AULAS E DINÂMICAS PARA A JUVENTUDE

(...) o projeto existencial do adolescente não pode prescindir da visão espiritual da vida; da realidade transpessoal dele mesmo; das aspirações do nobre, do bom e do belo, que serão as realizações permanentes no seu interior, direcionando-lhe os passos para a felicidade.

Livro Adolescência e vida
Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis, pág. 27.


Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais

1 - Allan Kardec e a Codificação Espírita - Parte I

Prece inicial: Uma prece simples e espontânea.

Objetivo:

Conhecer Allan Kardec e sua importância para a codificação da Doutrina Espírita.

Primeiro momento - sugestão de dinâmica:

Material: folhas A4, tesouras, cola, grãos diversos, jornais, palitos de picolé, lápis de cor, tinta e demais utensílios que possam auxiliar na criação artística.
Utilizando-se do artigo "Linha do Tempo - Allan Kardec" fazer uma releitura do seu conteúdo expressando-a de forma diversa – se necessário, adaptar ao número de participantes, excluindo algumas datas, se o número de evangelizandos não for suficiente.
O trabalho consiste em separar a Linha do Tempo em diferentes anos, oportunizando aos jovens que façam um resumo da notícia e construam um cartaz utilizando-se dos materiais mencionados acima. Os evangelizandos, ao resumirem e elaborarem cada cartaz, deverão mencionar o ano do acontecimento para que o leitor possa situar-se no tempo. É importante que o evangelizando assine a sua obra (seu cartaz).

Segundo momento: após todos os cartazes concluídos, montar a Linha do Tempo, pedindo aos jovens que escolham um nome para a mesma.

Observação: o tempo para este trabalho é de aproximadamente uma hora com uma média de 14 evangelizandos. Se não for possível concluir, terminar no próximo encontro.

LINHA DO TEMPO – ALLAN KARDEC

1804 Em 3 de outubro, nasce Hipollyte Léon Denizard Rivail, em Lion, o Codificador do Espiritismo. Seus pais: Jean-Baptiste Antoine Rivail (juiz) e Jeanne Louise Duhamel.

1815 Passa a estudar no Instituto de Educação – escola modelo da Europa – em Yverdon, Suíça, do famos pedagogo Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), cujas teorias criaram as bases do ensino primário moderno. Pestalozzi recebeu influência de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), um dos maiores pensadores europeus do séc. XVIII, cuja obra, entre as quais Contrato Social e Emílio ou da Educação, inspiraram reformas políticas e educacionais, esta enaltecendo a ‘educação natural’ – acordo livre entre o mestre e o aluno.

1817 Auxilia os mestres na docência em Yverdon. Características de Rivail: testa ampla, simpático, inteligente, agudo observador, tranqüilo e moderado, enérgico e persistente.

1822 O Prof. Rivail deixa Yverdon, transfere-se para Paris. Até 1850 dedica-se à educação de crianças e jovens parisienses. Começa a freqüentar a Sociedade de Magnetismo de Paris, dedicando-se ao magnetismo animal ou mesmerismo, por 35 anos (método de Franz Anton Mesmer (1733-1815), médico austríaco, segundo o qual todo ser vivo é dotado de fluido magnético capaz de ser transmitido para outros seres, inclusive com resultados terapêuticos).

1824 Primeiro livro didático, em dois volumes: “Curso Prático e Teórico de Aritmética”, com duas edições no mesmo ano, pelo sucesso alcançado. Apresenta a aritmética de forma prática, útil e acessível, sem perda de conteúdo. O livro continua a ser editado até 1876, sete anos após seu desencarne.

1825 Por seus títulos que o autorizavam, funda a Escola de Primeiro Grau, com métodos de Pestalozzi. Início formal de uma carreira caracterizada pela busca de técnicas que valorizassem a iniciativa e a participação dos alunos através da motivação.

1826 É fundado o Instituto Rivail, permanecendo até 1834, adquirindo certo renome, situado em um dos melhores endereços de Paris, à Rua de Sèvres, nº 35. Contou com apoio financeiro de um de seus tios maternos e, mais tarde, de sua esposa.

1828 Rivail publica o “Plano proposto para a melhoria da educação pública”, dirigido ao Parlamento Francês, onde defende que a Pedagogia deve ter tratamento de ciência e condena os castigos corporais.

1831 Neste ano, ganha concurso promovido pela Academia de Ciências de Arrás e escreve “Memória sobre a Instrução Pública” à comissão que na ocasião foi instituída para reformar a educação. Autor de cerca de 21 obras, entre livros didáticos e opúsculos. Traduziu diversos livros para o alemão. Autor da peça teatral “Uma Paixão de Salão”.

1832 O Prof. Rivail casa-se com Amélie Gabrielle Boudet (1795-1883), nove anos mais velha, poetisa, professora primária, de letras e belas artes. Foi cooperadora talentosa em todas as atividades de Denizard Rivail, na direção de escola, nas aulas, na investigação das “mesas girantes” e na Codificação da Doutrina Espírita. Culta e inteligente, editou três obras: “Contos Primaveris”, “Noções de Desenho” e o “Essencial em Belas Artes”. Não tiveram filhos.

1835 O tio materno de Rivail, que o ajudara financeiramente na criação do Instituto Técnico Rivail, vem à falência e pede a devolução do dinheiro. Rivail, não dispondo do dinheiro, vende o Instituto. Com a parte que lhe coube na venda, Rivail faz aplicações financeiras sem sucesso, ficando sem um níquel. Rivail e Amélie não desanimam. Rivail passa a fazer contabilidade para três empresas durante o dia, e a noite, escreve livros sobre ensino, inclusive para escolas famosas. Inaugura curso gratuito de diversas matérias, em sua própria casa, com ênfase nas ciências exatas. Passaram pelo curso mais de 500 alunos sem recursos financeiros.

1851 Período, na França, de Luiz Napoleão Bonaparte, que se torna ditador sob o título de Napoleão III. A ditadura impõe grande policiamento e restrição de liberdade junto às atividades de ensino. Rivail cessa todas as atividades pedagógicas, dedicando-se a ser contador.

1852 Rivail apresenta perda de visão, com diagnóstico de que ficará cego. Uma sonâmbula, em sono magnético, afirma ser um mal passageiro. Em meses, recupera a saúde.

1854 Rivail é informado por Fortier, magnetizador seu conhecido, sobre os fenômenos das “meses girantes”. Rivail associa à causa física. Fortier lhe diz que as mesas “falam”. Cético, responde: “Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula” (Obras Póstumas, p. 265).

1855 No início do ano, um amigo, Sr. Carlotti, lhe faz longo relato sobre as “mesas girantes”. Rivail mostra reservas, apesar de conhecê-lo há 25 anos. Em maio assiste, pela primeira vez, uma sessão das “mesas girantes”, em casa da Sra. Plainemaison. Apesar do ceticismo, surpreende-se com as respostas da “mesa”. “Eu entrevia naquelas aparentes futilidades (...) qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei” (Obras Póstumas, p. 267). Um grupo de intelectuais lhe entrega 50 cadernos com comunicações diversas.

1856 Passa a freqüentar as reuniões espíritas. Suas anotações tomam as proporções de um livro, mas não estava claro para ele que deveria ser um dia publicado (Obras Póstumas, p. 276). Os Espíritos auxiliam Rivail a fazer uma revisão completa do texto já elaborado. Era o Livro dos Espíritos. A 30 de abril, pela mediunidade da Srta. Japhet, Rivail tem a primeira notícia de sua missão (Obras Póstumas, p. 277/287).

1857 A 18 de abril é publicado o “Livro dos Espíritos”. Adota o pseudônimo de Allan Kardec, nome que usou em uma outra encarnação. As despesas correm inteiramente por conta de Rivail. A primeira edição contém 501 questões, distribuídas em três partes. O “Livro dos Espíritos” trata da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos e de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da humanidade.

1858 Em 1º de janeiro sai o primeiro número da Revista Espírita. Kardec mantém a publicação da revista sozinho, durante 11 anos, tanto financeiramente quanto na redação, com a ajuda de sua esposa. Fundada a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Adota o sistema de submeter mensagens a exame crítico. Atendendo a inúmeras correspondências, prepara o livro “O Que é o Espiritismo?”, lançado no ano seguinte.

1860 Em março, sai a segunda edição do “Livro dos Espíritos”. A obra é ampliada, como hoje se apresenta (1019 perguntas), dividida em quatro partes, que são aprofundadas nas obras a seguir editadas. Kardec adota o método intuitivo-racional na codificação do Espiritismo, considerando o valor da análise experimental, através da observação, e o uso do raciocínio na descoberta da verdade. Sustenta a necessidade de proceder do simples para o complexo, do particular para o geral.

1861 Em janeiro é publicado o “Livro dos Médiuns” (“Contém ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”). É o aprofundamento da segunda parte do “Livro dos Espíritos”. “Mais vale rejeitar 10 verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa” (Livro dos Médiuns, item 230, Espírito Erasto).

1864 Lançado o “Evangelho Segundo o Espiritismo” (“Explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida”). É o aprofundamento da terceira parte do “Livro dos Espíritos”. O título da obra era “Imitação do Evangelho”, o que foi desaconselhado pelo editor e outras pessoas. O combate aos espíritas se intensifica através de cursos específicos ministrados por religiosos. Kardec desaconselha o confronto, em nome da liberdade de opinião. Maiores dificuldades começam a surgir (Obras Póstumas, p. 307).

1865 Em 1º de agosto, é publicado o “Céu e o Inferno” (“Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte”). É o aprofundamento da quarta parte do “Livro dos Espíritos”. Lança coleção de Preces Espíritas. Começa a pesar o excesso de trabalho, crises de saúde.

1868 Em janeiro, é editado o livro “A Gênese”. Consta na primeira página: “A Doutrina Espírita é resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela mutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente”. É o aprofundamento da primeira parte do “Livro dos Espíritos”.

1869 Em 31 de março, Kardec, sozinho em casa, preparava a mudança que se daria no dia seguinte. Arrumava papéis e livros. Batem à porta. Era um caixeiro de livraria para compra de um exemplar da Revista Espírita. Kardec entrega a revista e se curva, vítima de aneurisma. Desencarna, de pé, trabalhando. Estava preparada uma nova mudança para a Sociedade. A viúva do Prof. Rivail, Sra. Amélie Gabrielle Boudet, doa, todos os anos, certa quantia para o movimento espírita, além de se manter presente e dedicada. Quando desencarna (1883), por testamento, seus bens são destinados à “Sociedade, para a continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”.

1890 Editado o livro “Obras Póstumas”. Ensaios e estudos publicados sobre o Espiritismo e não constantes nas obras anteriores de Allan Kardec. Este livro é uma verdadeira relíquia, incluindo os diálogos com os Espíritos para orientação e apoio à missão que Kardec foi encarregado. Destaques sobre seu livre-arbítrio e o planejamento espiritual para a continuidade da obra. Os seguidores foram muitos, como Gabriel Dellane, Camille Flamarion, William Crookes, Leon Denis. Suas obras enriquecem a divulgação do Espiritismo – o Consolador Prometido por Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. I).

2 - Allan Kardec e a Codificação Espírita - Parte II

Conclusão: retomando o encontro anterior, realizar um diálogo aberto onde cada jovem comenta seu trabalho (parte da Linha do Tempo), expondo os fatos mais importantes do período, deixando margem sempre para comentários e perguntas que poderão ser feitas tanto pelos colegas, quanto pelos evangelizadores. Assim, com uma conversa amena e cheia de curiosidades os jovens aperceber-se-ão do universo de Kardec e da Codificação Espírita.

Prece de encerramento: Uma prece simples e espontânea.

Bibliografia:

Diálogo Espírita ano 2002 nº 33 (Linha do Tempo - Allan Kardec / Sônia Alcalde e Heloína Lopes)
Apostila da Fergs - 1º ciclo e juventude I
Obras Póstumas, Allan Kardec.


3 - A atualidade do Decálogo

Prece Inicial: Prece simples e espontânea

Objetivo: mostrar aos jovens a necessidade da existência de leis para o melhor convívio em sociedade e a atualidade do Decálogo Mosaico.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica: de forma proposital, o evangelizador começará a explicar a dinâmica de forma desorganizada, isto é, começando por não dividir os evangelizandos em grupos, sendo que a proposta de trabalho desenvolver-se-á em grupos.
O trabalho consiste em criar Dez Leis (ou regras), para uma melhor convivência em diferentes âmbitos.

Sugestões:
(podem ser ampliadas e/ou modificadas de acordo com a necessidade do grupo)

- leis para o país;
- leis para cidadãos;
- leis para colégios;
- leis para grupos de jovens.

Posteriormente, solicitar aos evangelizados que eles próprios organizem os trabalhos, podendo se dividir em grupos, ficando cada grupo com um âmbito. O tempo para criarem as leis é de 20 minutos.

Segundo momento: após criarem as leis (regras), voltam todos para o grande grupo, onde serão discutidas as leis que foram elaboradas. Através de questionamentos feitos pelo evangelizador, os jovens devem perceber que muitas das leis criadas por eles têm semelhanças entre si.
O evangelizador deve, também, fazer um paralelo das regras criadas com os mandamentos recebidos por Moisés.

Exemplo de regra criada pelo grupo: respeitar o colega quando está falando. No décimo mandamento do Decálogo encontramos: Não cobiceis..., nem qualquer coisa das coisas que lhe pertençam, ou seja, a opinião alheia.

Terceiro momento: o evangelizador pode, de forma sucinta, contar um pouco da vida de Moisés, introduzindo questionamentos como:
Que atitudes devermos ter para que as leis criadas por nós e as leis mosaicas cumpram os seus objetivos?
Que sentimentos devemos aprimorar para que, por exemplo, na regra não jogar lixo no corredor da escola, tenhamos cada vez mais uma consciência do nosso dever como freqüentadores temporários daquele local? Resposta: trabalhar o egoísmo.
Conclusão: as leis mosaicas são atuais, porém, devido ao nosso orgulho e egoísmo, ainda temos dificuldades de compreendê-las e trazê-las para o nosso cotidiano.

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea

Bibliografia: Apostila da FEB - 1997 - 1º Ciclo da Juventude; O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo I.

4 - Allan Kardec e a Codificação II

Prece inicial: Prece simples e espontânea

Primeiro momento: entregar a cada evangelizando um envelope que contém fragmentos de várias frases. Cada jovem deve tentar montar sua frase, trocando com os outros colegas os fragmentos que não faziam parte de sua frase.

Sugestões de frases:


8 - O livro da codificação A Gênese esclarece como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas, e como é o universo.
7 - No livro da codificação O Céu e o Inferno, Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado “céu” e do temido “inferno”.
6 - O Evangelho segundo o Espiritismo é a parte religiosa da Doutrina Espírita, pois ensina a moral cristã.
5 - O Livro dos Médiuns busca orientar a conduta prática daqueles que servem de intermediários entre o mundo espiritual e o material.
4 - O Livro dos Espíritos é uma obra de caráter filosófico que procura explicar de forma racional os porquês da vida.
3 - Allan Kardec reuniu os ensinamentos da Espiritualidade Superior, analisando-os e codificando-os em cinco obras, que chamamos “Pentateuco Kardequiano”.
2 - A missão de Allan Kardec, segundo o Espírito “Verdade”, era de dar vida a uma nova doutrina filosófica, científica e religiosa.
1 - O verdadeiro nome do Codificador do Espiritismo é Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Obs.: Escrevemos as frases com letras diferentes (ou variadas cores) para não dificultar. Cada envelope tinha, na frente, um número correspondente à frase que deveria ser montada.
Segundo momento: depois de montadas as frases, discutir cada uma em ordem, explicando um pouco da história de Allan Kardec, como começou seus estudos, e, ao falar das obras da codificação, apresentar os livros, esclarecendo do que trata cada um deles.

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea

5 - Animais, nossos irmãos

Nesta aula você encontra subsídios para o tema ANIMAIS, esses seres espirituais em evolução. Assim como nós, eles são criados por Deus, são nossos companheiros de jornada, merecem ser respeitados e amados por todos.

O material aqui disponível é a contribuição de vários evangelizadores, que visam, através de suas aulas, esclarecer e sensibilizar as crianças e jovens a respeito desse tema tão importante e necessário à evolução de nosso planeta, de um mundo de Provas e Expiação para um mundo de Regeneração. Você poderá usar ou adaptar as sugestões aqui expostas para todos os ciclos, inclusive para a juventude.

Prece inicial: Prece simples e espontânea

Primeiro momento: iniciar a aula fazendo com que as crianças se sensibilizem com imagens de animais. Pode ser em fotos, recortes de revistas, ou um PowerPoint.

Segundo momento: contar uma das muitas histórias que envolva o tema animais, abaixo algumas sugestões.

A - A morte do cão Lorde

José e Chico Xavier possuíam um lindo cão. Chamava-se Lorde.
Era diferente de outros cães. Possuía até dons mediúnicos.
Conhecia, nas pessoas que visitavam seus donos, quais os bem intencionados, quais os curiosos e aproveitadores.
Dava logo sinal, latindo insistentemente ou mudamente balançando a cauda, à chegada de alguém, dizendo nesse sinal se a visita vinha para o bem ou para o mal... Chico conta-nos casos lindos sobre seu saudoso cão. Depois, tristemente, acrescenta:
— Senti-lhe, sobremodo, a morte. Fêz-me grande falta. Era meu inseparável companheiro de oração. Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigia-me para o quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida.

Punha as mãos sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento, orando comigo.
Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.
Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhares meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se a meu coração.

