GENÉTICA

82. "Genética espiritual": existe desde tempos imemoriais - antes mesmo da formação do planeta Terra?

- Diz-nos o esclarecido Espírito Emmanuel, em "A Caminho da Luz", nos cap. I e II:

"O verbo na criação terrestre:

- ( ... ) Na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra.

Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada. Com essa massa gelatinosa, nascia no orbe o protoplasma e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.

A vida organizada - As construções celulares: - ( ... ) Como a engenharia moderna, que constrói um edifício prevendo os menores requisitos de sua finalidade, os artistas da espiritualidade edificavam o mundo das células iniciando, nos dias primevos, a construção das formas organizadas e inteligentes dos séculos porvindouros".

Não nos é difícil depreender que os citados "artistas da espiritualidade" eram o que hoje podemos classificar como primorosos artífices de uma genética espiritual.

No caso, Emmanuel estava se referindo a bilhões de anos atrás ...

83. Nesse caso, como o Espiritismo explica mutações em determinadas espécies animais, as quais nem mais existem? Eram experimentações?

- Imaginamos que a genética é de domínio espiritual transcendente à criação deste mundo.

Logo no início desta obra, no cap. 1 ("Origem da Vida"), vimos que Espíritos Siderais, considerados "Ministros de Deus", isto é, aqueles que executam a vontade do Criador, foram paulatinamente fixando neste orbe as protoformas dos seres vivos.

É fora de dúvida que no patamar do conhecimento humano ainda não nos é possível deslindar e conhecer como procediam aqueles "Arquitetos espirituais".

Mas podemos - e devemos -lucubrar; consideramos que os geneticistas espirituais não agem como os geneticistas terrenos, isto é, não fazem "tentativas e experimentos", e sim, desde tempos imemoriais, dominam por completo os instigantes e multiplicados meandros da biotecnologia. Sua visão perspectiva dá-lhes a certeza de procederem a modificações morfofisiológicas, passo a passo, não sendo de espantar que em determinadas fases, para fixar caracteres a serem aproveitados na longa fieira de evolução das espécies, no ambiente terreno surjam aparentes "aberrações" (assim consideradas pelos fisiologistas e biólogos humanos).

Nada, absolutamente nada, acontece no Universo todo sem que essa seja a vontade de Deus:

- ( ... ) Todas as coisas vieram à existência por intermédio de Deus (João, 1: 13) ;

- ( ... ) De Deus procedem todas as coisas (l Coríntios, 8:6);

- ( ... ) Tudo tem o conhecimento do vosso Pai; os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados (Mateus, 10:29 e 30).

Daí. ..

84. O genoma do reencarnante é compulsório?

- A formação embrionária decorre da simbiose do programa genético (genoma do indivíduo) ao seu programa reencarnatório, definidos, ambos, antes da fecundação, para se compatibilizarem. Aquele, às Leis Naturais que regulam a vida física, e este, ao elenco de tarefas a serem cumpridas, de provas a serem vivenciadas e de expiações a serem cumpridas e/ou resgatadas - naquela existência.

85. Como e em que situações os Espíritos "técnicos da reencarnação" promovem mutações genéticas?

- Acreditamos que, embora competentes para normalmente fazê-lo, assim procederão só em casos específicos, raros. Por exemplo: um Espírito de uma esfera espiritual acima das terrenas e que tenha se compromissado a cumprir nobre missão na Terra, numa determinada área da atividade humana (a música, por exemplo), talvez tenha dificuldade para reencarnar filho (a) de pais que geneticamente lhe propiciem os fantásticos genes que possibilitarão destreza e memorização excepcional. O reencarnante, nesse caso, poderá passar por uma necessária adequação e "aditivação" genética, já a partir do seu perispírito, que como sabemos nós, os espíritas, é o molde para o corpo físico.

Essa complementação só poderá ser realizada por Espíritos protetores, competentes (com domínio absoluto daquela que podemos denominar de "genética espiritual").

Pode ocorrer o inverso: Espírito altamente devedor, com o perispírito danificado, tendo que reencarnar em condições físicas dificílimas, poderá nascer filho (a) de pais saudáveis, mas que além de aceitarem tal sublime tarefa, dispondo ou não dos meios materiais apropriados a administrar as multiplicadas dificuldades decorrentes.

