próprias de sua dimensão existencial, mas apenas dar exemplos que ilustrem este ponto de vista.

2º. Reino mineral

A energética do reino mineral ou dos elementos a ele pertencentes varia muito segundo a localização ou o tipo de paisagem considerada, talvez ainda mais do que no caso dos vegetais. Temos uma energética particular para os minerais sólidos, arenosos, diferente da que se observa no mineral associado à água. Em contato com esse elemento, é preciso analisar os fatores geológicos e geográficos, a localização e a altitude, bem como se a associação se dá com mares, lagoas, rios, cachoeiras ou lençóis freáticos e olhos d'água.

Sabe-se que as energias naturais encontradas no reino mineral têm ação direta sobre o corpo etérico. Alguns dos elementos minerais tornam voláteis os fluidos densos aderidos ao duplo. Na dimensão extrafísica, a medicina sideral potencializa as irradiações do urânio e do césio, por exemplo, com o objetivo de destruir células cancerosas. Todavia, as vibrações desses mesmos elementos podem ser altamente destrutivas e daninhas à tessitura do duplo, hipersensível, assim como as que se originam de outros minerais, especialmente os radioativos, e também as que emanam de muitos equipamentos humanos.

Tudo depende do nível vibratório em que se encontram os minerais. A título de comparação, é mais ou menos como ocorre com a homeopatia: de acordo com o número de dinamizações, a substância primordial, que era venenosa ou prejudicial à saúde, vai-se tornando progressivamente mais sutil, assumindo propriedades curativas e medicamentosas distintas à medida que atinge níveis energéticos mais elevados.

Visto que as emanações do reino mineral interpenetram com extrema facilidade a dimensão etérica, o contato com a dinâmica de certos elementos pode também favorecer a fixação de energias benéficas no corpo etérico. Pode-se ingerir água na qual determinados cristais ficaram imersos, entre outras técnicas, ou submeter-se à exposição da luz que atravessou alguns minerais.

Como se pode ver, requer-se acurada perícia de quem pretende manipular tais energias, tendo em vista os perigos que a aplicação incorreta pode ocasionar, conforme demonstrado anteriormente.

3º. Ar e água

O ar e sua dinâmica energética têm efeito principalmente sobre as correntes vitais e sutis do corpo etérico, que é material, embora de menor densidade que o físico. Repositório da vitalidade do homem, o duplo tem a circulação de energias e a distribuição de fluidos sutis bastante auxiliadas pelo elemento ar, mais precisamente por meio da respiração, especialmente quando é realizada junto aos sítios naturais.

A água e suas energias têm propriedades revigorantes e também atenuantes de emoções fortes e tempestades emocionais, geralmente nocivas a pessoas e ambientes. Além de reabastecer o indivíduo, a água absorve e transmuta qualquer tipo de energia, densa ou sutil, realizando trocas energéticas altamente proveitosas.

Cachoeiras, lagoas e lagos, rios, riachos e fontes de água doce suavizam as emoções por agir diretamente no campo astral do ser humano. Ao entrar em contato com esses locais, o corpo astral ou emocional abastece-se e é higienizado. Como a água possui a capacidade de absorver todas as freqüências eletromagnéticas, assimila as energias densas anexadas à aura. Por essa razão, ao banhar-se ou tão-somente aproximar-se de tais sítios naturais, o indivíduo costuma sentir grande alívio. Relata estar mais leve, tranqüilo e com emoções mais brandas. Em seguida à absorção de elementos de natureza mais densa, antes aderidos ao campo áurico, a irradiação da água doce provoca uma transferência energética revigorante, principalmente se ocorrer em ambientes ricos em plantas e com muito verde.

Encontrada em mares e oceanos, a água salgada apresenta propriedades bem distintas. Por ter em sua constituição o sal, conhecido como sal marinho, é um elemento de polaridade energética yang, oposta à da água doce, cuja característica yin suaviza, eteriza ou "luariza" nossas vidas. Além disso, o oceano é o berço de toda a vida no planeta Terra, o que nos faz compreender o tipo de magnetismo mais primário e vigoroso que emana de si.

As águas marítimas energizam, revigoram e transmutam energias ainda mais densas ou cristalizadas na aura, oriundas de emoções fortes ou violentas, bem como aquelas que se encontram arraigadas no indivíduo, cultivadas por longo tempo. O sal e as ondas do mar, ao entrarem contato com o corpo físico, rompem a crosta de fluidos dos densos encontrados no duplo etérico, absorvendo imediatamente os miasmas, resíduos e parasitas energéticos. A sensação de alivio é quase imediata. Além de tudo, a própria atmosfera do local traz certo encantamento e tamanha beleza, que inspira artistas de todos os tempos, o que mostra como se torna favorável à menta a sintonia fina com tais elementos sutis.

Sob todo aspecto, o contato com a natureza é algo de extremo valor para a saúde física e emocional. É parte de um processo curativo que todos que procuram qualidade de vida deveriam tomar como hábito. Nos momentos de contato mais íntimo com a água, o verde e as folhas há uma troca energética intensa, que, embora invisível, pode ser facilmente percebida em seus resultados práticos, empíricos, mesmo que ainda não sejam detectados pelos instrumentos tecnológicos atuais.

É bom não se esquecer, no entanto, de uma informação relevante. As propriedades de fixação, penetração ou absorção das energias encontradas na natureza não são de forma alguma absolutas; muito pelo contrário, dependem da conexão mental e emocional do indivíduo com a fonte natural. Quem entra em contato constante com os elementos da natureza, mas não se envolve com eles, ignorando o recurso de que dispõe, e tampouco estabelece uma postura mental e emocional de respeito e valorização dos sítios naturais, evidentemente não consegue realizar a transmutação ideal. É preciso adotar uma atitude genuína de respeito e uma relação mais profunda com os elementos da natureza planetária para se beneficiar de toda a amplitude de recursos que eles têm condições de oferecer.

Robson Pinheiro