Desencarnou. Enterrei-o no quintal lá de casa.
Lembramos ao Chico o Sultão, inteligente cão do Padre Germano. Igual ao Lorde.
Falamos-lhe de um cão que possuimos e se chamava Sultão, em homenagem ao padre Germano.
Contou-nos casos do Lorde; contamos-lhe outros do Sultão.
E, em pouco, estávamos emocionados.

Ah! sim, os animais também têm alma e valem pelos melhores amigos!
Lindos Casos de Chico Xavier – Ramiro Gama

B - Amor de Mãe!!

Ela era apenas uma gata de pêlos curtos, sem eira nem beira e sem nome, com cinco filhotinhos, tentando sobreviver nas ruas pobres de um bairro de Nova York.
Estabeleceu morada numa garagem abandonada e depredada, bastante sujeita a incêndios. Vasculhava a vizinhança procurando restos de comida para poder alimentar-se e cuidar dos filhotes. Tudo isso iria mudar às 6h06 da manhã de 29 de março de 1996, quando um incêndio rapidamente engolfou a garagem.

A casa dos felinos ficou em chamas. A divisão 175 do corpo de bombeiros foi acionada, e logo o incêndio foi debelado. O bombeiro David Giannelli notou que as queimaduras eram progressivamente mais graves, de um gatinho para outro, alguns tendo esperado mais tempo para ser resgatados, visto que a mãe os carregou um por um para fora do local do incêndio.
O Daily News de Nova York, na sua edição de 7 de abril de 1996, relatou o seguinte a respeito do paradeiro da gata e do seu desvelo:
"Quando Giannelli encontrou a gata, ela estava prostrada de dor num terreno baldio ali perto, e aquilo lhe cortou o coração. As pálpebras da gata estavam fechadas de tanto que incharam por causa da fumaça. As almofadas das patas apresentavam queimaduras gravíssimas. A cara, as orelhas e as pernas estavam horrivelmente chamuscadas. Giannelli providenciou uma caixa de papelão onde cuidadosamente colocou a gata e os filhotes. Ela nem conseguia abrir os olhos, disse Giannelli. Mas tocou os gatinhos um por um com a pata, contando-os."

Quando chegaram à Liga de Animais North Shore, ela estava morre-não-morre.
O relato continuou:
"Deram-lhe medicamentos para combater o choque. Colocaram um tubo intravenoso cheio de antibiótico na heróica felina, e, delicadamente, passaram pomadas antibióticas nas queimaduras. Daí, ela foi colocada numa gaiola com câmara de oxigênio para ajudar a respiração, e todo o pessoal da liga de animais ficou em suspense... Em 48 horas, a heroína já conseguia sentar-se. Seus olhos inchados se abriram e, segundo os veterinários, não tinham sofrido nenhuma lesão".

Para uma gata que tem medo inato do fogo, entrar no local enfumaçado e em chamas para resgatar os filhotinhos que miavam desesperadamente... Entrar uma vez para levar os filhotinhos indefesos já seria incrível, mas fazer isso cinco vezes, cada vez com dores mais intensas devido a queimaduras adicionais na cara e nos pés, é inimaginável! A corajosa criatura foi chamada de Scarlett porque as queimaduras revelavam uma pele cor de escarlate, ou vermelha.
Quando essa comovente história do grande amor de uma mãe por sua prole foi veiculada ao mundo pela Liga de Animais North Shore, o telefone não parava de tocar. Mais de 6.000 pessoas, de lugares tão distantes como o Japão, a Holanda e a África do Sul, telefonaram para perguntar sobre o estado de Scarlett. Umas 1.500 se ofereceram para adotar Scarlett e seus filhotes. Um dos gatinhos mais tarde morreu.

Scarlett comoveu o coração de muita gente no mundo todo. Isso nos faz pensar se o coração de milhões de mães hoje, que eliminam o filho antes de nascer, ou por abusos, logo depois que nasce, não sente nenhum remorso diante do exemplo do amor de Scarlett pelos seus filhotes.
As fotos abaixo mostra o estado em que o local ficou depois do incendio e a gata Scarlett (ainda queimada) com seus filhotes.

C - As Formigas

Waldo olhava torto para o sentimentalismo de Chico. E evitou fazer comentários quando soube como o parceiro tinha cuidado das formigas em seu quintal. À noite, o batalhão avançava sobre a horta e devorava verduras e legumes plantados para as sopas dos pobres. Os amigos já tinham providenciado o veneno quando Chico tentou um último recurso: dois dedos de prosa.

Ele se debruçou sobre o formigueiro e começou a conversar: Vocês precisam ser mais piedosas, mais humanas. Estão faltando com a caridade ao seu semelhante. Estão tirando o alimento de quem precisa, e não há justificativa para tal procedimento. Usou todos os argumentos possíveis e até se deu ao trabalho de sugerir um caminho para as adversárias. Ao lado desta modesta horta (e apontou) tem um enorme terreno todo plantado das mais variadas gramíneas, uma grande mata que a natureza colocou à disposição de todos. Mudem-se e nos deixem em paz. Caso contrário, se isso não ocorrer dentro de três dias, tomarei enérgicas providências.
No dia seguinte, sobrou apenas uma formiga, a "subversiva", segundo Chico.
Trecho extraído do livro As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior

D - Dom Negrito

Este é o nome de um cãozinho preto, luzidio, simpático, para não dizermos espiritualizado, que, recente e espontâneamente, aparece as sessões públicas do “LUIZ GONZAGA”: chega, vagarosa e respeitosamente, dirige-se para o canto em que está o Chico e ali fica, como em estado de concentração e prece, até ao fim dos trabalhos.
A dona do D. Negrito encontrou-se com Chico e lhe disse:
— Imagine, Chico, o Negrito às segundas e sextas-feiras desaparece das 20 às 2 horas da madrugada. E, agora, há pouco, é que soube para onde vai: às sessões do “LUIZ GONZAGA”.
Isto tem graça. Ele, que é um cão, consegue vencer os obstáculos e procurar os bons ambientes e eu, que sou sua dona, por mais que me esforce, nada consigo...
E o Chico, como sempre útil e bom, a consola:
— Isto tem graça e é uma bela lição. Mas, não fique desanimada por isto; Dom Negrito vem buscar e leva um pouquinho para sua dona e um dia há de trazê-la aqui. Jesus há de ajudar.
Os tempos estão chegados, é uma verdade. Até os cães estão dando lições e empurrões nos seus donos, encaminhando-os com seus testemunhos, à Vereda da Verdade, por meio do Espiritismo, que esclarece, medica, consola e salva.
Lindos Casos de Chico Xavier – Ramiro Gama


E - Francisco de Assis e o lobo de Gúbio

Gubbio, uma cidade na Úmbria, Itália, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como os homens, de modo que todos do povoado estavam apavorados! Por isso, cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas. E todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.
Certa vez, quando Francisco chegou naquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações uma outra causa que era tão destrutiva, como parecia ser a causa do lobo.
Logo, Francisco ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio de simpatia e benevolência pelo animal, e como dizia às pessoas, na força da “Cruz”. O perigoso lobo, de fato, foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo! Mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um “irmão”, cessou de correr e ficou muito surpreendido. As boas vibrações de Francisco de Assis anularam a violência que havia no “irmãozinho” lobo.
De olhos arregalados, viu que esse homem o olhava com bondade. Francisco então falou para o lobo:
- Irmãozinho Lobo, quero somente conversar com você, “meu irmão”... E caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!
O “irmãozinho lobo”, então, perante "tão forte vibração de amor e carinho", perdeu toda a sua maldade. Levantou, confiante, a pata da frente, e calmamente a pôs na mão aberta de Francisco...
Então, Francisco disse-lhe amorosamente:
- Querido Irmãozinho Lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou cuidar de você, meu irmão! Você vai morar em minha casa, vou lhe dar comida e você irá sempre me acompanhar e seremos sempre amigos! Você, por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante você terá uma casa, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar nem agredir ninguém, para sobreviver..."
Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade. Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de "irmão". Prometeram dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o “irmão lobo” morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.
Ainda hoje se mostra em Gubbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos.
Assim acontece em nossas vidas! Se oferecermos aos nossos semelhantes azedume, palavras de pessimismo, rancor, ódio e intolerância, receberemos indubitavelmente, na mesma dose, tudo aquilo que semearmos... Pois como dizia São Francisco, "é dando que recebemos..."
Autor desconhecido

F - Para o melhor amigo, o melhor pedaço

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata branco e preto que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia comida alguma.
Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o Malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco.
Não tinham onde passar as noites. Onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo.
Iniciou a conversa falando do Malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia.
Dizia não ter idéia, pois se encontraram certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão. - Disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço. Ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Como vocês se ajudam? Perguntou.
Ele me vigia quando estou dormindo. Ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele. Tenho vontade de comer um cachorro-quente, daqueles que têm na lanchonete da esquina.
Só isso? Indagou.
É, no momento, é só isso que eu desejo.
Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saiu, comprou um cachorro-quente e o entregou ao velho.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e, em seguida, tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.
Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu: Para o melhor amigo, o melhor pedaço.
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando com seus botões: Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar.
Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria deste mendigo.
E você, que parte tem reservado para os seus amigos?
Redação do Momento Espírita, com base no texto Para o melhor amigo, o melhor pedaço! de autor desconhecido.
Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8 e 9, ed. FEP.

G - Você tem um animal de estimação?

As reuniões no Mundo Espiritual sempre têm objetivos positivos e elevados. Naquele dia, estavam reunidas várias crianças que estudavam assuntos importantes para sua próxima reencarnação, que deveria ocorrer em breve. O tema era o relacionamento dos seres humanos com os animais de estimação.
Eles viram imagens, em uma tela especial, de uma menina e seu gato. A garota costumava mostrar o bichinho aos amigos e, às vezes, brincava com o gato. Algumas imagens, porém, demonstravam que ela, muitas vezes, esquecia dos cuidados básicos que deveria ter com seu animalzinho de estimação, como água, comida e carinho.
Também conheceram um garoto e seu cão Bob, que conviveram por oito anos. O menino costumava brincar com Bob, que ficava amarrado a uma corrente, fizesse chuva ou sol. Mas o menino parecia ter pouca paciência com o animal quando ele não correspondia às suas brincadeiras, e o maltratava com chutes e pontapés.
Todas os que ali estavam puderam falar sobre a convivência com os animais, pois o convívio costuma estimular o amor, a responsabilidade e o respeito pela natureza e pelos animais.
No entanto, um menino, chamado Haroldo, que estava sentado em um canto da sala, permanecia calado. Quando perguntaram quantos animais de estimação ele teve na última reencarnação, ele respondeu:
- Nenhum. Não tive nenhum.
A admiração foi geral. Afina, toda criança sonha em ter um bichinho, um companheiro com quem brincar. Mas ele explicou:
- Meus pais sabiam que ter um animalzinho de estimação requer cuidados especiais, dedicação, tempo pra brincadeiras e muita responsabilidade. Como eles eram pais atentos, perceberam muito cedo que eu não tinha as condições necessárias para merecer e cuidar de um cachorro, que era o animal que eu desejava ter. Minha família viajava muito, e se tivesse um animalzinho ele ficaria muito tempo sozinho e sem os cuidados adequados. Hoje percebo que eles tinham razão, pois ter um cachorro para que outros se responsabilizem por ele, restando a mim somente os momentos de brincadeiras, não seria educativo, nem justo comigo e com os outros. Mas na próxima encarnação quero merecer ter muitos animais e cuidar pessoalmente de todos eles, quem sabe exercer a profissão de veterinário para poder conhecê-los melhor a ajudar a muitos.
Os Espíritos ali desencarnados compreenderam que os animais, também evoluem, sentem dor, ficam alegres ou com medo, e sentem solidão. E que, embora não tenham um pensamento contínuo, possuem o que chamamos de princípio espiritual, sentindo e compreendendo muito do que acontece ao seu redor.
A reunião foi muito interessante, oportunizando importantes reflexões a todos os Espíritos que se preparavam para reencarnar, ali presentes. As crianças concluíram que os animais devem ser amados e respeitados, que também são parte da obra de Deus. Além disso, perceberam que só tem méritos em ter um animal de estimação quem cuida dele e o ama de verdade, responsabilizando-se pelo seu bem estar e sua evolução. Sim, porque os animais também evoluem e o convívio deles com os seres humanos são uma importante experiência evolutiva para ambos – seres humanos e animais.
Claudia Schmidt

Para o Terceiro Ciclo e Juventude poderá ser trabalhado o texto APELO EM FAVOR DOS ANIMAIS, juntamente com uma história.

H - Apelo em Favor dos Animais

Vós que vedes luzes nestas letras, que traçam a estrada da Evolução Espiritual, e não vos achais mais escravizados pelo “gênio do mundo”, à erva que seduz, às flores que encantam, tende compaixão dos pobres animais, não os espanqueis, não os maltrateis, não os repudieis!
Lembrai-vos, amigos meus, que o Pai, em sua infinita misericórdia, cerca-os de carinhos, e, prevendo a deficiência de seus Espíritos infantis, lhes dá fartas colheitas sem a condição de que semeiem ou plantem: pratos cobertos de ervas e flores odorosas, bosques sombrios, planícies e planaltos, onde não faltam os frutos da vida; rios, lagos e mares, por onde se escoam os raios do Sol, a luz da Lua, o brilho das estrelas!
Sede bons para com os vossos irmãos inferiores, como desejais que o Pai celestial vos cerque de carinho e de amor!
Não encerreis em gaiolas os pássaros que Deus criou para povoarem os ares, nem armeis ciladas aos animais que habitam as matas e os campos!
Renunciai às caçadas, diversão vil das almas baixas, que se alegram com os estertores das dores alheias, sem pensar que poderão também ter dores angustiosas, e que, nesses momentos, em vez de risos e alegria, precisarão do bálsamo e misericórdia!
Homens! Tratai bem os vossos animais, limpai-os, curai-os, alimentai-os fartamente, dai-lhes descanso, folga no serviço, porque são eles que vos ajudam na vida, são eles que vos auxiliam na manutenção da vossa família, na criação de vossos filhos!
Senhores! Acariciai os vossos ginetes, os vossos cães, dai-lhes remédio na enfermidade, tratamento, liberdade e repouso na velhice!
Carroceiros! Não sobrecarregueis os vossos burros e os vossos cavalos como fazem com os homens os escribas e fariseus: impondo-lhes pesados fardos que eles, nem com a ponta do dedo os querem tocar!
Lembrai-vos que os animais são seres vivos, que sentem, que se cansam, que têm força limitada, e, finalmente, que pensam, e que, em limitada linguagem, acusam a sua impotência, a sua fadiga irreparável aos golpes do relho e das bastonadas com que os oprimis!
Sede benevolentes, porque também em comparação aos Espíritos Divinos, de quem implorais luz e benevolência, sois asnos sujeitos à ação reflexa do bem e do mal!
Senhores e matronas! Moços, moças e crianças! Os animais domésticos são vossos companheiros de existência terrestre; como vós, eles vieram progredir, estudar, aprender! Sede seus anjos tutelares, e não anjos diabólicos e maléficos, a cercá-los de tormentos, a infrigir-lhes sofrimentos!
Sede benevolentes para com os seres inferiores, como é benevolente, para com todos, o nosso Pai que está nos Céus!
Cairbar Schutel
Página extraída do livro Gênese da Alma, 6a edição, de 1982, da Casa Editora O Clarim, de capítulo com o mesmo título, constante das páginas 118 a 120.

Sugestões de desenhos para pintar e montar histórias sobre os animais.

Terceiro momento: perguntas e comentários.

- Quem tem animal de estimação?
- Alguém não tem animal de estimação? Por que? Não gosta, falta de espaço, paciência. Se temos um animal temos que nos dedicar a ele, para isso temos que ter responsabilidade.
- Como são tratados? Com carinho, respeito e amor?
- Como devem ser tratados? Com carinho, respeito, amor, alimentação, água, vacinas, cuidados especiais.
- Quais são os cuidados necessários? Água limpa, vacinas, comida, brincadeiras, lugar adequado e limpo.
- Por que há animais abandonados nas ruas?
- O que podemos fazer por eles?
- Qual a diferença entre os animais de rua e os que têm um lar e uma família? A diferença é o lar, a família, o carinho e a alimentação. Todos os animais são iguais e estão sujeitos a evolução como nós.
- Os animais de estimação também sentem dor, ficam alegres ou com medo, e sentem solidão? Sim.
- Quando retornarmos para o Mundo Espiritual vamos responder pelas nossas atitudes perante os animais.
Podemos abordar diversos aspectos sobre a vida animal, por exemplo, os animais que estão desaparecendo, os ameaçados de extinção. Esclarecer sobre os cuidados que devemos ter para que isso não aconteça. Lembrar que muitos animais que são retirados de seu habitat natural não sobrevivem em outro lugar. Devemos saber, ao adquirir um animal, qual a sua procedência, se não foram roubados ou caçados ilegalmente.

Recebemos como sugestão se abordar detalhes que constam em artigos das revistas Época de 24/07/2006, com o título "Remédio em quatro patas" e da revista Veja de 20/11/2005, "O doutor é animal". Os dois artigos contam como são usados os animais em diversas terapias e o bem que eles fazem. Relata situações em que os cachorros são treinados para guiar cegos, crianças deficientes mentais, síndrome de Down, autismo e também que os animais auxiliam pessoas com dificuldade de relacionamento com outras pessoas.
Os resultados nos mostram, também, a eficiência da equoterapia, ou seja, o emprego de cavalos na terapia de pacientes com síndrome de Down, paralisia cerebral e dislexia.
Estudos comprovam que pessoas que possuem animais de estimação vão menos à consultas médicas do que aqueles que não possuem. Os animais auxiliam a proteger o coração, reforça o sistema imunológico, alivia o stress, auxiliam no combate a depressão, diminuem a ansiedade, melhoram a coordenação motora. Para pessoas idosas, cuidar de um animal de estimação, faz com que se sintam úteis e voltem suas atenções para o presente e o futuro, ligando-se menos no passado.
A terapia realizada com a presença de animais se chama Zooterapia.