Aqui também terá que haver interferência genética daqueles técnicos espirituais, equalizando tal reencarnação à expiação redentora, e nesse caso, a dolorosa "degeneração" não encontrará explicação na genética terrena ...

Tais casos, em nossa opinião, são raros.

86. Quais as explicações - da Ciência e do Espiritismo - para o nascimento de gêmeos?

- Diz-nos a Biologia:

São gêmeos cada um de dois ou mais irmãos ou irmãs nascidos no mesmo parto.

Segundo a genética, os gêmeos mais freqüentes são os gêmeos fraternos, heterozigóticos ou não idênticos. Chamados também falsos gêmeos, pela fecundação simultânea de dois óvulos por dois espermatozóides. Eles podem ser do mesmo sexo ou de sexos opostos.

Os gêmeos verdadeiros, idênticos ou monozigóticos (gêmeos univitelinos) resultam da fecundação normal de um único óvulo por um só espermatozóide, porém o ovo assim fecundado sofre uma clivagem em dois embriões distintos. Os gêmeos monozigóticos são duas cópias idênticas de um mesmo indivíduo e portanto são sempre do mesmo sexo. Possuem iguais grupos sangüineos e a única prova absoluta para o monozigotismo é que os enxertos de pele recíprocos não são nunca rejeitados.

- Agora, eis a visão espírita para os gêmeos:

Na questão n° 211 de "O Livro dos Espíritos" informam os Espíritos que arrimaram Allan Kardec na codificação do Espiritismo que, quase sempre, gêmeos são Espíritos simpáticos que se aproximam, por analogia de sentimentos. Na questão n° 213, porém, esclarecem que tal simpatia nem sempre ocorre e nesse caso, os gêmeos são "Espíritos maus que entendam de lutar juntos no palco da vida".

Numa outra hipótese, conjeturamos que gêmeos com desajustes, esgotadas as possibilidades de se harmonizarem, poderão, pela Lei da Compulsoriedade (que visa sempre o progresso do ser) vir a ser xifópagos.

87. Seria possível detalhar um pouco mais essa questão da "Lei da Compulsoriedade"?

- Lei da Compulsoriedade: esse é apenas um humilde ensaio nosso, que a comparamos à rede salvadora interposta como apara, em meio a tresloucado mergulho de alguém desvairado que estando em queda livre, podendo sustá-la, por ter sido advertido várias vezes, mais e mais se projeta para as profundezas do abismo da infelicidade. A interrupção compulsória de tal queda livre é bênção que só mesmo o amor do Pai proporciona, conferindo porém a esse filho, a necessidade dele próprio, de volta, ter que escalar as escarpas, dali até o topo, onde o aguardam novas e infinitas chances de trabalhar e ser feliz.

Exemplificando:

- Em "O Livro dos Espíritos", cap. VI, Da Vida Espírita, questão 224

'(A duração do intervalo das encarnações pode durar desde algumas horas até alguns milhares de séculos ( ... ) mas nunca é perpétua. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes; ( ... ) para alguns Espíritos isso constitui uma punição que Deus lhes inflige".

- Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. V, "Bem,aventurados os Aflitos", n° 8:

" As tribulações podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa".

- Em Missionários da Luz", cap. 19, pág. 334:

"O Instrutor Anacleto analisa o caso de almas desequilibradas e recalcitrantes, que após serem atendidas por dez vezes, são entregues à própria obra".

- Em "Ação e Reação", cap. 19, pág. 256:

"A reencarnação retifícadora, isto é, a internação na carne em condições penosas, surge por alternativa inevitável".

- Em "Nos Domínios da Mediunidade", cap. 15, pág. 139-140:

"Há dolorosas reencarnações que significam tremendas lutas expiatórias para as almas necrosadas no vício. Temos, por exemplo, o mongolismo, a hidrocefalia, a paralisia, a cegueira, a epilepsia secundária, o idiotismo, o aleijão de nascença e muitos outros recursos, angustiosos embora, mas necessários, e que podem funcionar, em benefício da mente desequilibrada, desde o berço".

