SENHOR, SENHOR !

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor ! não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e
em teu nome não fizemos maravilhas? E então lhes direis abertamente. Nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais
a iniquidade. (Mateus 7:21-2:))

Não basta bater no peito e proferir o nome do Senhor.

Não é o suficiente: propagar o Seu nome, proferir belas palavras, enaltecer a Sua santidade. É imprescindível fazer a Sua vontade, que consiste em praticar boas obras e em amar o próximo como a si mesmo.

Muitos fazem prodígios na Terra. Outros proferem longos e lindos sermões. Muitos chegam a expulsar maus Espíritos e a fazerem curas espantosas, por serem portadores de dons mediúnicos. Entretanto, tudo isso deve ser acompanhado das boas obras e do esforço para se conseguir a Reforma Íntima.

Simão, o Mago, fazia verdadeiras maravilhas com seus dons mediúnicos, no entanto, foi repreendido severamente pelo apóstolo Pedro; Bar-Jesus, ou Elimas, o Encantador, praticava muitos prodígios, no entanto, foi admoestado acerbamente pelo apóstolo Paulo, que fez com que ficasse cego por algum tempo. Tudo o que esses homens faziam não passava de encenações vazias, distanciadas da bondade de Deus.

Aos que não executam com amor as boas obras, ou seja, a vontade do Pai, diremos que ao adentrarem o além-túmulo pouco ou quase nada terão. É bem possível que recebam a admoestação: "Apartai-vos de mim vós que praticais a iniqüidade".

Além dos doze apóstolos, Jesus Cristo teve: um outro grupo composto de setenta discípulos, os quais foram dispersos de dois em dois, a fim de: divulgarem as idéias cristãs (Lucas 10:1).

Quando regressaram, eufóricos, narrando as maravilhas que praticaram, Jesus os elogiou dizendo: "Não vos alegreis porque os maus espíritos obedeceram às suas ordens, mas porque os vossos nomes estão arrolados nos Céus." (Lucas, 10:20)

Decorridos alguns dias, o Mestre proferiu um discurso, que foi considerado pesado por muitos de Seus discípulos e muitos deles o abandonaram. (João 6:60 e 6:66).

Eram homens que não estavam adequadamente preparados para tarefas relevantes, não estavam aptos a executar a vontade de Deus em toda a sua plenitude. Foram homens que ficaram à margem do caminho. Não quiseram ter o encarrgo de transportar suas cruzes.

É óbvio que o Cristo não desprezará os que não souberam cumprir suas tarefas na Terra, e embora recompensa não lhes seja dada no Plano Espiritual, eles terão a dádiva generosa de novas reencarnações, a fim de aprenderem em outras jornadas terrenas a executarem a vontade de Deus, a constituírem um patrimônio imperecível nos Céus.

Paulo Alves Godoy