Abaixo artigos da Revista Internacional de Espiritismo de março de 2006:

Companheiros de existência terrestre.

Sugestões de sites: www.saudeanimal.com.br/zoo - www.apasfa.org

Quarto momento: sugestões de atividades.

Atividade 1: as crianças do segundo ciclo, terceiro ciclo e grupos de jovens podem ser dividas em grupos e distribuídas perguntas com a indicação das respostas em O Livro dos Espíritos, cap. XI, Dos Três Reinos. Posteriormente os grupos devem explicar uns aos outros o que entenderam da questão do seu grupo. Abaixo algumas sugestões de perguntas.
- Um ser humano pode reencarnar em um corpo de animal? Questão 612.
- Os animais têm alma? Questão 597.
- Os animais possuem inteligência? Questão 593.
- Os animais gozam de livre-arbítrio de seus atos? Questão 595.
- Os animais evoluem? Questão 601.
- O que acontece com a alma dos animais após a morte? Questão 600.

Atividade 2: Cruzadinha.


Os animais

Na casa da Natureza, o Pai espalhou com arte.
As bênçãos de luz da Vida, que brilham em toda parte.

Essas bênçãos generosas, tão ricas, tão naturais,
São notas de amor divino, na esfera dos animais.

Não te esqueças no caminho, praticando o bem que adores,
Busca ver em todos eles, os nossos irmãos menores.

A Providência dos Céus jamais esquece ninguém;
Deus que é Pai dos homens sábios, é Pai do animal também.

A única diferença, em nossa situação,
É que o animal não chegou às vitórias da razão.

Entretanto observamos, em toda a sua existência
Os princípios sacrossantos de amor e de inteligência.

Vejamos a abelha amiga no grande armazém do mel,
A galinha afetuosa, o esforço do cão fiel.

O boi tão útil a todos, é bondade e temperança;
O muar de força hercúlea obedece a uma criança.

Ampara-os sempre que possas, nas horas de tua lida.
O animal de tua casa tem laços com tua vida.

A lei é conjunto eterno de deveres fraternais:
Os anjos cuidam dos homens, os homens dos animais.

(Livro Cartilha da Natureza - Casimiro Cunha, psicografia Chico Xavier)

CAÇA PALAVRAS:

A C H O C R O C A L I S S M I Z U
R N O S S O S I R M Ã O S S C T L
P V M O D I V E Z Q E I O L Ã I M
R T E X I S T E N C I A S E O Q N
O U N A V Q U E R T I N B I F K I
V V S L I T I P I C R I S S I Ç N
I O O V N A M I G A X M E Q E P G
D I C H O B O I A Z R A L H L O U
E X A S R E N T I P A I R E N Z E
N C B G A L I N H A Z S O I V I M
C H C A C H A N A M A T R X U C H
I O V I D A V A I O B O N D A D E
A M P A R A N B O R P O N G R A L
C M I N C H I F R A T E R N A I S
F E G J I R T I U M I N X C H A S
L A Ç O S B E N Ç Ã O S M I X T V
O I T S O Ç E O S O R A Z Ã O Z A
R C R I A N Ç A V E R E F R I Z Z


Atividade 3:
o evangelizando pega de dentro de uma caixa um desenho de animal (pode ser, também, o nome). Através de mímica, desenho do habitat do animal, dicas dos cuidado que devemos ter, características, demonstrar o animal. Essa dinâmica poderá ser realizada em grupos ou o evangelizando poderá escolher um colega para responder.

Atividade 4: faça um cartaz com frases que revelem boas atitudes para com os animais e cole recortes de revistas com fotos de animais.

Sugestões de leitura

* O Livro dos Espíritos, cap. XI, Os Três Reinos.
* O Livro dos Médiuns, cap. 12.
* A questão espiritual dos animais, de Irvênia Prada, Editora FE.
* Animais, Nossos Irmãos, Eurípedes Kohl, Editora Petit.
* Histórias Animais que as Pessoas Contam, Marcel Benedeti, Editora Mundo Maior.
* Francisco de Assis, João Nunes Maia, Editora Espírita Cristã Fonte Viva.
* Educação do Espírito, Walter Oliveira Alves, Instituto de Difusão Espírita.
* Revista Internacional de Espiritismo, abril de 2004, p. 142 a 144.
* Revista Internacional de Espiritismo, março de 2004, p. 72 e 73.

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea.

6 - Antecedentes da Codificação

Prece inicial: Prece simples e espontânea.

Objetivo: demonstrar aos jovens a importância dos fatores que antecederam a codificação.

Primeiro momento: dinâmica.

a) Utilizando os textos da apostila da FERGS, formar 3 grupos: A, B e C.
Ao grupo A dar o texto "Emmanuel Swedenborg"; ao grupo B, o texto "Andrew Jackson Davis"; e ao grupo C, o texto "Os fenômenos de Hydesville".
Veja abaixo os textos:
Emmanuel Swedenborg
Swedenborg era sueco, nascido em 1688 e desencarnado em Londres em 1772. Homem de extraordinária cultura, era engenheiro de minas e uma autoridade em metalurgia, além de ser engenheiro militar e profundo conhecedor de Física e Astronomia. Era zoologista, anatomista, financista e político, além de ser estudioso da Bíblia e de teologia.
Desde a infância era médium vidente e logo depois surgiu-lhe a clarividência a distância.
"(...) Assim, no conhecidíssimo caso de Gothenburg, onde o vidente observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a trezentas milhas de distância, com perfeita exatidão, estava ele num jantar com dezesseis convidados, o que é um valioso testemunho. O caso foi investigado nada menos que pelo filósofo Kant, que era seu contemporâneo". (...)
"(...) Falando da morte de Polhem, diz o vidente: "Ele morreu segunda-feira e falou comigo quinta-feira. Eu tinha sido convidado para o enterro. Ele viu o coche fúnebre e presenciou quando o féretro baixou à sepultura. Entretanto, conversando comigo, perguntou porque o haviam enterrado, se estava vivo. Quando o sacerdote disse que ele se ergueria no Dia do Juízo, perguntou por que isso, se ele estava de pé. Admirou-se de uma tal coisa, ao considerar que, mesmo agora, esta vivo". (...)
Lançou alguns livros expondo as idéias que lhe surgiram com as visões que tinha de outros planos.
Muitos anos antes do surgimento do Espiritismo como Doutrina Codificada, apresentou as seguintes idéias, dentre outras, mais tarde comprovadas pelo Espiritismo:
• existem planos espirituais diversos para os quais nos dirigimos após a morte, segundo nossas condições espirituais;
• os planos espirituais não compreendem situações completamente diferentes da Terra: lá existem famílias, casas, templos, estrutura social, hierarquias, etc;
• há espíritos superiores e inferiores ao homem;
• não mudam com a morte;
• não há penas eternas;
• as ligações afetivas continuam no plano espiritual.
Swedenborg era considerado, por aqueles que conviviam com ele, como uma pessoa trabalhadora, bondosa, serena, sempre disposta à conversação e, na História do Espiritismo, é apontado como o primeiro grande médium dos tempos modernos, pioneiro do conhecimento psíquico. São exemplos de suas obras: "Céu e Inferno" e "A Nova Jerusalém".

1 - Andrew Jackson Davis

(...) "Filho de pais humildes e incultos, nasceu, em 1826, num distrito rural do Estado de New York (EUA), às margens do rio Hudson, entre gente simples e ignorante. Era menino pouco atilado, falto de atividade intelectual, corpo mirrado, sem nenhum traço que denunciasse a sua excepcional mediunidade futura.
Tal como sucedeu com Francisco Cândido Xavier, o célebre médium brasileiro dos dias atuais, Jackson Davis começou a ouvir, nos derradeiros anos de sua infância, vozes agradáveis e gentis, seguidas de belas clarividências, nele se desenvolvendo ao mesmo tempo os dons mediúnicos com aplicação em diagnóstico médicos.
Em 6 de março de 1844, provavelmente em corpo perispirítico, foi transportado da pequena localidade de Poughkeepsie, onde morava, às montanhas de Catskill, 40 milhas distantes. Nestas montanhas encontrou dois anciães, que lhe reveleram ser seus mentores, posteriormente identificados como os Espíritos de Galeno e de Swedenborg. Foi este o primeiro contacto que o rapazinho teve com os chamados mortos.
Com o tempo, sua mediunidade ganhou novos rumos. Quando em transe, falava várias línguas, inclusive o hebraico, todas dele desconhecidas, expondo admiráveis conhecimentos de Geologia e discutindo com rara habilidade intrincadas questões de Arqueologia histórica e bíblica, de Mitologia bem como temas lingüísticos e sociais - apesar de nada conhecer de gramática ou de regras de linguagem e sem quaisquer estudos literários ou científicos. De tal modo eram as respostas, que "fariam honra - segundo o Dr. Jorge Bush, professor da Universidade de New York - a qualquer estudante daquela idade, mesmo que, para as fornecer, tivesse consultado todas as bibliotecas da Cristandade".
(...) Durante dois anos Davis, ditou, em transe inconsciente, um livro sobre os segredos da Natureza, dado a público, em 1847, sob o título "Os Princípios da Natureza". A ele Conan Doylen se referiu, dizendo ser "um dos livros mais profundos e originais de Filosofia" e conta, nos Estados Unidos, com dezenas de edições. (...)
Era honrado, sério, incorruptível, amante da verdade e sinceramente compenetrado de sua responsabilidade naqueles acontecimentos renovadores. Na sua pobreza material, jamais esqueceu a justiça e a caridade para com todos.
Suas faculdades medianímicas chegaram a maior desenvolvimento depois dos 21 anos de idade, e ele pôde então observar mais claramente o processo desencarnatório de várias pessoas, narrando-os em todas as minúcias. Suas descrições estão concordes com inúmeras outras feitas por médiuns de diferentes países, adquirindo na obra mediúnica de Francisco Cândido Xavier complementação assaz relevante.
Antes de 1856, Jackson Davis profetizou o aparecimento dos automóveis e dos veículos aéreos movidos por uma força motriz da natureza explosiva, como também as máquinas de escrever e, ao que tudo indica, as locomotivas com motores de combustão interna, é extraordinária, pasmosa mesmo, a riqueza de detalhes que acerca desses inventos Davis deixou estampados em sua obra "Penetralia", hoje centenária.
Afora isso, ele também predisse, em 1847, a manifestação ostensiva dos espíritos com as criaturas humanas, frizando que não levaria muito tempo para que essa verdade se revelasse numa exuberante demonstração.
Sua obra inicial, de grande luminosidade, foi uma preparação para o aparecimento do Espiritismo, e numa de suas notas, datada a 31 de março de 1848, lê-se este significativo trecho:
"Esta madrugada um sopro fresco passou pelo meu rosto, e ouvi uma voz, suave e firme, dizer-me: Irmão, foi dado início a um bom trabalho; contempla a demonstração viva que surge. Pus-me a cismar no significado de tal mensagem."
Muito longe estava ele de supor que, justamente na noite do citado dia, as irmãs Fox, em Hydesville, conversariam, por meio de batidas, com o espírito de um morto, inaugurando o grandioso movimento espiritista mundial.
Por causa desse fato, Jackson Davis passou a ser citado por alguns escritores espíritas como "O profeta da Nova Revelação". (...)
(...) Nos últimos anos de vida, Andrew Jackon Davis dirigiu uma pequena livraria em Boston, e aos 13 de janeiro de 1910, com a idade de 84 anos, desencarnava na sua residência de Watertown, no Estado de Massachusetts, legando à humanidade o exemplo dignificante de sua frutuosa existência."

2 - Os Fenômenos de Hydesville

Hydesville é um vilarejo próximo à cidade de Rochester, no Estado de New York, nos EUA, que passou à história como o berço dos fenômenos mediúnicos que desencadearam maiores investigações no campo da comunicabilidade dos espíritos com os homens.
Em dezembro de 1847 a família Fox, composta pelo casal John e Margareth Fox e suas filhas menores Margareth e Kate (14 e 11 anos, respectivamente), veio residir numa modesta cabana de madeira, em Hydesville.
Nesta residência modesta, muitos fenômenos considerados "estranhos" alarmaram seus moradores e vizinhos, ganhando fama de "casa mal assombrada". Na casa dos Fox ocorriam ruídos, pancadas, batidas, assustando a todos da família.
Na noite de 31 de março de 1848 esses fenômenos atingiram o ponto máximo. O Sr. Fox, por diversas vezes saía a procura de um suposto vizinho que tivesse a brincar. Mas, naquela noite seria revelada a origem desses fenômenos.
A menina Kate lançou um desafio àquela força que provocava esses fenômenos, dizendo: "senhor Pé-Rachado, faça o que faço! E bateu palmas. Imediatamente foram ouvidas pancadas em número igual aos das palmas."
Kate também estalava os dedos sem ruído e aquela força a imitava através de pancadas, em número idêntico aos seus movimentos.
Resolveu, então, a Srª Fox, fazer uma série de perguntas dificilmente respondíveis, que constituiriam teste muito seguro. Pediu-lhe que fossem indicadas as idades de seus filhos sucessivamente. "(...) Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, fazendo pausa de um para outro, (...) depois (...) se fez uma pausa maior e três batidas mais forte foram dadas, correspondendo à idade do menor, que havia morrido. (...)" Ao que ela perguntou: "É um ser humano que me responde tão corretamente?" Não houve resposta. Perguntou: "É um Espírito? Se for, dê duas pancadas." Duas batidas foram ouvidas. Voltou a perguntar a Sr.ª Fox: "Se foi um espírito assassinado, dê duas batidas". Estas foram dadas instantaneamente, produzindo um tremor em toda a casa. Nova pergunta foi acrescentada: "Foi assassinado nesta casa?" A resposta foi como a precedente.
Imediatamente as notícias do ocorrido na casa dos Fox foram divulgadas e dezenas de vizinhos e curiosos chegavam para constatar o fenômeno. Mais de 200 pessoas presenciaram os fatos daquela noite.
Foi um vizinho dos Fox, de nome Duesler, que, utilizando-se do alfabeto, pôde obter respostas mais rápidas. Dessa forma, descobriu que, aquele que tinha sido assassinado naquela casa, era um mascate de nome Charles B. Rosma. Este indicou o nome do antigo inquilino que o matara (Mr. Bell) e revelou que fora assassinado por causa de dinheiro, tendo sido enterrado, juntamente com seu baú, perto da parede da adega, a dez pés de profundidade.
"(...) Graças ao depoimento de Lucrécia Pelves, criada dos Bell, Davi Fox e outros desceram à adega, onde cavaram, encontrando tábuas, alcatrão, cal e cabelos humanos, bem como utensílios do mascate. Seu corpo, todavia, só apareceu em 1904 (56 anos depois), quando uma parede da casa ruiu, assustando crianças que brincavam perto e deixando descoberto o esqueleto do morto, inclusive uma lata, de seu uso, hoje ainda guardada em Hydesville."
Assim, os fatos vieram confirmar a estranha denúncia de um morto, que saia das trevas para relatar a ação criminosa de que fora vítima, havia anos.
Entretanto, é preciso considerar o episódio em suas verdadeiras finalidades, porque inúmeros crimes semelhantes se dão e nem por isso as vítimas os denunciam, de modo semelhante. Nem a finalidade da comunicação era a punição do culpado (que disso se encarregam, sempre, as leis divinas), porque à pergunta sobre se o assassinato podia ser punido pela lei, se podia ser levado ao Tribunal, nenhuma resposta foi dada.
"É para unir a humanidade e convencer as mentes céticas da imortalidade da alma", disseram os espíritos; era de fato o início de um movimento de caráter quase universal, tendente a despertar a Humanidade para a vida espiritual, que seria revelada, pouco depois, pela Codificação da Doutrina Espírita, tarefa gigantesca a ser realizada pelo grande missionário Allan Kardec.
"Era como uma nuvem psíquica, descendo do alto e mostrando-se nas pessoas suscetíveis", escreve A. Conan Doyle, em sua "História do Espiritismo", porquanto os fatos insólitos, os raps, produzidos pelos espíritos batedores, se multiplicavam, despertando consciências através de mensagens apropriadas.
Grande número de adeptos das novas crenças fizeram realizar em Rochester, na Sala Coríntia (Corinthian Hall) a primeira reunião pública, para exame e debate dos fatos, nomeando-se comissões para investigar sua veracidade. Nada menos de três tiveram de os confirmar.
Figuras notáveis dos Estados Unidos reconheceram a autenticidade dos fenômenos, que honestamente não podiam negar: o Governador Tallmadge e o juiz Edmonds cuja filha Laura se tornou depois médiun notável de xenoglossia (mediunidade poliglota). (...)
Como queiram os espíritos, o acontecimento repercutiria na Europa, despertando as consciências e, ao lado dos fenômenos das "Mesas Girantes", prepararia o advento do ESPIRITISMO.
********
Todos os 3 grupos devem ler o texto recebido e formular 5 perguntas com suas respectivas respostas. Posteriormente os grupos devem trocar os textos entre si, até que os três grupos tenham lido os três textos (mas formulado perguntas apenas acerca do primeiro texto).
b) No grande grupo a equipe A faz uma das perguntas relacionadas ao seu texto, para as equipes B e C, valendo um ponto para resposta certa e, se nenhuma das equipes souber responder, o ponto vai para a equipe que a formulou. Dando continuidade, a equipe B faz um questionamento para as equipes A e C; e finalmente a equipe C, realiza uma indagação para as equipes A e B. A atividade segue até que cada equipe tenha feito todas as suas cinco perguntas aos demais grupos.
Nota ao evangelizador:
* no caso de dar empate, cabe ao evangelizador formular uma pergunta para desempatar;
* os jovens somente devem formular perguntas e respostas do texto que lhes foi dado;
* interessante que sejam, previamente, organizadas regras para que as equipes respondam às perguntas, como:
- Responde a equipe que primeiro erguer o baço (ou disser uma palavra pré-determinada, ou tocar uma campainha, etc.);
- se há nova chance para a equipe que errar; no caso de um integrante errar a resposta, se outro componente do mesmo grupo pode responder;
- não é permitido gritar ou interferir enquanto alguém responde;
- se os demais integrantes podem ajudar o colega da sua equipe;
- não permitir perguntas com respostas que sejam datas exatas (porque o importante não é fixar o dia exato do acontecimento, mas a época);
Observação importante: a atividade proposta, com cinco perguntas e três grupos, totalizando quinze perguntas, foi realizada em um encontro de jovens que durou aproximadamente uma hora e trinta minutos. Se o tempo disponível para o encontro é menor, é importante diminuir o número de perguntas por grupo.