- Em "Nos Bastidores da Obsessão", cap. 12, pág. 229:

"O próprio amor, após examinar os recursos e possibilidades de determinados pacientes da alma ( ... ) resolve que para a melhora das suas aquisições, só a doença, o agravamento do seu estado, ensejando, desse modo, enquanto presos ao leito, tempo de meditar e transformar idéias, de buscar o pensamento divino e renovar-se; ( ... ) pacientes há, rebeldes de tal monta, que o melhor medicamento para a saúde deles é a continuação do sofrimento em que se encontram".

- Em "O Consolador", questão 252, tratando da intensidade da provação:

"Receberemos a dor de acordo com as necessidades próprias, com vistas ao resgate do passado e à situação espiritual do futuro".

- Em "Memórias de um Suicida", 2ª Parte, III, pág. 261, 272, 273:

" ( ... ) dramático futuro aguarda sofridas almas de suicidas denominados "retalhados"; ( ... ) a reencarnação punitiva seria imposta como medicação ( ... ) numa operação dolorosa que causava pena aos Espíritos assistentes; o mapa do futuro corporal havia programação de acontecimentos principais e inevitáveis".

- Em "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", 2ª Parte, XIII, pág. 175/176:

"Antes de novamente entrar em contacto com a matéria e começar nova carreira ( ... ) a escolha é limitada, circunscrita, determinada por causas múltiplas; ( ... ) por isso, esta escolha é-nos inspirada pelas Inteligências diretoras, ou, então, em proveito nosso, hão de elas próprias fazê-lo".

- Em "Nas Fronteiras da Loucura", logo à abertura, pág.9:

"Quando não funcionem os estímulos para o progresso e (o Espírito fixado em desdita) deseje postergá-lo, imposições da própria Lei jungem-no ao processo de crescimento, mediante as expiações lenificadoras, que o depuram, cooperando para a eliminação das sedimentadas mazelas que o martirizam .. ,"

(Perdoem-nos se fomos prolixos na resposta, mas bem que o tema merece ... )

88. Voltando aos gêmeos: como entender a questão dos gêmeos siameses, pela visão espírita?

- A xifopagia, longe de ser "um erro da natureza", uma aberração, na verdade é processo redentor e nesse contexto parece indicar que um prolongado mergulho no negativismo vinha sendo realizado por dois Espíritos em queda paralela, por estarem envolvidos entre si.

a) Causa natural: forma rara de defeito congênito, para gêmeos idênticos, isto é, do mesmo sexo, sempre; têm as mesmas características genéticas, pois nascem de um único ovo, que se biparte mas cujas partes não se separam, ficando jungidas uma à outra, vindo a gerar, na maioria das vezes, corpos incompletos, de difícil excludência (separação).

b) Causa espiritual: talvez possamos imaginar que tais gêmeos podem ser Espíritos inimigos de longo tempo, altamente recalcitrantes no perdão, sendo ambos devedores, reciprocamente. Esgotadas inúmeras oportunidades (reencarnações), permanecendo eles inimigos e quase sempre contraindo mais débitos ainda, a Bondade de Deus aciona a Lei da Inexorabilidade (pedagogia da dor ... ), unindo-os de forma tão insólita e sofredora para que, pelo problema compartilhado, simultâneo, aprendam primeiro a conviver, depois a se tolerarem, a seguir, se perdoarem, e por fim, se amarem.

89. Será correto afirmar que todas as doenças genéticas têm como origem enfermidades da alma?

- Estimativamente, pela Medicina, existem cerca de 3.500 a 4.000 doenças de origem genética. Apenas para nos situarmos, eis as mais comuns:

Mal de Alzheimer; hipertensão; obesidade; artrite reumática; suscetibilidade ao câncer de mama e ovário; osteoporose; câncer do cólon; doenças cardiovasculares; Mal de Parkinson; calvície (hum ... ) etc.

É lugar-comum no Espiritismo dizermos e crermos que o corpo reflete o que vai pela alma (Espírito), isto é, desarranjos na fôrma perispirítica ... problemas na forma física.

Alargando mais a reflexão, somos de parecer que todos os desequilíbrios patológicos têm, sim, ascendentes espirituais - sempre por culpa do próprio indivíduo, culpa essa assumida consciente ou inconscientemente, na vida presente ou em vida anterior.

Os vícios, por exemplo, de início ofertam êxtase como delícias de emoções, contudo, aos poucos, se transformam em pena carcerária auto-imposta e de longa duração.

Várias são as referências de Espíritos amigos sobre a origem das doenças:

- Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. XXVIII, n° 77 ("Preces pelos doentes"):

"As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena são inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda ordem semeiam em nós germens malsãos, às vezes hereditários".

- Em "Contos e Apólogos", do Espírito Irmão X (Humberto de Campos), psicografia de F.C.Xavier, 7ª ed., FEB, 1991, no cap. 6, à pág,34:

"A carne enfermiça é remédio salvador para o espírito envenenado. Sem o bendito aguilhão da enfermidade corporal é quase impossível tanger o rebanho humano do lodaçal da Terra para as culminâncias do Paraíso".

- Em "Ação e Reação", cap. 19, pág. 257, o Espírito André Luiz oferta preciosa aula moral:

"Aqueles que por vezes diversas perderam vastas oportunidades de trabalho na Terra, pela ingestão sistemática de alimentos corrosivos, como sejam o álcool e outros venenos das forças orgânicas, tanto quanto os inveterados cultores da gula, quase sempre atravessam as águas da morte como suicidas indiretos e, despertando para a obra de reajuste que lhes é indispensável, imploram o regresso à carne em corpos desde a infância inclinados à estenose do piloro, à ulceração gástrica, ao desequilíbrio do pâncreas, à colite e às múltiplas enfermidades dos intestinos, que lhes impõem torturas sistemáticas, embora suportáveis, no decurso da existência inteira".

Em "O Consolador", questão 96, Emmanuel explicita:

"As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano. O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo. A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico. ( ... ) A reencarnação, em si mesma, nas circunstâncias do mundo envelhecido nos abusos, já representa uma estação de tratamento e de cura; ( ... ) há enfermidades dalma (sic ), tão persistentes, que podem reclamar várias estações sucessivas, com a mesma intensidade nos processos regeneradores".

Respondendo à pergunta, de forma direta, diríamos que na maioria das doenças, genéticas ou não, estarão sempre presentes ascendentes espirituais. Entretanto, pequeno número de doentes assim se apresenta no panorama terreno por alta filantropia, exalando amor pelo próximo: reencarnam com determinada doença, para que no meio da coletividade dessa patologia específica, possam se constituir em antena do Plano Espiritual, a benefício dos que sofrem. Pelo exemplo de respeito à Justiça Divina, induzem "os doentes reais" à resignação.

Em outras palavras: reencarnam doentes, por desprendimento e amor.

90. Acontecimentos biológicos que eclodem após o nascimento (durante a existência terrena) podem ser configurados como genes cuja energia permaneceu temporariamente adormecida?

- Os acontecimentos congênitos configuram expiação: realidade inexorável.

Já um acontecimento biológico previsto para o futuro pode se concretizar, ou não, conforme as premissas da Lei do Carma, dinâmicas e alteráveis segundo a segundo.

Ouvimos, certa feita, o emprego do termo "housekepping para genes, expressando, no sentido figurado, os "arrumadores da casa", isto é, a "turma da construção da casa", ou ainda, os responsáveis pela formação do organismo vivo - ocultando um detalhe do acabamento, que, no caso, pode ou não ser realizado tempos depois da obra concluída ...

Um determinado futuro fato orgânico gravoso, previsto no roteiro reencarnatório de um Espírito, elaborado no Plano Espiritual e antecedendo à reencarnação dele, pode, em razão da sua vivência moral, no plano físico, ser atenuado, agravado, transferido (para outra vida) ou até mesmo - em situações de altíssimo mérito - ser extinto.