Segundo momento:
dialogar acerca de cada texto, a fim de que os jovens percebam a importância dos fatos que antecederam a Codificação Espírita que, seguindo o currículo da FEB, é o tema da aula seguinte.

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea.

7 - Apresentação - primeiro encontro

Prece inicial: Prece simples e espontânea

O evangelizador deve levar para aula uma técnica de meditação. Temos como sugestão o modelo abaixo. Interessante que se utilize uma música suave de fundo.
Primeiro momento - meditação: Relaxe. Encontre a forma mais cômoda para sentar-se. Agora você é convidado a fechar seus olhos. Tente esquecer por um momento o que lhe rodeia, e se concentre apenas na minha voz. Sinta seu corpo. Suas pernas deixe-as relaxadas. Solte-as. Solte também seus braços, sinta as suas mãos, seus dedos. Livre-se de qualquer tensão. Imagine agora que uma luz vem lá de cima. Essa luz entra pela sua cabeça e se expande, iluminando todo o seu corpo. Ela é o divino fluxo de Deus. Por isso você se sente alegre, cheio de vontade, de disposição.
Está tudo escuro em sua volta. Na sua frente imagine agora que há uma porta. Nessa porta você vê uma luz. Aproxime-se dela aos poucos. Quando chegar na porta abra-a. Essa porta vai abrir os seus olhos para o mundo. Ao abrir, você está saindo da escuridão onde estava e vê um campo verdejante, florido e imenso. Você não pode ver o fim desse campo. Observe a natureza a sua volta.
Respire o ar do campo, respire fundo. Você está muito bem. Um bem-estar invade sua alma.
Abra os braços e sinta a brisa roçando o teu corpo. Você está se sentindo calmo, confiante, capaz e feliz.
Observe ao longe. Nesse campo há uma árvore alta. Seus galhos longos fazem uma sombra grande e agradável. Aproxime-se. Veja, há alguém ao lado dessa árvore. Aproxime-se dessa pessoa, não sinta medo. Ela percebeu sua presença e abriu seus braços para lhe receber. Ela olha no fundo dos seus olhos. Retribua esse olhar. Olhe bem no fundo dos olhos dessa pessoa. Veja e sinta nela um amigo. Um amigo que há muito tempo você desejava encontrar. Abrace-a agora. Ela não te disse nenhuma palavra, mas você sabe, você sente, que nela você pode confiar.
Agora vocês se sentam na grama. Você se sente muito leve, muito feliz. Tente se comunicar com essa pessoa. Você não precisa falar, ela pode ouvir os seus pensamentos. Pense agora no que você quer contar pra essa pessoa. Lembre-se de seus medos... seus problemas... suas dúvidas em relação a vida. Desabafe. Você é muito importante pra essa pessoa. Ela lhe quer muito bem e está disposta a lhe ajudar. Ela lhe escuta com atenção e amor. Você sente que é compreendido. Você pode contar qualquer coisa a essa pessoa, ela saberá guardar segredo. Você pode pedir auxílio e ela lhe ajudará. Abrace-a novamente, vocês precisam se despedir. Olhe para trás, lá está a porta de onde você veio. É preciso voltar agora. Caminhe em direção a porta. Continue sentindo a natureza, o vento batendo no seu rosto. Agradeça! Você encontrou alguém que está ao seu lado, é seu amigo, quer seu bem. Abra a porta. Você está no escuro outra vez. Sinta seu corpo, suas pernas, seus braços. Respire fundo, lentamente. Sinta-se novamente aqui, você está nesta sala, no Grupo Espírita. E quando eu contar até três, você abrirá os olhos. 1...2...3!
Segundo momento: após a técnica, esclarecemos que essa pessoa com quem se encontraram não é irreal. Ela é nosso anjo guardião, nosso mentor espiritual, e que mesmo se nós não o vejamos, ele está sempre a nos amparar, sempre ao nosso lado. Podemos sentir sua presença sempre que quisermos sua ajuda. E da mesma forma que nos encontramos com ele na meditação, podemos encontrá-lo em nossa casa, no momento de nossa prece. Os problemas e angústias que com ele dividimos na meditação, ele com certeza nos intuirá e ajudará a solucionar durante as nossas reuniões do grupo de jovens. Por isso, o grupo deve sentir-se acolhido, e seguro de poder expor suas dúvidas.
Terceiro momento: reunimos os jovens em duplas, para discutirem com o colega os conhecimentos que já tem acerca da doutrina, e também as dúvidas.
Quarto momento: no grande grupo, cada dupla expôs seus apontamentos. As dúvidas dos jovens devem ser temas das aulas seguintes. Em nosso grupo, percebemos que a maior dúvida é a respeito da existência de vida em outros planetas. Esse será o tema do próximo encontro.
Prece de encerramento

8 - As predições do advento do Cristo

Prece Inicial: Prece simples e espontânea.

Objetivo:
mostrar aos jovens que desde a Antigüidade a humanidade espera a vinda do Salvador.

Primeiro momento
- sugestão de Dinâmica: pedir que cada jovem escreva uma pequena redação com o seguinte título: Quando conheci Jesus e o que ele significa para mim.

Segundo momento:
concluída a atividade, realizar um diálogo com os jovens, questionando-os de como seria a vida antes de Jesus, segundo a opinião deles. Após o diálogo, levar ao conhecimento dos jovens as profecias e predições do advento de Salvador, ou seja, os fatos que trouxeram esperança e consolo para o povo daquela época. Para isso, utilizar as seguintes profecias (conforme apostila da FEB):
- Êxodo 13:46;
- Isaias 7:14, 11:1, 40:3, 42:14, 53:4-7;
- Oséias 11:1;
- Miquéias 5:2;
- Zacarias 12:10, 13:7.
Durante a leitura, manter correlação entre as redações, fazendo comparações com o estilo de vida daquela época e as profecias.
Terceiro momento: através do trabalho feito, os jovens devem concluir que antes da vinda do Messias já havia predições que anunciavam a sua chegada e o bem que ele faria para a humanidade.

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea.

Bibliografia:
* Currículo para Evengelizandos Espíritas Infanto-Juvenil - Apostila da FEB;
* O Livro dos Espíritos, questão 626 ;
* Primícias do Reino, Divaldo P. Franco -Amélia Rodrigues;
* Boa Nova, Francisco Cândido Xavier e Humberto de Campos.

9 - Aula inicial

Prece Inicial: Prece simples e espontânea

Objetivo: conhecer o grupo de evangelizandos, visando adequar os conteúdos desenvolvidos ao grau de conhecimento doutrinário e necessidades dos jovens.

Primeiro momento: distribuir revistas diversas, com gravuras variadas. Pedir que escolham uma gravura que gostaram e outra que não gostaram. As gravuras devem ser coladas em uma folha em branco e abaixo devem escrever o motivo da escolha.
Obs.: o evangelizador deverá levar as folhas em branco, cola e canetas coloridas para serem usadas na atividade.

Segundo momento: cada evangelizando deverá dizer seu nome, se apresentando. Em seguida, deve apresentar o seu trabalho ao grupo, explicando o motivo de suas escolhas. Além disso, deverá dizer algo que já sabe a respeito da Doutrina Espírita e algum assunto que gostaria de ver desenvolvido nas aulas de evangelização.
Exemplos das gravuras apresentadas em nossa aula:
Protesto contra maus tratos aos animais.
Amor em família.

Terceiro momento:
o evangelizador deve estabelecer um diálogo dizendo que as imagens mexem com nossos sentimentos e emoções. Deve perguntar que imagens podem nos ajudar a sentir paz, alegria, amor. São essas imagens que devemos cultivar. Lembrar que os encontros de evangelização nos auxiliam no cultivo de bons sentimentos e a entender que nem tudo que pensamos ser o melhor pra nós, realmente é.
Quarto momento: o evangelizador deve se colocar como parte do grupo, alguém que está aprendendo juntamente com os evangelizandos. Deve se posicionar de modo aberto a sugestões e atividades a serem realizadas, dentro dos objetivos da evangelização.
Quinto momento: elaborar, em conjunto, um painel, com as figuras que eles gostaram. As figuras que não gostaram não devem ser expostas, porque as boas imagens é que devem ser cultivadas. Pode-se colocar uma frase de boas-vindas e incentivo a participação dos jovens nos encontros de evangelização.
Evangelização Espírita é caminho para a felicidade!

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea.

10 - Autoconhecimento e autoaceitação

Prece Inicial: Prece simples e espontânea.

Primeiro momento: distribuir aos evangelizandos uma folha de ofício em branco. Pedir a eles que dobrem duas vezes ao meio, de modo que pareça um livro.

Segundo momento: explicar o que é um passaporte (um documento oficial que serve como identificação).

Terceiro momento: realização do passaporte. Todos devem fazer o seu próprio passaporte, mas os passos devem ser explicados aos poucos, na medida em que o grupo conclui a tarefa anterior.

1ª folha: é a capa; nela o jovem deve colocar a maneira como se vê: um desenho de si mesmo ou uma figura que o represente;
2ª folha: colocar nome, idade, filiação, bem como suas características físicas (peso, altura, cor dos olhos e cabelos, etc) e espirituais (o que gosta de fazer e o que não gosta);
3ª folha: escrever como acha que os outros o veem, ou seja, o que as outras pessoas pensam e valorizam no dono do passaporte;
4ª folha: descrever as qualidades que possui (e que devem ser muitas, pois todos temos muitas qualidades). Se o jovem não souber, perguntar aos colegas.

Quarto momento: cada jovem deve explicar o seu passaporte aos demais colegas. A aula tem como objetivo fazer com que o jovem pense sobre si mesmo e descubra que tem muitas qualidades, promovendo o autoconhecimento e a auto-aceitação.

Prece de encerramento: Prece simples e espontânea.

11 - Compartilhar é bom

Prece inicial: Prece simples e espontânea

Objetivos da Aula:
- levar os evangelizandos a entenderem que compartilhar é participar de ações que beneficiem os outros e a nós mesmos; que devemos doar coisas materiais, mas também calor humano, cooperando e compartilhando uns com os outros, porque somos todos filhos de Deus.
Obs.: a aula poderá ser dividida em duas partes, adaptando ao tempo e maturidade dos evangelizandos.

Primeiro momento: aplicar a dinâmica Quebra-Cabeça.

Dinâmica: Quebra-cabeça

OBJETIVO: levar os participantes a refletirem sobre a necessidade de cooperação; ou seja, que compartilhar é muito bom para todos.

MATERIAL: envelopes com quebra-cabeças. Pode ser uma única figura xerocada de acordo com o número de alunos e cortada igualmente pelo próprio evangelizador.

PROCESSO: dar um envelope para cada evangelizando. Preparar os envelopes, previamente, de modo que um único fique completo (contendo todas as peças) e que nos demais, as peças sejam embaralhadas, misturadas entre os envelopes e sempre faltando um pedaço que estará com um colega.
Distribuir os envelopes, aleatoriamente, pedindo que “Não abram, ainda! Da atenção de vocês, dependerá quase 100% da eficácia desse exercício. Se alguém já conhece o método ou o resultado desta atividade, por favor, não revele... deixe que os colegas descubram.”
O evangelizador pode utilizar as pessoas que, porventura conheçam a dinâmica, para fazerem o papel de observadores.
Proceder às instruções: “Quaisquer outros aspectos que não estiverem enquadrados nas regras que vou lhes passar serão permitidos.”
Regra nº 01: “Todos devem montar seus quebra-cabeças dentro de 10 minutos”.
Regra nº 02: “Não pode rasgar, dobrar, amassar, quebrar ou riscar nenhuma das peças, nem o envelope.”
Regra nº 03: “A dinâmica será concluída quando todos formarem seus quebra-cabeças”.
Se os evangelizandos não perceberem que terão de efetuar a troca das peças do quebra-cabeça para terminá-lo, o evangelizador pode dizer “depois de algum tempo”: “Nem sempre a solução para os nossos problemas está em nossas mãos!”
Os que não conseguirem montar seus quebra-cabeças porque estão com as peças trocadas, ficarão intrigados porque apenas um evangelizando terminou tão rápido (justamente o evangelizando que não estava com as peças trocadas).
Poderão argumentar que a dinâmica não valeu, porque o evangelizador favoreceu a um único evangelizando, dando a ele o envelope com todas as peças do quebra-cabeça. O Evangelizador deverá então argumentar que: “Vocês devem ter entendido mal. Vocês não foram solicitados a vencer os outros. Eu disse que a tarefa seria concluída quando todos formassem seus quebra-cabeças”.
?Caso não tenham atentado para as trocas das peças, o evangelizador poderá também lembrar que: “Nenhum deles pensou em ajuda mútua, nem pensaram em auxiliarem uns aos outros para atingirem a conclusão da meta. Não ocorreu a nenhum deles que nem sempre a solução para os nossos problemas está em nossas mãos! E que, portanto, “compartilhar” é participar de ações que beneficiem aos outros e a nós mesmos.
Segundo momento: abrir um espaço para dialogar com os evangelizandos sobre o que ocorreu na dinâmica.
Questionar:
Qual o significado da palavra compartilhar? (aguardar as respostas e logo em seguida esclarecer o significado caso haja necessidade ou complementar).
Compartilhar: ter ou tomar parte em; participar de; partilhar; compartir; dividir em partes; repartir; dar; distribuir.
Obs.: se necessário dar uns minutos para que eles se troquem as peças concluindo os quebra-cabeças.
Qual foi o benefício de compartilhar as peças dos quebra-cabeças? Todos puderam completar a atividade, auxiliando a todos.
O que podemos compartilhar com o nosso próximo no cotidiano? (aguardar respostas):
Bens Materiais: doação de alimentos, roupas, dinheiro, remédios...
Bens Espirituais - calor humano ou bons sentimentos: pode ser exercido através da prece, vibrações positivas, perdão sincero, sentimentos de amor e carinho, consolo nas horas de dificuldades, um abraço, um sorriso, um aperto de mão, doçura no trato pessoal, compaixão, compreensão...
Caso os evangelizandos questionem sobre a doação de dinheiro, dizendo que a pessoa poderá gastar com outra coisa, a qual não era para a intenção que pediu, o evangelizador deverá argumentar que o que vale é a nossa intenção de ajuda, o que a pessoa vai fazer com o dinheiro ou qualquer outra coisa material que tenha recebido, isso não é da nossa conta e sim responsabilidade de quem recebe.
Terceiro momento: indagar - temos adversários? (aguardar respostas). Logo a seguir concluir que:
“Sim!! Temos um grande adversário: NÓS MESMOS”; quando não exercitamos a paciência, a perseverança, a fé, a tolerância, o desprendimento das coisas materiais, a compaixão... Quando não praticamos a solidariedade, a caridade, o perdão... Quando dispersamos nossas energias cuidando da vida alheia, ao invés de usá-la em prol do nosso crescimento... Quando enxergamos em nosso semelhante um adversário, ou seja, quando esquecemos que somos filhos do mesmo Pai e que, portanto, somos todos irmãos e que Deus nos ama sem distinção e deu a nós todos, oportunidades iguais para sermos felizes e que devemos nos ajudar mutuamente. Enfim, quando não procuramos nos tornar pessoas melhores, superando nossos defeitos, que são nossos principais adversários para que possamos atingir a nossa EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
Quarto momento: contar a parábola do Bom Samaritano.
Parábola do bom samaritano
Certa vez, estando Jesus a ensinar, “eis que se levantou um doutor da lei e lhe disse, para o experimentar:
— Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?
Respondeu-Lhe Jesus:
— Que está escrito na lei? Como é que lês?
Tornou aquele:
— “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de toda a tua mente; e a teu próximo como a ti mesmo.”
— Respondeste bem, disse-Lhe Jesus. Fase isto, e viverás.
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou ainda:
— E quem é o meu próximo?
Ao que Jesus tomou a palavra e disse:
Um homem descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos dos ladrões que logo o despojaram do que levava; e depois de o terem maltratado com muitas feridas, retiraram-se, deixando-o muito ferido. Casualmente, descia um sacerdote pelo mesmo caminho; viu-o e passou para o outro lado. Igualmente, chegou ao lugar um levita; viu-o e também passou de largo. Mas, um samaritano, que ia seu caminho, chegou perto dele e, quando o viu, se moveu à compaixão. Aproximou-se, deitou-lhe óleo e vinho nas chagas e ligou-as; em seguida, fê-lo montar em sua cavalgadura, conduziu-o a uma hospedaria e teve cuidado dele. No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo: Toma cuidado dele, e o que gastares a mais pagar-to-ei na volta. Qual desses três se houve como próximo daquele que caíra nas mãos dos ladrões?
Respondeu logo o doutor:
— Aquele que usou com o tal de misericórdia.
Então lhe disse Jesus:
— Pois vai, e fase tu o mesmo.” (Lucas, 10º, 25-37)
Quinto momento: o evangelizador deverá abrir um espaço para todos tecerem comentários a respeito da parábola contada, ou seja, interpretarem o que Jesus quis nos ensinar através desta parábola.
Sexto momento: comentar que não devemos encarar a vida e as pessoas como um jogo com milhões de adversários, pois, se não há essa competição é mais fácil entender os problemas alheios e encontrar conforto no abraço de cada um. Mas infelizmente, muitos ainda se enxergam como rivais, como se estivessem em busca de um tesouro tão pequeno que só poderia fazer vitorioso a uma única pessoa.
Ledo engano: o maior prêmio de nossa existência está na capacidade de compartilharmos a vida! Experimente acolher ao invés de julgar, perdoar ao invés de acusar e compreender ao invés de revidar! É difícil, sem dúvida! Mas é possível, e extremamente gratificante. A vida fica mais leve, o caminho fica mais fácil e a recompensa, muito mais valiosa. Somente conseguiremos ter um mundo melhor quando estivermos empenhados e comprometidos com os resultados, respeitando indistintamente a tudo e a todos.