Aqui, quer nos parecer, é oportuno o ensaio do Prof. Torres Pastorino, na já citada obra "Técnicas da Mediunidade", enquadrando frações moleculares do DNA (os genes, "housekeepping"?) como sendo o relógio biológico do carma, relógio esse acionado na Espiritualidade para eclodir (despertar) determinadas células no futuro do reencarnante, no momento adequado ao programa reencarnatório, preestabelecido.

Quanto às energias espirituais dos genes, vale a pena reproduzir um trecho daquele saudoso autor (à pg.135 da referida obra):

"O DNA é um ácido de açúcar desoxidado, em cuja composição são encontrados: fósforo sob a forma de ácido fosfórico (H 3PO4 ); açúcar sob a forma de desoxirribose; e quatro bases de nitrogênio: -adenina, guanina, citosina e timina (as famosas letras A,G,C,T).

Essas bases de nitrogênio são, precisamente, a quota de "prâna" que alimenta cada célula, pois do nitrogênio formam-se os aminoácidos, blocos construtivos das proteínas. Prâna é nome dado pelos hindus à energia radiante do sol, que vitaliza tudo o que vive, através da fotossíntese e da respiração. No fenômeno da hematose, o sangue absorve, nos pulmões, oxigênio e nitrogênio, que são recolhidos, o primeiro, pelos eritrócitos, o segundo pelos linfócitos. Além dessa absorção por via aérea, há o nitrogênio que é extraído dos alimentos, pelo canal digestivo, e aquele que é retirado do ar, em sua forma astral, pelo chakra esplênico, e transformado em energia física e distribuído ao organismo pelo baço. Com isso, pode explicar-se a grande quantidade de nitrogênio no ar atmosférico, numa proporção de 78 partes, para 21 partes apenas de oxigênio: a natureza não perderia tempo com coisas inúteis.

O nitrogênio, pois, entra na formação química da célula física (núcleo, citoplasma e membrana) e da célula astral, isto é, a parte astral materializada da célula, que é o DNA, que constitui o sistema nervoso cerebral, que representa a mente da célula, no mais íntimo de seu núcleo".

Se nossa digressão saiu em parte do foco da pergunta, vamos agora responder especificamente quanto aos genes adormecidos de uma pessoa: obviamente, eles são assim mantidos pelo Plano Espiritual, aguardando eclosão automática, ou alguma alteração, por parte dos Espíritos Siderais, na razão direta da vivência dessa pessoa.

91. A genética tem por destinação exclusiva a eliminação de todas as doencas da Terra?

- Eis aí uma promessa jamais feita pela genética. Quanto ao Projeto Genoma Humano (PGH), que recentemente (Abril-2003) teve antecipado em três anos o seu seqüenciamento, na verdade, é agora que entra na fase mais árdua: saber onde estão e como funcionam cada um dos estimados 30 mil a 40 mil genes - os trechos do DNA que sintetizam proteínas e, portanto, guardam as instruções para controlar tudo que ocorre no organismo humano.

É nesse trabalho que estão as esperanças para uma revolução na Medicina clínica e preventiva (de diagnóstico antecipado à eclosão da patologia).

Isso pode levar décadas, para se tornar realidade. Por isso é que acreditamos que a genética é bênção divina, aportando na Terra.

As expectativas de um mundo sem doenças, ou com cura efetiva para elas, é esperança na qual cremos 100%!

Esperança que começará a se concretizar juntamente com a regeneração planetária!

A esse futuro, sublime esperança do nosso presente, devemos incorporar igualmente a possibilidade do avanço da genética na investigação das causas espirituais das doenças, tornando a maioria dos profissionais da saúde humana em "médicos-médiuns".

Já na "Introdução" desta obra registramos a anotação de Kardec a respeito.

92. Como entender a afirmação do Espírito André Luiz, em "Missionários da Luz", no cap. 10, p. 116, segundo a qual emanações etílicas exteriorizadas pelas narinas, boca e poros foram neutralizadas pelo Plano espiritual?

No caso citado da excreção do álcool por aquelas vias desse indivíduo, que era um médium componente de uma sessão de materialização não é de estranhar citada excreção (pulmonar), pois a referência era à eliminação de venenos, por técnicos do Plano Espiritual, venenos esses contidos nos princípios etílicos exteriorizados pelas narinas, boca e poros do desavisado médium, eminentemente prejudiciais àquela finalidade mediúnica.

Quanto a esses "venenos", o próprio autor esclarece, à p. 109, que se tratavam de "princípios mentais de origem inferior", que poderiam afetar a saúde física dos colaboradores encarnados, bem como a pureza do material indispensável aos processos fenomênicos ali em processamento (referência ao ectoplasma, necessário nas sessões de materialização). À p. 117, acrescenta:

'"( ... ) As emanações de álcool de cana, ingerido pelo nosso irmão, em doses altas, são altamente nocivas aos delicados elementos de formação plástica que serão agora conferidos ao nosso esforço, além de constituírem sério perigo às forças exteriorizadas do aparelho mediúnico".

O ectoplasma, como elemento de formação plástica, é extremamente sensível, inclusive à própria luz, que anula suas propriedades. Note-se que na narração o ambiente passava por rigorosa "assepsia espiritual", com eliminação de miasmas.

93. Na mesma obra, há citação de prejuízo à hereditariedade (mutação do DNA dos espermatozóides), causado por pensamento envenenado de uma pessoa. Como o Espiritismo explica essa alteração?

- O autor espiritual informa sobre a ação deprimente da mente perturbada intoxicando a cromatina das células do centro genital, destruindo a substância da hereditariedade.

Cada célula é verdadeira usina de energias (tem vida independente e pode se reproduzir). Assim, não será de estranhar a informação dada pelo autor espiritual, se considerarmos estar ele privilegiado pela visão do Plano em que se encontra (em condições de vislumbrar a matéria orgânica com uma espécie de "radiografia espiritual", de muito maior amplitude do que a da ciência terrena).

De início, diz-nos a Biologia, que os espermatozóides têm cromossomos como "passageiros" e esta presença é sinalizada pelas granulações mais escuras existentes no núcleo das células - a cromatina - as quais se coram intensamente, quando da sua divisão.

Como o pensamento fixado em vingança emite raios magnéticos de alto poder destrutivo, essa ação causa prejuízos às células criadoras, alterando a cromatina de cada uma delas. Assim, parece não haver incorreção em afirmar que os espermatozóides ficam mesmo prejudicados.

Já quanto à ação negativa sobre o DNA (pelo "pensamento envenenado"), consideremos que a glândula pineal, que age (já a partir da adolescência) qual antena com o Plano Espiritual, "gerenciando" as glândulas endócrinas, certamente sofre forte influência do que vai pelo corpo mental do indivíduo (pensamentos altruísticos ou "envenenados", substrato atávico, isto é, resultante do acúmulo mental das vidas passadas).

Como conseqüência, a respectiva produção hormonal da presente existência se queda prejudicada se os pensamentos permanecerem transitando por desaires (como no caso em tela: vingança contra um Espírito com programação de vir a ser seu filho ... ).

Onde o prejuízo? ...

Em primeiríssimo lugar, na fábrica e nos depósitos dos espermatozóides - no seu DNA.

94. Em "Evolução em Dois Mundos", cap. VII, p. 55, André Luiz comenta que na divisão celular a movimentação cromossômica se dá por força eletromagnética, oriundas de impulso mental. Como podemos analisar essa passagem?

- No início do item "Evolução e Hereditariedade", da citada obra, o autor André Luiz já menciona que:

" ( ... ) atendendo-se aos objetivos finalistas do Universo, não será possível esquecer o Plano Divino, quando se trate de qualquer imersão mais profunda na Genética, ainda mesmo que isso repugne aos cultores da ciência materialista. ( ... ) Como se estruturaram os cromatídeos nos cromossomos é problema que, de todo, por enquanto, nos escapa ao sentido, mas sabemos que os Arquitetos Espirituais, entrosados à Supervisão Celeste, gastaram longos séculos preparando as células que serviriam de base ao reino vegetal, combinando nucleoproteínas a glúcides e a outros elementos primordiais, a fim de que se estabelecesse um nível seguro de forças constantes, entre a bagagem do núcleo e do citoplasma".

(Vemos aqui André Luiz discorrendo sobre "forças constantes" na célula...)