Sétimo momento: comentar o quanto é bom ter uma família, o que comer todos os dias, uma cama quentinha para dormir, enfim... todo o conforto e os muitos presentes que ganham durante o ano.
Logo a seguir o evangelizador deverá pedir para que os evangelizandos pensem nas crianças e jovens que não tem tudo o que eles têm, principalmente as crianças que vivem em orfanatos ou nas ruas.
Pedir para que fiquem um minuto em silêncio para refletirem sobre o assunto.
Logo em seguida, o evangelizador deverá pedir sugestões, para alegrar essas crianças e os jovens necessitados de conforto e carinho (o ideal seria induzi-los a idéia de arrecadação de brinquedos, roupas, alimentos...)
Apos ouvir as sugestões, falar sobre a importância de todos se empenharem em arrecadar brinquedos, roupas, sapatos e tudo que possa trazer um pouco mais de consolo para esses irmãos.
Lembrar que hoje estamos em uma situação privilegiada, mas que o amanhã ninguém pode prever, portanto; ajudando hoje, com certeza seremos ajudados amanhã; a isso se chama, “LEI DE CAUSA E EFEITO”.
Prece de encerramento

Comunicabilidade dos Espíritos
Prece inicial:
Objetivo: identificar, através da dinâmica proposta (mímicas), o que é comunicabilidade entre espíritos encarnados e desencarnados, bem como as diversas formas de manifestações medianímicas.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica a utilizar (retirada de Apostila da FEB, pré-juventude, 5ª unidade: O Espiritismo):
Jogo da mímica: consiste em escrever em cartões ou palitos de picolé diversas profissões (conhecidas dos jovens e próximas de sua realidade; ex: médico, cantor, lixeiro, dentista, pintor, mecânico, etc).
Segundo momento: o evangelizador dividirá a turma em 02 grupos: A e B. O grupo "A" sorteará um cartão e representará a profissão nele escrita, através de mímicas. Enquanto isso, o grupo "B" deverá adivinhar a profissão representada pelo outro grupo; se acertar, ganhará 01 ponto. Caso não consigam, o grupo que está representando ganhará 02 pontos.
Os grupos apresentarão as profissões, alternadamente, e terão apenas duas chances para adivinhar a profissão. O jogo será encerrado quando todos os cartões forem sorteados ou seguirá enquanto houver interesse da turma.
Terceiro momento: no final da brincadeira o evangelizador perguntará aos evangelizandos:
1º) Como foi possível descobrir as profissões citadas nos cartões?
2º) Existem outras maneiras de nos comunicar com as pessoas?
3º) O que é comunicação?
4º) Podemos mandar e receber mensagens para qualquer pessoa ou lugar?
5º) E dos desencarnados podemos receber mensagens?
6º) Como os espíritos desencarnados se comunicam com os encarnados?
Ouvir as respostas e desenvolver o tema.
Prece de encerramento

Conhecimento de si mesmo I
Prece inicial
Objetivo: Oportunizar aos jovens, através da dinâmica proposta, que entendam e concluam que, conhecendo a Doutrina Espírita, melhor oportunidade terão de conhecerem-se a si mesmos.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica: os jovens ficarão sentados em círculos e o evangelizador entregará a um deles uma "Bomba", (bola de isopor com chocolates ou bombos dentro). A Bomba passará de mão em mão, com uma música de fundo; quando a música parar, o jovem que estiver com a Bomba na mão sorteará e responderá a primeira questão. Ir respondendo as perguntas, em rodadas sucessivas, até atingir o objetivo proposto.
OBS.: O Evangelizando que pegar a Bomba terá direito de abri-la e pegar um chocolate.
Sugestões de perguntas a serem utilizadas para desenvolver a dinâmica:
1) O que é Espiritismo?
2) Qual o objetivo de você(s) estar(em) participando do Grupo de Jovens da Casa Espírita?
3) Qual é, na sua opinião, a melhor forma de convidar um amigo para o Grupo de Jovens?
4) Em que o Grupo de Jovens contribui na sua vida?
5) Dentro do Pentateuco Espírita, qual é a primeira obra?
6) Em O Livro dos Espíritos, na questão 919, há uma referência a um sábio da Antigüidade. Você tem idéia de quem é ele, o que ele disse e que importância tem essa frase para a sua vida? (depois de respondida a questão, ler O Evangelho Segundo o Espiritismo, pág. 43, cap. IV - dois primeiros parágrafos).
7) O que devo fazer para conhecer a mim mesmo? (referência à questão 919, a, de O Livro dos Espíritos).
8) Na sua opinião, que características deve ter "um ser humano de bem"? (ver cap. XVII, de O Evangelho Segundo o Espiritismo).
Segundo momento - conclusão: conhecer-se a si mesmo, é "peça" chave (atitude certa) para nossa reforma íntima. Esse conhecimento é conquistado através da interrogação da nossa consciência de forma gradativa, sendo que a prática é indispensável.
Prece de encerramento
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, 3ª parte, cap. XII, questão 919;
O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XVII.

Conhecimento de si mesmo II
Prece inicial
Primeiro momento: leitura da questão 919 de O Livro dos Espíritos.
Segundo momento: comentários acerca da questão.
O Livro dos Espíritos na questão 919 nos diz que o meio mais eficaz para nos melhorarmos e resistirmos ao mal é nos conhecermos. Sabendo da dificuldade que temos em nos conhecer Allan Kardec indaga a espiritualidade a este respeito, e o espírito amigo responde que quando ele estava aqui na Terra, ao fim do dia interrogava sua consciência sobre tudo o que tinha feito ou deixado de fazer naquele dia e se seus atos representavam um repouso para vossa consciência ou a indicação de um mal que é preciso curar.
Ele ainda sugere que para não nos enganarmos quanto o valor dos nossos atos, nos perguntarmos: como o qualificaria se fosse praticado por outra pessoa?
Santo Agostinho completa seu pensamento nos advertindo sobre as opiniões alheias, esclarecendo que o nosso próximo e, principalmente aqueles que se opõem a nós, representam espelhos de nossa alma. E que Deus em sua bondade, permite que através deles possamos ser advertidos de nossos atos infelizes, com muito mais franqueza que um amigo usaria.
Podemos assim concluir que aquele que tem realmente vontade de se melhorar deverá sempre que possível sondar sua consciência e corrigir seus atos, libertando-se assim de suas más tendências.
Terceiro momento: contar a história O Homem e o Rio.
O Homem e o Rio
Havia um homem apaixonado por um rio, gastava longas horas vendo suas águas a passar, carregando em seu dorso suave folhas e histórias das cidades acima e isto lhe dava felicidade.
Sua grande alegria era quando chegava a tarde, depois do trabalho ele ia correndo para o rio, pulava uma cerca e ficava lá em uma prainha, com os pés mexendo nas areias grossas, bem embaixo de um velho ingá.
Falava muito, confidenciava segredos, dava gargalhadas, nunca ia embora, enquanto houvesse luz e por muitas vezes só se deu conta que era noite quando a lua ladrilhava de prata as águas do rio.
Ficava lá, remoendo lembranças, indo para o futuro em sonhos. Seus olhos eram rio. O rio passeava com suas águas amigas em seus olhos, como em nenhum outro. Ambos pareciam ter nascido para ser daquele jeito, nunca um sem o outro, a unidade de almas. Dizia o homem: - amor pra toda vida consentia o rio...
Porém, um dia, o céu escureceu. Nuvens cobriram a terra, a chuva desabou sobre o mundo. A cabeceira do rio foi enchendo e logo tudo virou correnteza.
Árvores foram arrancadas. Folhas deram lugar aos galhos pesados, estes arranhavam tudo o que encontravam, as barrancas desmaiavam e sumiam devoradas pela fúria das águas.
O rio cresceu, ultrapassou as margens, derrubou cercas, foi crescendo até chegar na casa do homem da história e destruiu tudo o que encontrou.
Avançou o jardim... Margaridas e rosas desapareceram, entrou porta adentro com as mãos cheias de lama. Apagou o fogo no velho fogão a lenha, tudo ficou destruído.
Quando veio o sol, veio também a desolação. Tinha que recomeçar e como é difícil recomeçar. Fez o que pôde, sem olhar em direção ao rio. Seu peito era uma amargura só. Sua cabeça não ficava em silêncio. Só pensava no que iria dizer. Então falou:
- Por quê? Por que fez isto? Eu confiava em você, tinha certeza que isto não iria acontecer, não conosco. Havia muito amor entre nós, amor que não merecia acabar assim. Não é só a lama que está no jardim, é a confiança que nunca mais será confiança, o amor que nunca mais será amor, é o adeus que será para sempre adeus...
Foi inútil o rio tentar explicar. Nunca mais tarde se encontraram. Nunca mais a lua cantou naquele lugar e as águas daquele rio, como o coração daquele homem, nunca mais foram os mesmos.
O homem mudou-se para muito longe e o rio, quando passava por lá, tentava não olhar... Mas sonhava, bem dentro, em suas águas mais profundas, um dia ver ali, debaixo do ingá, quem nunca deveria ter ido embora...
Estas palavras falam por si... Temos tendência a esquecer fácil os bons momentos e damos uma eternidade para as lembranças negativas, esquecemos as conversas onde só o coração fala e perdemos tardes lindas de amor...
Abraços apertados, aconchego... Por não querer relevar. Não querer lutar um pouco mais. Às vezes temos 100% e por causa de 1% perdemos 99%... Já viram como sempre ficamos presos a este 1%???.
Guardamos sempre a imagem da casa destruída, mas, negamos dar vida ao rio iluminado. Esquecemos toda uma vida de encanto e só lembramos as marcas da ferida. Há muita gente vivendo assim. Esquecendo que o amor ajuda a suportar as tempestades da vida e só o amor pode fazer o rio voltar a passar na porta da sua casa.
Grupo de Apoio “Vida Bem Vivida Amor Exigente" http://www.cvdee.org.br/ev_planotexto.asp?id=121

Quarto momento: ao final da história, concluir: sabendo que o Rio, amigo de muitas horas, não tinha como voltar atrás, não tinha como ceder aos efeitos da natureza, o homem se sentiu ferido, prejudicado, lesado. E assim acabou uma relação de amizade, carinho, respeito.
Quinto momento: solicitar que todos se coloquem bem à vontade pela sala. Colocar uma música suave, de preferência que tenha sons de natureza. Enquanto os evangelizando relaxam, escrever no quadro as perguntas abaixo, para que eles reflitam por alguns momentos:
Até que ponto nos conhecemos?
O que sabemos sobre nossas reações e nossos sentimentos?
Quando nos sentimos prejudicados, traídos, magoados, costumamos agir ou reagir?
Sexto momento - atividade: entregar uma cópia para cada um dos evangelizandos do Teste de Personalidade. Solicitar que respondam com calma. Explicar que o teste visa uma reflexão acerca do conhecimento que cada um tem de si mesmo, sendo secundário o resultado da pontuação obtida.
TESTE DE PERSONALIDADE
PERGUNTAS:
01. Quando você sente melhor?
(a) pela manhã;
(b) durante a tarde e final de tarde;
(c) tarde da noite.

02. Você normalmente caminha:
(a) bastante rápido, com passos longos;
(b) bastante rápido, com passos curtos e ligeiros;
(c) menos rápido e cabeça para cima, olhando o mundo de frente;
(d) menos rápido, com a cabeça para baixo;
(e) muito lentamentda noite.

03. Ao falar com pessoas você:
(a) fica de pé com seus braços dobrados;
(b) fica com suas mãos apertadas (fechadas);
(c) com uma ou ambas mãos em seus quadris;
(d) toca ou empurra a pessoa a quem você esta falando;
(e) brinca com sua orelha, toca seu queixo, ou alisa seu cabelo.

04. Ao relaxar, você se senta com:
(a) seus joelhos dobrados juntos lado a lado com suas pernas;
(b) cruza suas pernas;
(c) com suas pernas esticadas ou abertas;
(d) uma perna debaixo de você.

05. Quando algo realmente o fizer rir, você reage com:
(a) uma gargalhada;
(b) uma risada, mas não muito alta;
(c) um quieto riso;
(d) um sorriso embaraçado.

06. Quando você vai para uma festa ou reunião social você:
(a) faz uma entrada chamativa assim todo o mundo o nota;
(b) faz uma entrada quieta, enquanto procura conhecidos;
(c) faz uma entrada mais quieta, tentando ficar desapercebido.

07. Você está trabalhando muito firme, muito concentrado, e te interrompem. Você:
(a) dá boas vindas a interrupção;
(b) fica extremamente irritado;
(c) varia entre este dois extremos.

08. O qual das cores seguintes você gosta mais?
(a) vermelho ou laranja;
(b) preto;
(c) amarelo ou azul claro;
(d) verde;
(e) escuro azul ou roxo;
(f) branco;
(g) marrom ou cinza.

09. Quando você já esta na cama, nesses últimos momentos antes de ir dormir, você deita:
(a) reto de costas;
(b) reto de bruços;
(c) em seu lado, ligeiramente curvo;
(d) com sua cabeça em um braço;
(e) com sua cabeça debaixo das cobertas.

10. Você frequentemente sonha que você está:
(a) caindo;
(b) lutando ou discutindo;
(c) procurando algo ou alguém;
(d) voando ou flutuando;
(e) você normalmente não tem sonhos (não lembra);
(f) seus sonhos sempre são agradáveis.

PONTOS:
01. (a) 2; (b) 4; (c) 6
02. (a) 6; (b) 4; (c) 7; (d) 2; (e) 1
03. (a) 4; (b) 2; (c) 5; (d) 7; (e) 6
04. (a) 4; (b) 6; (c) 2; (d) 1
05. (a) 6; (b) 4; (c) 3; (d) 5; (e) 2
06. (a) 6; (b) 4; (c) 2
07. (a) 6; (b) 2; (c) 4
08. (a) 6; (b) 7; (c) 5; (d) 4; (e) 3; (f) 2; (g) 1
09. (a) 7; (b) 6; (c) 4; (d) 2; (e) 1

Prece de encerramento

Conhecimento de si mesmo III
Prece inicial
Primeiro momento: cantar a música “Conhecereis a verdade!” e sobre ela refletir. A música faz parte do CD "Alegria Cristã", do GAN - Grupo Arte Nascente.
Conhecereis a Verdade (José Revorêdo)
Conhecereis a Verdade e ela vos libertará
E toda algema, se dissolverá
Com o trabalho que exercita o amor
Não basta descobrir e não produzir
Com o exemplo, a Verdade divulgar
Para consolar e conduzir
Conduzir e conduzir.
Segundo momento: trabalhar um questionário, contendo as seguintes questões:
1 - Todos nós temos a capacidade de sentir a influência dos espíritos?
2 - Você acredita na reencarnação?
3 - Diante da grandeza do universo, da sabedoria e perfeição divina, existe vida em outros mundos?
4 - Podemos comprovar a existência de Deus?
5 - Segundo a Doutrina Espírita, cada um de nós tem um anjo de guarda (espírito protetor), você acredita?
Ao fim de cada pergunta, o jovem deve escrever:
( ) sim ( ) não - Por quê? __________________________
Importante: a função desse questionário é que os jovens descrevam aquilo que eles realmente acreditam e não aquilo que eles escutaram ou aprenderam que “diz a Doutrina”. Faz parte também da sondagem de conhecimentos para que, a partir dos conhecimentos adquiridos e, principalmente, a partir das dúvidas dos jovens possamos montar nosso roteiro de estudos. É essencial comentar as questões, valorizando e respeitando a opinião dos jovens.
Terceiro momento - Técnica do Nó: todos fazem um grande círculo e olham bem para os companheiros dos lados. Cada um deverá gravar na memória quem está do seu lado direito e quem está do seu lado esquerdo. Desfaz-se o círculo e todos começam a caminhar pela sala enquanto toca uma música. Quando a música pára todos devem parar no lugar em que ficaram e tentar dar a mão esquerda para o colega que estava à esquerda e a mão direita para o colega que estava à direita, o que resultará em um grande nó. Os jovens terão que desfazer o nó e para isso terão que juntos pensar em estratégias para isso.
Quarto momento: refletir, a partir da técnica do nó, a respeito da cooperação, da importância dos grupos que estamos inseridos e que devemos sempre buscar juntos formas de resolver os problemas.
Prece de encerramento

Deus
Prece inicial
Primeiro momento: contar a história O barbeiro, retirada do livro Histórias que elevam a alma, de Guilherme Victor M. Cordeiro ( Editora DPL, São Paulo, 2002).
O barbeiro
O ateu procura convencer os outros para persuadir-se a si mesmo. Deus nunca faz milagres para convencer os ateístas; suas obras já bastam.”
Um senhor estava no barbeiro cortando os cabelos e fazendo a barba.
Enquanto isso conversava com o barbeiro e falava da vida e de Deus.
Daí a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou:
- Deixe disso, meu caro, Deus não existe!!!
- Por quê?
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis passando fome!!! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar!
- Bem, esta é sua maneira de pensar, não é?
- Sim, claro!
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço.
Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiro!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveriam pessoas de cabelos e barbas compridas.
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!
- Entendeu agora?

Segundo momento: conversar acerca da história e dos seguintes temas:
* Pessoas que dizem não acreditar em Deus;
* Como cada um acredita e sente Deus;
* O sentimento instintivo de que Deus existe está dentro de todos nós.
Terceiro momento: pedir para que os jovens pontuem os princípios da Doutrina Espírita. É importante não exigir conceitos prontos e levar em consideração todos os aspectos que os jovens trouxerem, aproveitando assim todas as respostas.
Quarto momento: formar grupos e distribuir para cada grupo uma das seguintes questões de O Livro dos Espíritos:
55. Todos os globos que circulam no espaço são habitados?
114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza ou são eles mesmos que se melhoram?
132. Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?
134. O que é a alma?
149. Em que se torna a alma logo após a morte?
490. O que se deve entender por anjo de guarda?
Quinto momento: cada grupo trouxe suas respostas para a sua pergunta e, posteriormente, o restante dos jovens puderam complementar as respostas.
Obs: com essa técnica é possível perceber quais os conhecimentos prévios dos jovens acerca da Doutrina Espírita, facilitando a preparação das próximas aulas.
Prece de encerramento

Deus - Atributos
Prece inicial
Primeiro momento: distribuir a cada jovem uma folha em branco. Em duplas, cada um dirá duas de suas virtudes para seu companheiro e este as escreve em letras grandes na folha e vice-versa (com freqüência o jovem tem dificuldades em perceber suas próprias virtudes).
Segundo momento: no grande grupo cada um ressalta as qualidades de seu colega e recebe o seu cartaz com suas virtudes. Esse trabalho tem como objetivo desenvolver a auto-estima do jovem e também a caridade ("O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consiste em ver apenas superficialmente os defeitos de outrem, e fazer com que prevaleça nele apenas o que há de bom e virtuoso." ESE, capítulo X).
Terceiro momento: lembrar que Deus tem todos as qualidades em perfeição absoluta. Apenas citar os atributos de Deus, sem comentá-los.
Quarto momento: dividir os jovens em seis grupos; cada grupo responderá uma das questões do Rala-cuca devendo, no grande grupo, justificar e comentar a alternativa correta.
Rala-cuca
Objetivo : ler cada um dos atributos e dar a ele o complemento que a equipe achar coerente.
QUESTÃO 13 DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS:
Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de seus atributos? Do vosso ponto de vista sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais...
É eterno
a) Se tivesse tido princípio, teria saído do nada,ou então, também teria sido criado por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.
b) O que equivale a dizer que veio do nada absoluto, ou então, que é fruto desse nada. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.
c) Se tivesse tido princípio antes da analogia total e global do Universo, teria sido fruto de um acaso antropomórfico. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

É imutável
a) Se estivesse sujeito a mudanças, seria esquecido pelos seres humanos e pelos demais habitantes de outros planetas, perdendo assim sua soberania universal.
b) Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.
c) Sim e não, tendo em conta que espíritos com maior discernimento e grau de evolução se encarregam de que Ele represente imutabilidade, para não perder sua soberania universal.
É imaterial
a) Quer isso dizer que sua natureza provém do nada com também o é seu princípio de eternidade, dando assim um parecer lógico e natural do ser, feito a sua imagem e semelhança.
b) Devido ao fato de nossas limitações corpóreas podemos dizer que é imaterial. De outro modo, sabemos que, se não é totalmente imutável, também não será imaterial.
c) Que isso quer dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos de matéria. De outro modo, Ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.
É único
a) Se muitos deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.
b) Se muitos deuses houvesse, teríamos que aceitar os conceitos de nossos antepassados politeístas, destituindo as religiões monoteístas existentes hoje.
c) Se muitos deuses houvesse, a ordem universal passaria a ser regida por uma junta ou parlamento, ficando o parecer final a Deus, algo semelhante ao que ocorre no planeta Terra, em um regime governamental democrático.
É onipotente
a) Ele o é, sempre e quando nós assim aceitarmos que ele conduza nosso livre-arbítrio, afinal, a última palavra quem dá somos nós, portanto possuímos tanto poder quanto Ele.
b) Ele o é, porque é o único. Se não dispusesse de soberano poder, algo haveria de mais poderoso ou tão poderoso quanto Ele, que não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.
c) Ele o é, na medida que tem a palavra final sobre o que o conselho de deuses definir, atribuindo-se a Ele as responsabilidades e os méritos de cada ação universal.
É soberanamente justo e bom
a) A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça, nem da bondade de Deus.
b) Um ente infinitamente justo e bom não permitiria uma série de cataclismos e guerras, que levam suas criaturas a condições subumanas, sendo assim, podemos dizer que Deus é parcialmente justo e bom, pois sendo este um mundo de provas e expiações, algumas provações temos de superar para que possamos evoluir.
c) A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, mas é nossa a última palavra, que determina a bondade e a maldade Dele. Sendo assim, Deus não é plenamente soberano por esse motivo, como também cabe lembrar que depende da junta de deuses.
Prece final realizada por um jovem voluntário

Deus - Provas da existência de Deus
Prece inicial
Primeiro momento: integração: os jovens são incentivados a participarem de Ministérios:
Ministério das Comunicações: responsável por dar os avisos, possuir os telefones e endereços de todos os integrantes do Grupo de Jovens;
Ministério de Relações Públicas: encarregado de organizar e relatar as visitas ao asilo;
Ministério das Comemorações: deve lembrar aniversários dos integrantes do Grupo e datas importantes da Doutrina Espírita (aniversário do nascimento de Allan Kardec, lançamento de O Livro dos Espíritos, etc);
Ministério da Elevação: responsável por divulgar frases e pensamentos que inspirem e elevem o espírito;
Ministério da Literatura: deve apresentar sugestões de livros e artigos;
Ministério da Informação: encarregado de organizar e manter o Mural Jovem.
Segundo momento: improvisar um teatro de fantoches:
Ato I: Menina conta fato ocorrido e menciona Deus, ao que o garoto ironiza, dizendo ser "caretice"crer em Deus.
Ato II: Menina conta ao garoto a história A existência de Deus, de Chico Xavier/ Meimei.
A existência de Deus
Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o a sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem sabes ler?
O crente fiel respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
- Como assim? Indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra, respondeu o outro.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou:
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
- Pelos rastros -respondeu o chefe, surpreendido.
Então o velho crente, convidou-o a saírem para fora da barraca e, mostrando o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Neste momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimejosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também...
Livro Pai Nosso, Chico Xavier/espírito Meimei

Terceiro momento: questionar os jovens como reagir perante a mesma situação e como argumentar acerca da existência de Deus.
Quarto momento: Voluntários bebem e descobrem o sabor da água em três copos, (doce, pura, com sal). Do mesmo modo também não vemos Deus, mas podemos senti-lo.

Sugestão de texto para distribuir aos jovens
Provas da existência de Deus
"Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas." Foi a resposta dos espíritos à primeira pergunta de O Livro dos Espíritos: "O que é Deus?"
A prova mais robusta da existência de Deus reside na assertiva: "Não há efeito sem causa." Procurando-se a causa de tudo que não é obra do ser humano, a razão responderá prontamente que a dúvida quanto à existência de Deus é a negação da lei de causa e efeito. Por isso, para crer em Deus basta lançar os olhos às obras da criação divina: o Universo existe e ele é feito de uma causa.
Um provérbio popular responde satisfatoriamente, mostrando na causa primária uma inteligência superior a todas as coisas: "Pela obra se conhece o autor."
O poder de uma inteligência deve ser julgado pelas suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a natureza produz, a causa primária está em um inteligência superior à humanidade.
Todos os povos e raças trazem um sentimento intuitivo de Deus. De onde viria esse sentimento se ele não se apoiasse em nada?
Leia também: O Livro dos Espíritos, questões 01 a 09 e A Gênese, capítulo II, itens 01 a 07.

Prece final realizada por um jovem voluntário

Deus, espírito e matéria
Prece inicial
Primeiro momento: levar envelopes (um para cada aluno). No lado de fora de cada envelope escrever:
“Deus, espírito e matéria: elementos gerais do Universo.”
Escreva o que você sabe ou entende por:
Deus______________________________________
Espírito___________________________________
Matéria___________________________________
Aguardar alguns minutos para que todos escrevam suas respostas. Depois, sugerir que abram o envelope e verifiquem se suas respostas estavam corretas. Oportunizar aos evangelizandos que comentem suas respostas, tanto as corretas como as incorretas.
Dentro do envelope escrever o seguinte texto:
Deus, espírito e matéria: elementos gerais do Universo.
Sabemos que fomos criados por Deus, simples e ignorantes, e que o Pai, em sua imensa sabedoria e bondade, oportunizou-nos a eternidade para evoluirmos espiritualmente.
Nesta vida terrena, possuímos um corpo físico, constituído de matéria carnal e ainda grosseira, que nasce, cresce, envelhece e morre, nos servindo de instrumento para executarmos nossas atividades na Terra.
O corpo físico, os animais e os vegetais precisam do Fluido Vital para a vida material. O Fluido Vital é a transformação do Fluido Cósmico Universal que dá origem a tudo que existe no mundo material.
O Fluido Cósmico Universal é criado por Deus e envolve o universo.

Subsídio ao evangelizador: O Livro dos Espíritos, q. 01, 17, 21, 22, 23 e 17.
Segundo momento: técnica Roda Viva para fixação do tema.
Cada evangelizando elabora uma frase sobre o tema da aula, que pode ser verdadeira ou falsa (poderão ser disponibilizados livros ou textos para pesquisa, se o evangelizador achar interessante). Os evangelizandos ficarão em círculo, sendo que um permanecerá ao meio com os olhos vendados. A roda gira e os evangelizandos param (em silêncio); o evangelizando que está no meio aponta para um colega, que lhe diz sua frase; o evangelizando de olhos vendados diz se a frase é verdadeira ou falsa; se ele errar, sai da roda, se acertar passa a participar da roda. Quem falou a frase vai para o meio da roda (adaptado da Apostila de técnicas Evangelização Infantil: uma tarefa de amor, encontrada neste mesmo site).
Prece de encerramento

Energia sexual e evolução
Prece inicial
Objetivo: esclarecer a importância do equilíbrio na vivência da sexualidade humana e sua ligação com a evolução do Espírito.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica: utilizando-se do texto adaptado do artigo da Revista Reformador (agosto/99), pág. 16 e 17, criamos um "caça-palavras". Após leitura e conclusão do caça-palavras, dialogamos, em conjunto sobre o texto. Utilizamos como bibliografia suplementar o cap. II e III do livro Adolescência e Vida - Adolescente e a sua Sexualidade (Divaldo P. Franco, editora Leal); livro Evolução para o terceiro milênio, pg. 136, item 4, editora Edicel; livro Educação do Espírito, introdução a pedagogia espírita, cap. V, parte 4, editora Ide, apostila da Fergs, módulo 3 e 4 de 2000.
Sugestão de texto
Energia sexual e evolução
"Da leitura da questão nº 202 de O livro dos Espíritos, entende-se a importância de o Espírito reencarnar ora como homem, ora como mulher, por carecer de experiências em ambas as polaridades sexuais (masculina e feminina)".
O impulso sexual é poderosa energia criadora enraizada na intimidade espiritual, e quando liberada no campo da matéria por meio do relacionamento sexual, ativa complexos mecanismos psicobiológicos responsáveis pela materialização de um ser inteligente no útero materno.
A finalidade principal da experiência sexual é permitir a perpetuação da espécie e, secundariamente, colaborar na manutenção do equilíbrio psicológico das criaturas, desde que tal experiência se estruture em clima de satisfação, propiciado pelo relacionamento amorável, monogâmico e equilibrado.
A experiência afetiva em bases éticas constitui-se fator preponderante no cumprimento dos anseios evolutivos; já a liberdade sexual, propalada pela mídia e tida na conta de evolução dos costumes, tem servido para aumentar o número de decepções afetivas e conflitos emocionais de toda ordem, ao lado de um notável número de abortos em adolescentes e de doenças sexualmente transmissíveis.
Não acatar as informações que a Doutrina Espírita nos traz, é um direito do livre-arbítrio das pessoas, porém arcar com as conseqüências de um comportamento abusivo é obrigação daqueles que infringem a ética da Lei de Reprodução".
Texto adaptado do artigo da Revista Reformador de agosto/99, pg. 16 e 17.

Segundo momento: conclusão: o evangelizando deve perceber que a energia sexual existe em função da vida e não esta como instrumento dela.
Prece de encerramento

Espírito - Existência e sobrevivência
Prece inicial:
Integração: "Acampamento": todos irão acampar e, para isso, cada jovem levará algo. Quem já conhece a brincadeira diz se o jovem pode ou não levar o que pretende, sendo que o objeto deve começar com a mesma letra do nome de quem leva a coisa. Por exemplo a Luana pode levar uma laranja, mas o Vinícius não pode levar uma lanterna. O evangelizador (e todos que já conhecem a brincadeira) não podem contar a regra (para ter graça o jogo). Cada evangelizando deve descobrir por si só a regra para o que ele pode levar, mesmo que a brincadeira seja feita várias vezes até que ele descubra.
Primeiro momento: dividir os jovens em três grupos iguais. Cada grupo procura na sala de aula pedaços de quebra-cabeças.
Segundo momento: reúnem-se os grupos com todas as peças que encontraram e cada grupo fica com uma cor, para descobrir que palavra forma. São três palavras, que devem ser montadas de acordo com a cor: Mediunidade, Terapia de Vidas Passadas e Ciência.
Terceiro momento: cada grupo deve debater como a sua palavra comprova a existência e sobrevivência do espírito; ou como podemos argumentar, com alguém cético, usando essas palavras, que o nosso espírito sobrevive à morte do corpo físico.
Quarto momento: cada grupo expõe aos demais jovens as idéias e conclusões que chegou.
Quinto momento: leitura de uma psicografia, para que os jovens avaliem a existência e importância do fenômeno mediúnico na Casa Espírita.
Sugestão de texto para distribuir aos jovens
A existência e sobrevivência do espírito
Compreendemos a existência do espírito segundo o princípio: "Todo efeito tem uma causa; e todo efeito inteligente tem uma causa inteligente." Dessa forma, ninguém tem a idéia de atribuir o pensamento ao corpo de um homem morto. Se o homem vivo pensa é, pois, que há nele alguma coisa que não há quando está morto.
Os espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material. Indestrutíveis e eternos, são independentes da matéria; mas é necessária a união entre espírito e matéria para dar inteligência a esta.
Os seres humanos, enquanto encarnados, somos assim constituídos:
* Corpo Físico(ou ser material): invólucro grosseiro, semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
* Alma (ou ser imaterial): espírito encarnado no corpo, princípio inteligente onde se encontra o senso moral;
* Perispírito(ou laço que une a alma ao corpo): invólucro fluídico, semimaterial, princípio intermediário entre a matéria e o espírito.
... espírito - - - perispírito ____ corpo físico
Comprovamos a existência e sobrevivência do espírito através de:
• manifestações mediúnicas: comunicação entre encarnados e desencarnados;
• lembranças de vidas passadas;
• manifestações extra-corpóreas: materializações, transcomunicações.
Também a lei de evolução justifica a sobrevivência do espírito: não se pode conceber um Deus justo e bom, criando seres inteligentes e sensíveis para destiná-los ao nada.
Letícia Müller
Prece de encerramento
Sugestão de leitura: O Livro dos Espíritos,questões 23 a 25 e 76 a 83; A Gênese, capítulo XI, O Livro dos Médiuns, capítulo I.