Tateando luz, temos a Biologia nos informando que a divisão celular liga-se à ação mecânica do citoesqueleto.. Vamos a ele:

Citoesqueleto: rede de filamentos protéicos presentes nas células eucarióticas. Dentre esses filamentos, os de actina têm como uma das funções mais importantes, justamente a de conferir motilidade à célula.

Células eucarióticas são as que têm capacidade de adotar uma variedade de formas e de executar movimentos coordenados e direcionados, capacidade essa dependente de uma rede complexa de filamentos de proteínas filamentosas, os quais se estendem por todo o citoplasma (parte da célula de maior volume: contém o núcleo).

Inferimos que a citada "ação mecânica de componentes do citoesqueleto" só pode ser energia (força motriz) derivada do princípio vital (ou "fluido vital") consentâneo com o tempo de vida programado, energia essa instalada desde a fecundação no corpo mental do bebê que irá nascer, de onde parte o comando para a divisão celular, em longo e multiplicado processo divisionista.

Referida instalação, depreendemos, é atribuição dos citados Arquitetos Espirituais e tal comando, se processa através do chamado "arquivo dos reflexos condicionados", longamente exercitado nas vidas sucessivas - por parâmetros da Engenharia Divina.

Daí, pelo princípio de repetição, os grupos de células, dentro das espécies variadas em que se aglutinam para formação de cada seção orgânica, se reproduzem de modo absolutamente semelhante.

Essa seria uma das Leis da Vida, pela qual as células eucarióticas têm motilidade por impulso mental.

Ainda André Luiz, na mesma obra, item IV, nos dá conta do chamado "automatismo fisiológico", que faculta ao princípio inteligente executar, no decurso dos evos, sem qualquer obstáculo, todos os atos primários de manutenção, preservação e renovação da própria vida.

95. Existindo a "genética espiritual", como os espíritas explicam o fato de que pelas várias vidas sucessivas devemos ter, no Plano espiritual, várias famílias (pais, mães, irmãos, cônjuges etc)?

- Deus criou a todos os Seus filhos para serem felizes!

Essa felicidade, entretanto, não seria um "produto acabado", e sim, fruto de esforço pessoal de cada indivíduo.

Para que tal patamar seja alcançado, brindou a todos nós com a eternidade, isto é, tivemos um começo, mas o tempo à frente jamais terminará ... E esse dilatado quociente temporal é a trilha pela qual cada ser se projeta no cenário da vida, progredindo sempre, incessantemente, através de experiências múltiplas, o que confere também aprendizado multiplicado.

Esse roteiro evolutivo, que a lógica e o bom senso aprovam, expressa a Justiça Divina!

Assim, ao longo da caminhada (vidas sucessivas, via reencarnações), cada Espírito vai encontrando outros Espíritos pelo caminho, com eles se agrupando, formando vínculos fortes.

Se em nossas andanças enveredamos por descaminhos, por vezes com as paixões e as ambições desvirtuando o objetivo da convivência fraternal, Deus, com infinita sabedoria e amor, concede-nos o "cadinho" das quatro paredes - a família consangüínea.

Esse, o instituto divino da família terrena, na maior parte das vezes!

Entre parentes, demore o tempo que demorar, transcorram quantas existências sejam necessárias, ajustam-se devedores e cobradores, cessam as rivalidades e mágoas, as paixões se transmudam em afeto, que é a ante-sala da amizade, que por sua vez deságua no amor puro.

Assim, no acervo existencial, cada Espírito tem mesmo muitos pais, muitas mães, muitos filhos, muitas filhas, muitos cônjuges, e tantos outros Espíritos aos quais já se ligou com os demais vínculos de parentesco.

Onde estão? Encarnados? Desencarnados? Ninguém pode saber, com exatidão. Mas ... olhando à sua volta, bem pertinho de cada um, não será difícil entender a exatidão das entregas da cegonha ...

Uma coisa é mais do que certa: quando regressarmos à Pátria espiritual, invariavelmente poderemos ser recebidos por muitos desses antigos parentes, em clima festivo!

Basta que a prece more em nosso coração.

Eurípedes Kuhl