Existência e Sobrevivência do Espírito
Prece inicial
Objetivo: reconhecer através do trabalho proposto a Existência e Sobrevivência do Espírito.
Sugestão de dinâmica: dar-se-á início à dinâmica, propondo-se o seguinte enigma:
"Dez minutos teremos para justificar que os espíritos existem, se pudermos comprovar. (primeiro parágrafo do enigma)
Procure ao seu redor, procure em todo o lugar. Pois, até quem não procurar, ao acabar o tempo encontrará." (segundo parágrafo do enigma)
Dividir-se-á o grupo em equipes conforme o número de jovens, e serão dados 10 minutos para que procurem as provas.
Observações importantes:
a) Esse tempo pode variar de acordo o horário de que dispõe o evangelizador;
b) Serão aceitas como provas obras psicografadas (que poderão estar dispostas de forma proposital e aleatória pela sala); conhecimentos embasados em casos reais de lembranças de vidas passadas (primeiro parágrafo do enigma) e também exemplo de raciocínio lógico-dedutivo (como por exemplo o que se encontra em A Gênese, cap. XI, item I - "SINO"). Este exemplo é a solução do segundo parágrafo do enigma.
Após o tempo proposto e apresentação das provas, com suas devidas justificativas, debater-se-á com os jovens o tema em questão, tendo-se como base a bibliografia abaixo.
Conclusão: realizar uma atividade com os jovens de forma a incentivar o estudo aprofundado do tema. A atividade consiste em reaproveitar as equipes já formadas e propor-lhes o seguinte: "Cada equipe terá que observar a casa espírita (prédio) de um ângulo".
Exemplo: equipe "A" terá dois minutos para observar a frente da casa, e a equipe "B" terá quatro minutos para observar o lado esquerdo da casa. Tendo feito as devidas observações, os jovens devem retornar ao grande grupo, e serão questionados pelos evangelizadores sobre o que viram e o que não viram.
A conclusão deverá ser que quanto mais tempo dedicamos ao estudo, maior será nossa compreensão, e que o conhecimento parcial oferece apenas uma visão insuficiente do todo. Assim também com relação ao tema proposto na aula - Existência e Sobrevivência do Espírito e, também, no que se refere à Doutrina Espírita: quanto mais sabemos, melhor compreensão possuímos.
Prece de encerramento
Bibliografia: Livro dos Espíritos ( Parte Segunda, cap. I, perguntas 76 a 83 ); Livro dos Médiuns ( Cap. I, item 2 e cap. IV, item 49 ); A Gênese ( Cap. XI ).

Existência e sobrevivência do Espírito, existência de Deus e seus atributos
Prece inicial
Objetivo: que os jovens reconheçam a existência e sobrevivência do espírito e a existência de Deus e Seus atributos.
Primeiro momento: dinâmica.
Formar dois ou três grupos que devem procurar as pistas previamente escondidas em uma ou mais salas. Tratam-se de pistas de fragmentos de capítulos de A Gênese, onde foram sublinhadas palavras-chaves, que lidas formam uma frase, fornecendo a indicação de uma prova.
A seguir, as pistas e suas provas correspondentes:
Pista A:
Montagem dos seguintes capítulos de A Gênese: Capítulo X, itens 26 e 29 e capítulo XI, item 1. Palavras sublinhadas nesses textos:
Combinados para
Formar
Uma
Demonstração
Movido por uma inteligência.
A idéia
Homem morto
Homem vivo
Prova: 2 fantoches (com base no texto poderão explicar com uma encenação teatral).
Pista B:
A Gênese, capítulo XI, item IV. Palavras sublinhadas nesse texto:
Sempre haverá
Prova material
Do ser espiritual
Agindo fora da matéria
Prova: livros psicografados.
Pista C:
A Gênese capítulo II, itens 1, 2 e 3. Palavras sublinhadas nesses textos:
Observando
Se chega
Que
É
Um mecanismo engenhoso
Obra de um homem
Da
Trabalho
Prova: cubo mágico.
Pista D:
A Gênese, capítulo II, itens 5, 6 e 7. Palavras sublinhadas nesses textos:
Olhar
O homem
Faz
Funcionar
A indicação
Deus não se mostra, mas afirma-se mediante suas obras
Coisas que estão acima
Prova: espelho (colocado em um lugar alto).
Pista E:
A Gênese, capítulo XI, itens 02 e 03. Palavras sublinhadas nesses textos:
Teria
Pedras
Sem
Atributos
De Deus
Podem
Admitir
Com
Razão
Prova: O Livro dos Espíritos com marcador onde está a questão 13 (poderá estar próximo ou sobre algumas pedras).
As equipes devem achar as provas e conversar entre si, acordando sobre como devem relacioná-las e defendê-las, posteriormente, no grande grupo.
Observações:
1 - No momento que os jovens forem expor ao grande grupo, cabe aos evangelizadores manter a ordem das pistas para melhor compreensão e unificação dos temas: existência e sobrevivência do espírito e a existência de Deus e Seus atributos.
2 - Caso a equipe se equivoque na relação pista-prova, cabe ao evangelizador redirecionar a exposição.
3 - O grau de dificuldade para esconder as pistas e provas deve ser de acordo com o tempo disponível para a aula.
Segundo momento: conclusão do que foi discutido e compreendido sobre o tema proposto.
Prece de encerramento
Bibliografia:
* Existência e sobrevivência do espírito: Questões 23 a 25 e 76 a 83 de O Livro dos Espíritos; A Gênese, capítulo X, itens 26 a 30 e capítulo XI, O Livro dos Médiuns, capítulo I;
* Existência de Deus: O Livro dos Espíritos, questões 1 a 9; A Gênese, capítulo II, itens 1 a 7;
* Atributos de Deus: O Livro dos Espíritos, questões 10 a 13; A Gênese, capítulo II, itens 08 a 19.

Família - importância da família

Objetivos da aula: levar os evangelizandos a reconhecerem a importância da família em nossas vidas. Que nossos familiares erram e acertam, e merecem nosso carinho, nosso perdão e a nossa gratidão. Que nossos pais biológicos, adotivos ou as pessoas responsáveis por nós são os responsáveis pela nossa educação, nos amam e querem o melhor para nós, ensinando-nos, dentro do seu grau evolutivo e suas limitações, o que é certo. A aula visa despertar nos jovens a compreensão de que é no lar, junto do grupo familiar, que encontramos a ajuda que necessitamos para nosso crescimento espiritual.
Obs.: caso o tempo determinado para a aula não seja suficiente para realizar a aula completa, ela pode ser adaptada pelo evangelizador, ou dividida em duas aulas.
Prece inicial
Primeiro momento: aplicar a dinâmica “Cada coisa a seu Tempo”: dividir a sala em dois grupos e entregar para cada grupo um pote de vidro vazio, 03 bolas de golfe ou de tênis (ou outras similares que tenham peso), algumas bolas de gude, uma porção de areia e um copo de água. Pedir que cada grupo coloque TODOS os componentes dentro do pote de vidro, da maneira que achar melhor, deixando de fora, apenas o copo de água para o momento que o evangelizador solicitar. Aguardar os resultados sem influenciar.
Obs.: se a turma for grande e não houver material suficiente para cada evangelizando fazer sua experiência, o evangelizador poderá fazer a dinâmica convidando um ou dois evangelizandos para lhe auxiliarem.
Segundo momento: caso não tenham conseguido colocar todos os componentes dentro do vidro, fazer a demonstração do modo certo: pegar as 03 bolas de golfe ou similar e colocar primeiramente dentro do pote de vidro e perguntar se o pote de vidro está cheio. Em seguida, o evangelizador deverá colocar as bolas de gude e estas encherão todos os espaços vazios entre as bolas de golfe. O evangelizador deve perguntar se o vidro está cheio e aguardar respostas. Na seqüência, pegar a porção de areia e colocar dentro do vidro. A areia preencherá os espaços vazios que ainda restam. Perguntar novamente aos alunos se o pote agora está cheio e aguardar as respostas.
Terceiro momento: explicar o significado da dinâmica.
* O pote de vidro representa nossas vidas.
* As bolas de golfe são os elementos mais importantes, como DEUS, A FAMÍLIA E OS AMIGOS. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.
* As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa, o carro, a escola.

* A areia representa todos as pequenas coisas, como os brinquedos, as roupas de marcas, o computador.
Se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe e para as de gude. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas, nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.
Lembrar que devem prestar atenção nas coisas que são importantes para felicidade. Brincar com os irmãos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um pouco de tempo a vocês mesmos, buscar a Deus e crer nEle. Vocês estão fazendo isso participando das aulas de evangelização.
Também é importante buscar o conhecimento, estudar, praticar esportes. Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas é essencial se ocupar das bolas maiores em primeiro lugar, o resto é apenas areia.
Quarto momento: o evangelizador deverá perguntar se ainda cabe alguma coisa dentro do vidro, aguardando as respostas. Em seguida, deverá pedir então que os evangelizandos peguem o copo de água e o derramem dentro do pote de vidro. Perguntar se agora o pote de vidro está totalmente cheio e aguardar as respostas.
Perguntar então: O que representa a água? A água serve apenas para demonstrar que, por mais ocupada que esteja nossa vida, sempre que aparecer alguma coisa que nós achamos realmente importante, encontraremos tempo para realizá-la.
Obs.: só encontramos tempo para as coisas que damos prioridade, ou seja, para aquilo que achamos importante.
Quinto momento: pedir para que cada evangelizando exponha o seu ponto de vista e dizer o que aprendeu com a dinâmica. Este é um momento muito importante porque os jovens gostam de serem escutados, além do mais, podem apresentar opiniões equivocadas que podem ser corrigidas pelo evangelizador, em um diálogo esclarecedor.
Sexto momento: contar uma das histórias abaixo.

A Flor Azul
D. Tereza estava fazendo compras no supermercado e de repente um estranho trombou com ela: - Oh, me desculpe por favor! Foi a reação dela.
E ele disse: - Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!
Foram muito educados um com o outro, aquele estranho e ela.
Então, se despediram e cada um foi para o seu lado.
Mais tarde naquele dia, ela estava fazendo o jantar e seu filho parou do seu lado tão em silêncio que ela nem percebeu.
Quando ela se virou, tomou o maior susto e lhe deu uma bronca.
- Saia do meu caminho filho! E ela disse aquilo com certa braveza.
E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido.
Ela nem imaginava como havia sido rude com ele.
Quando ela foi se deitar, podia ouvir a voz calma e doce de seu anjo da guarda lhe dizendo:
- Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou, a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele.
Nesse momento, D. Tereza se sentiu muito pequena.
E agora, o seu coração era quem derramava lágrimas.
Então ela foi até o quarto do filho e ajoelhou-se ao lado de sua cama e disse:
- Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim? Ele sorriu:
- Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul.
Ela disse: - Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira.
- Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!
- Eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul.
Autor desconhecido

Mensagem pra você!
Marcela era uma menina muito gentil e educada na escola e com os amigos. Em casa, porém, suas atitudes eram diferentes: gritava com todos, reclamava de tudo, e parecia não conhecer as palavras mágicas obrigado, com licença, por favor e desculpe.
Um dia, teve uma enorme briga com uma de suas irmãs, xingou muito e foi se trancar no quarto. Uma hora depois, recebeu no celular a seguinte mensagem:
Horrível o seu comportamento, Marcela! Você deve estar envergonhada de ter gritado tanto...
Ela não estava envergonhada e achou que devia ser engano. Mas se deu conta que dizia seu nome, então pensou que era uma brincadeira. Como não conhecia o número de quem mandou o recado, logo já tinha esquecido.
No dia seguinte, à hora do almoço, foi mal-educada com sua mãe, saindo da mesa sem terminar o almoço e reclamando da comida.
Meia hora depois, em seu celular havia uma nova mensagem:
Deus, através dos seus mensageiros, está observando suas atitudes, Marcela.
Uma ameaça? - pensou a garota. Quem teria a coragem de enviar algo assim? Resolveu ligar de volta para o número indicado para pedir satisfações, mas o telefone estava desligado. Tentou várias vezes, sem sucesso.
No dia seguinte, pediu um tênis novo para o pai e como não ganhou, bateu a porta do quarto dizendo:
- Mas que droga! Ninguém faz o que eu quero nesta casa!
Algum tempo depois, nova mensagem:
Quem tem Jesus no coração não deve se comportar assim.
Marcela ficou ofendida, e prometeu a si mesma não mais olhar as mensagens daquele número de celular. Pensou bastante em quem poderia ser, achava que era uma de suas irmãs, mas, embora tentasse, não conseguia descobrir o autor dos recados.
Marcela continuava uma menina mal-educada em casa e gentil com aqueles que não eram de sua família. Por isso, nos dias que se seguiram, ela recebeu várias outras mensagens, que faziam pensar sobre o seu comportamento e sugeriam mudanças.
Irritar-se é o melhor processo de perder – dizia uma delas.
Ela tentava não olhar os recados, mas sua curiosidade era grande e ela tinha esperança que descobriria o autor, que mantinha o celular sempre desligado para não ser encontrado, mas que mandava mensagens assim:
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. Experimente atender os familiares como você trata as visitas.
O tempo foi passando, e os recados continuavam. Quando tinha alguma atitude legal com algum familiar, Marcela ficava contente com os recados carinhosos que recebia, pois mensagens de incentivo eram enviadas:
Muito bem! Jesus deve estar feliz com sua atitude!
E foi assim, acompanhado de perto por uma de suas irmãs, que comprou um celular especialmente para ajudar Marcela, que ela foi se tornando gentil e educada também em casa, com os familiares. Ela nunca descobriu quem lhe mandava as mensagens, mas conseguiu entender que as atitudes de cada um são importantes para que haja paz e harmonia em família.
Claudia Schmidt

O sentido da vida
A história aconteceu num país longínquo, muitos séculos atrás. Pressentindo o seu fim, o rei chamou seus súditos pedindo que respondessem as três perguntas funda¬mentais. Seria premiado com fortuna e honrarias quem melhor respondesse as três perguntas:
1 - Qual é o lugar mais importante do mundo?
2 - Qual é a tarefa mais importante do mundo?
3 - Quem é o homem mais importante do mundo?
Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças e jovens, adultos e idosos, desfilaram, tentando responder as três perguntas. Para o desconsolo do rei, nenhu¬ma resposta satisfez plenamente.
Restava um único homem, em todo o território, que se recusava a falar. Ele guardava silêncio e distância, porque não lhe interessavam honrarias e fortunas. Era um ancião com fama de sábio. Emissários do rei foram enviados a ele para colher a sua opinião. E, do alto da sua sabedoria o velho falou:
- O lugar mais importante do mundo é aquele que você está.
- A tarefa mais importante não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer.
- E o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita exercitar a mais bela das virtudes: a caridade.
O rei bateu palmas, agradecido e feliz. Encontrara, afinal um sentido, para sua vida, uma razão de ser para seus últimos dias de existência.
Quanta sabedoria em três breves respostas. O lugar onde moro, vivo, cresço, trabalho e atuo é o mais importante do mundo. Lá devo ser útil, prestimoso e amigo.
A tarefa mais importante... Talvez o seu e o meu trabalho não sejam os mais agradáveis e bem remunerados do mundo. Cabe-nos exercê-lo com seriedade e amor, buscando cumprir nosso dever. Se não temos sempre o que amamos, devemos amar o que temos. A mínima tarefa é importante. Se nós falharmos, se nós nos omitirmos, ninguém executará a missão em nosso lugar. E ficará um vazio no mundo e na história.
Tudo passa, tudo envelhece e morre. Só não passa a bondade que você planta, o amor que você reparte, a alegria que você irradia. É por isso que o outro é tão importante em nossa existência, em nossa vida diária.
Para a flor, o essencial não é o jardim, o vaso da sala, o canteiro, o local onde se encontra. O importante é que ela floresça, perfumando caminhos e alegrando corações.
Autor desconhecido

Sétimo momento: dialogar acerca da história, questionando as atitudes dos personagens.
Obs.: os questionamentos abaixo poderão ser distribuídos em formas de perguntas ou afirmativas, para que sejam trabalhadas em grupos e, posteriormente, debatidas/refletidas em um grande grupo, que poderá ser formada em círculo.
* Vocês já pararam para pensar que, se perdermos alguém de nossa família sentiremos essa perda para o resto de nossas vidas? Pensemos neles, porque geralmente priorizamos mais aos nossos interesses pessoais que a nossa família. Será que não é uma inversão pouco inteligente? Nós raramente paramos para pensar nisso.
* Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo. Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "Eu te amo", de dizer um "Obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós.
* Muitas vezes agimos rudemente, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos entes queridos. Sejamos atenciosos com nossa família procurando sempre manter a harmonia. Por isso, é importante valorizar sua família, priorizando o convívio familiar.
Oitavo momento: concluir que:
* A oportunidade de estarmos inseridos em um determinado grupo familiar é uma benção que nos é oferecida pelo Pai Criador.
* Os laços familiares que hoje nos envolvem são aqueles que são necessários ao nosso crescimento e desenvolvimento moral e espiritual.
* As dificuldades de relacionamentos, tão estranhas e inaceitáveis aos olhos do mundo, podem ter causa em fatos pretéritos que escapam às nossas lembranças.
* Os familiares difíceis de hoje podem ser cúmplices ou vítimas de nosso passado equivocado. Podemos ter sido seus algozes ou aqueles que, pensando agir por amor, fizemos algo para lhes desviar do bom caminho. Também pode ser Espíritos, irmãos nossos, que nos oferecemos para auxiliar a evoluírem nesta existência.
* Encontramo-nos hoje em nosso grupo familiar não por obra do acaso. Em tudo há sempre a mão e a autorização de Deus.
* Nossa família é uma nova chance de resgate e de reparação. Importante fazer a parte que nos cabe, nessa nobre tarefa que é viver em família. Sejamos dignos, honrando os compromissos que assumimos perante Deus.
* Não importa se vivemos com pai e mãe, apenas com a mãe, ou pai, ou tutor, ou responsável, (tios, avós, madrinhas, padrinhos... cite todos os exemplos de sua sala, são importantes para os evangelizandos saberem que estão inseridos em algum grupo). As pessoas responsáveis pela nossa educação, que nos amam, que nos amparam, são consideradas a nossa família, porque nos auxiliam a evoluir.
Nono momento: o evangelizador deverá escrever a palavra F A M I L Y verticalmente no quadro e perguntar aos evangelizandos se alguém sabe o seu significado.
Resposta: Father And Mother I Love You - (Papai e Mamãe, eu Amo Vocês).
Décimo momento - perguntar:
* Quais são as atitudes que devem ser praticadas em todas as famílias, para que elas sejam mais harmoniosas, saudáveis e felizes? Anotar as respostas no quadro. Exemplos: paciência, amizade, paz, carinho, bom humor, perdão, compreensão, união, respeito, caridade, amor, tolerância, alegria, solidariedade, colaboração.
* Como Seria a Família dos Seus Sonhos? É importante que os evangelizandos justifiquem a resposta, levando-os a refletirem sobre o assunto).
Ao final, lembrar que, devido ao amor do Pai Maior, estamos na família adequada ao nosso crescimento espiritual. E que devemos aprender a amar nossos familiares, respeitando-os e convivendo em harmonia com todos.
Obs.: este é o momento que o evangelizador, usando de sua sensibilidade, poderá conhecer um pouquinho sobre a intimidade dos evangelizandos, e desta forma ajudá-los com esclarecimentos que se façam necessários, ou fazer anotações, para que, posteriormente, em momentos oportunos, possa preparar aulas com temas apropriados às necessidades apresentadas pelos evangelizandos.
Prece de encerramento

Fatos que antecederam a codificação I
Prece inicial
Primeiro momento: os jovens ficam em um círculo e no centro são colocados cinco copos com bandeirinhas que contém as palavras: REENCARNAÇÃO, MATERIALISMO, CETICISMO, PANTEÍSMO E POLITEÍSMO. Porém, para a palavra REENCARNAÇÃO deve haver apenas uma bandeirinha, enquanto que, para as outras palavras deve haver várias bandeiras. A cada jovem é sussurrada uma palavra; mas a palavra REENCARNAÇÃO é dita para a maioria dos jovens, enquanto que as demais palavras são distribuídas para apenas 4 jovens. Então, quando o evangelizador mencionar cada palavra, os jovens devem se levantar e buscar, no centro, nos copos, a bandeirinha correspondente a sua palavra. Assim, quando for dita a palavra REENCARNAÇÃO, a maioria dos jovens levantará e tentará pegar poucas bandeiras.
O objetivo desta atividade é comparar a situação ao ensino dos espíritos quando da codificação da Doutrina Espírita, pois em vários lugares do mundo eram transmitidos os mesmos ensinamentos. Pode-se ler em seguida um trecho da Revista Espírita de Janeiro de 1858, que explica como aconteceram as comunicações que deram origem ao Espiritismo.
Segundo momento: dividir os jovens em grupos e distribuir a cada grupo livros com trechos assinalados acerca de alguns personagens que antecederam o Espiritismo (Joana D'Arc, Swedemborg, Jackson Davies, Irmãs Fox). Após algum tempo de estudo, os jovens devem montar um "Cartão de Visita" (ou um Passaporte) contendo foto do personagem, nome, datas significativas (nascimento, fatos importantes, desencarne), locais (onde nasceram e viveram e onde ocorreu algo significativo), fatos marcantes da vida e a importância do personagem na história do Espiritismo (por que é citado como antecedente do Espiritismo).
Terceiro momento: cada grupo apresenta seu trabalho. Os evangelizadores e outros jovens podem perguntar e acrescentar informações sobre o personagem.
Prece de encerramento
Textos de apoio:
O Livro dos Espíritos
Muitas vezes já nos dirigiram perguntas sobre a maneira por que foram obtidas as comunicações que são objeto de O Livro dos Espíritos. Resumimos aqui, com muito prazer, as respostas que temos dado a esse respeito, pois que isso nos ensejará a ocasião de cumprir um dever de gratidão para com as pessoas que de boa vontade nos prestaram seu concurso.
Como explicamos, as comunicações por pancadas, ou tiptologia, são muito lentas e bastante incompletas para um trabalho alentado; por isso não utilizamos jamais esse recurso: tudo foi obtido através da escrita e por intermédio de diversos médiuns psicógrafos. Nós mesmos preparamos as perguntas e coordenamos o conjunto da obra; as respostas são textualmente, as que foram dadas pelos Espíritos; a maior parte delas foi escrita sob nossas vistas, algumas foram tomadas das comunicações que nos foram enviadas por correspondentes ou que recolhemos para estudo em toda parte onde estivemos: a este efeito, os Espíritos parecem multiplicar aos nossos olhos os motivos de observação.
Os primeiros médiuns que concorreram para o nosso trabalho foram as senhoritas B***, cuja boa vontade jamais nos faltou: este livro foi escrito quase por inteiro por seu intermédio e na presença de numeroso auditório que assistia às sessões e nelas tomava parte com o mais vivo interesse. Mais tarde os Espíritos recomendaram sua completa revisão em conversas particulares para fazerem todas as adições e correções que julgaram necessárias. Essa parte essencial do trabalho foi feita com o concurso da senhoria Japhet, que se prestou com a maior boa vontade e o mais completo desinteresse a todas as exigências dos Espíritos, pois que eram eles que marcavam os dias e as horas para as suas lições. O desinteresse não seria aqui um mérito particular, visto que os Espíritos reprovam todo tráfico que se possa fazer de sua presença: a senhorita Japhet, que é também sonâmbula notável, tinha seu tempo utilmente empregado, mas compreendeu, igualmente, que dele poderia fazer um emprego proveitoso, consagrando-se à propagação da doutrina. Quanto a nós, temos declarado desde o princípio, e nos apraz reafirmar aqui, que jamis pensamos em fazer de O Livro dos Espíritos objeto de especulação, devendo sua renda ser aplicada às coisas de utilidade geral; por isso seremos sempre reconhecidos aos que se associarem de coração, e por amor do bem, à obra a que nos estamos consagrando.
Analisando a história, encontramos inúmeros exemplos de fenômenos espíritas através dos tempos: na Idade Antiga, a aparição do "anjo Gabriel" à Maria, a estrela de Belém que anuncia o nascimento de Jesus aos Magos; na Idade Média, médiuns que foram queimadas como "bruxas"; na Idade Contemporânea, os fenômenos das irmãs Fox e das "Mesas Girantes"; na atualidade, os grupos mediúnicos e a mediunidade de Chico Xavier.
Dentre os inúmeros precursores do Espiritismo, temos:
Joana D `Arc: nascida em Domrémy, na França (1412-1431), de família pobre, de camponeses, foi pastora até os 18 anos. Não sabia ler e escrever, mas dizia-se inspirada por santos e que seu destino era servir de instrumento para libertar sua pátria do domínio dos ingleses. Comandou inúmeros exércitos e, após muitas vitórias, consegue repelir o inimigo, recuperando parte do território francês. Todas as vozes que Joana ouve se referiam a sua grande missão, jamais de puerilidades. Muitos franceses, entretanto, temerosos do respeito e autoridade que Joana exercia, lhe negaram apoio, desencadeando derrotas. Joana foi declarada herege e bruxa e, em 1431, queimada pelos próprios franceses em praça pública.
Swedenborg: nasceu em Estocolmo, Suécia (1688 - 1772). Extraordinariamente culto, era engenheiro de minas, autoridade em metalurgia, engenheiro militar, conhecedor de Física, Astronomia, Zoologia, Anatomia, Finanças e Política, além de ser estudioso da Bíblia e de Teologia. Desde a infância era médium vidente, logo surgindo a clarividência à distância, como no caso de Gothenburg, quando observou e descreveu com exatidão um incêndio em Estocolmo (300 milhas distante), enquanto jantava com 16 convidados. Lançou alguns livros expondo as idéias que lhe surgiam com as visões que tinha de outros planos de existência. Muitos anos antes do surgimento do Espiritismo como doutrina codificada, apresentou inúmeras idéias que mais tarde foram comprovadas pelo Espiritismo.
Andrew Jacson Davies: nascido nos Estados Unidos (1826 - 1910). Desenvolveu sua mediunidade auditiva e clarividência na adolescência. Em 1844, provavelmente em corpo perispirítico, foi transportado de Poughkeepsie (onde residia) às montanhas de Catskill (mais ou menos 55 quilômetros distante). Nessas montanhas encontrou os espíritos de Galeno e Swedenborg, seus mentores. Com o tempo, sua mediunidade aumentou, com fenômenos de xenoglossia (mediunidade poliglota) e mediunidade erudita. Previu a invenção do automóvel, do avião e da máquina de escrever muito antes de surgirem no mundo material, em sua obra "Penetrália". Também previu a manifestação ostensiva dos espíritos, o que aconteceu praticamente no ano seguinte, em Hydesville, com as irmãs Fox.
Irmãs Fox: em Hydesville (pequeno lugarejo próximo a Rochester, estado de New York, EUA) vivia a família Fox: o casal John e Margareth Fox e suas filhas menores Margareth e Kate, com 14 e 11 anos. Certa noite a família resolve investigar estranhos barulhos que aconteciam em sua casa. As filhas resolvem, então, conversar com "quem" estivesse causando os distúrbios: Kate mandava que os ruídos repetissem suas palmas e assim acontecia. Descobriram tratar-se de um espírito conhecido como Charles Kosma, que desejava se comunicar. O espírito batedor conseguiu chamar a atenção de cientistas, investigadores, de muita gente. As três irmãs, Kate, Margareth e Leah eram médiuns.
Fatos que antecederam a Codificação II
Prece inicial
Primeiro momento: iniciar trazendo a discussão do assunto tratado no encontro anterior (Influência dos Espíritos/Mediunidade II), a respeito da tiptologia e sematologia.
Questionar os jovens quanto ao início das manifestações mediúnicas, que desde a antiguidade ocorrem, trazendo exemplos como Joana D’arc, Móises, entre outros. Então, propor a seguinte questão: quando os fenômenos começaram a ser vistos como fatos a serem estudados?
Os evangelizandos devem expor seus conhecimentos prévios a respeito de Allan Kardec e das mesas girantes, e os fenômenos das irmãs Fox.
Segundo momento: escrever no quadro os nomes de Emmanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis e Fenômenos de Hydesville, nesta ordem. Dividir os jovens em 3 grupos e entregar, a cada grupo, um texto.

Texto 1
Emmanuel Swedenborg (Estocolmo - Suécia, 1688-1772)
Foi aluno de Isaac Newton. Tornou-se uma autoridade em mineração, Metalurgia, Engenharia Militar, Astronomia, Física, Zoologia, Anatomia, Economia Política e Finanças. Era um profundo estudioso da Bíblia, um teólogo. Fez também projetos de máquinas voadoras, submarinos, canhões de tiro rápido, bombas de ar e máquinas a vapor. E, ainda mais, escreveu vários poemas em latim. Quando se encontrava no pináculo da carreira científica, abandonou toda aquela posição para dedicar o resto de sua vida à divulgação do espiritualismo, acreditando-se encarregado desta missão, por Deus.
Possuía notável capacidade de clarividência. Achando-se, certa vez, em Gothenburg, percebeu e descreveu fielmente um incêndio que ocorria à distância de 300 milhas, em Estocolmo.
Em Abril de 1744, na cidade de Londres, sentiu o desabrochar de suas faculdades em toda a plenitude: “Na mesma noite — diz ele — o mundo dos espíritos, do céu e do inferno, abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições. Desde então, diariamente o Senhor abria os olhos de meu espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e espíritos” (Opus cit. p. 37).
Swedenborg, após referir-se à sua primeira visão, descreveu o fenômeno de exudação do ectoplasma: “...uma espécie de vapor que se exalava dos poros de meu corpo. Era um vapor aquoso muito visível e caía no chão, sobre o tapete.”
As descrições do mundo espiritual, feitas por Swedenborg, apresentam duas categorias distintas. Uma tem caráter mais místico e metafísico, parecendo, sobretudo, criações de uma mente exaltada de ardor religioso e produto de elaborações subconscientes. A outra mostra notável semelhança com os relatos espíritas mais recentes e parecem resultado de experiências pessoais mediúnicas, durante as quais o sensitivo devia ter estado em contacto direto com o mundo dos espíritos.
Tudo indica que a tarefa atribuída a Emmanuel Swedenborg pelos dirigentes espirituais foi de divulgação dos conhecimentos que adquirisse em contato com o mundo dos espíritos. No entanto, sua mente privilegiada em relação ao nível de inteligência e cultura foi prejudicial em certo sentido, adulterando os resultados do que lhe foi permitido observar nesse mundo além-túmulo, levando-o a querer criar uma teologia própria, não aceitando opiniões contrárias aos seus próprios pontos de vista.
Swedenborg via o mundo espiritual, conversava com os espíritos, recebia deles instruções diretas e, por isso, julgava-se capaz de explicar tudo, sem maiores preocupações. Tornou-se um místico, distanciando-se da experiência científica a que se dedicava anteriormente.
Algumas informações de Emmanuel Swedenborg:
* Somos julgados automaticamente por uma lei espiritual e o resultado é determinado pela soma dos nossos atos durante a vida, de forma que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte tem pouco proveito.
* O mundo para onde se vai depois da morte consiste em várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e felicidade. Cada um de nós irá para aquela que se adapte à nossa condição espiritual.
* Nessas esferas, o cenário e as condições de vida são idênticas às da Terra, assim como a estrutura da sociedade. Existem casas onde vivem famílias, templos onde se praticam cultos religiosos, auditórios onde se realizam reuniões para fins sociais, palácios onde parecem morar os chefes, etc.
* A morte é suave, dada a presença de seres celestiais que ajudam os recém-chegados em sua nova existência. Estes passam imediatamente por um período de repouso e alguns reconquistam a consciência em poucos dias, segundo a nossa contagem de tempo.
* Há anjos e demônios, mas não são de ordem diversa da nossa. São seres humanos que viveram na Terra e que são almas retardatárias, como demônios, ou altamente desenvolvidas, como anjos.
* O homem nada perde, nem se modifica com a morte. Sob todos os pontos de vista, ainda é um homem, porém, mais perfeito do que quando na matéria. Leva consigo seus hábitos adquiridos, preocupações e preconceitos.
* Todas as crianças são recebidas igualmente, sejam batizadas ou não. Crescem no outro mundo. Jovens lhes servem de mães até chegarem suas mães verdadeiras.
* Não há penas eternas. Os que se acham no inferno podem trabalhar para sua saída, desde que sintam vontade. Os que se acham no céu trabalham por uma posição mais elevada.
* Aqueles que saem da Terra velhos, decrépitos, doentes e deformados recuperam a juventude e o completo vigor. Os casais continuam juntos se os seus sentimentos recíprocos os atraem, caso contrário, a união fica desfeita.
Texto 2
Andrew Jackson Davis (Margens do rio Hudson - EUA, 1826-1910)
Jackson Davis descendia de família humilde. Consta que sua mãe era uma pessoa vulgar, inculta e supersticiosa, enquanto seu pai era um alcoólatra, tendo Davis recebido uma educação bastante elementar. Sua faculdade mediúnica desabrochou quando tinha apenas 17 anos. Primeiro desenvolveu a audiência. Ouvia vozes que lhe davam bons conselhos. Depois, surgiu a clarividência, tendo notável visão, quando sua mãe morreu. Viu ele uma belíssima região muito brilhante, que supôs fosse o lugar para onde teria ido sua mãe. Mais tarde manifestou-se outra faculdade muito interessante e muito rara: a de ver e descrever o corpo humano, que se tornava transparente aos seus olhos espirituais. Dizia ele que cada órgão do corpo parecia claro e transparente, mas se tornava escuro quando apresentava enfermidade.
Na tarde de 6 de março de 1844, deu-se, com Davis, um dos mais extraordinários fenômenos, o do transporte. Foi ele tomado por uma força estranha que o fez voar, provavelmente em corpo perispirítico, da cidade de Poughkeepsie a Catskill, cerca de quarenta milhas de distância. Quando voltou à consciência, encontrava-se entre montanhas agrestes e aí, disse ele posteriormente, encontrou-se com dois anciões que identificou como Cláudio Galeno e Swedenborg. Dois espíritos, portanto, com os quais entrou em íntima e elevada comunhão, uma sobre medicina (Galeno havia sido médico e filósofo na Grécia, mais ou menos no século 11 d.C., e seu nome tornou-se sinônimo de médico) e outra sobre moral. Em suas visões espirituais viu quase tudo o que Swedenborg descreveu sobre o plano espiritual (abramos aqui um parêntese para dizer que, por ocasião do seu transporte às montanhas de Catskill, identificou Galeno e Swedenborg como seus mentores espirituais).
Em seu caderno de notas, encontrou-se a seguinte passagem datada de 31 de março de 1848: “Esta madrugada, um sopro quente passou pela minha face e ouvi uma voz, suave e forte, a dizer: irmão, um bom trabalho foi começado – olha! Surgiu uma demonstração viva. Fiquei pensando o que queria dizer aquela mensagem”. Ao que parece, este aviso fazia menção aos fenômenos de Hydesville, pois foi exatamente nessa data, numa sexta-feira, que se estabeleceu o início da telegrafia espiritual, através da menina Kate Fox.
Outra coisa curiosa a respeito de Davis era que, quando estava em transe e alguém lhe fazia uma pergunta séria e objetiva, ele dizia: "Responderei a isso em meu livro". Ao completar 19 anos de idade, concluiu ter chegado o momento de escrever o livro que inconscientemente anunciava. Foi então escolhido para ele um novo magnetizador, Dr. Lyon, e a partir desse dia, quando entrava em transe magnético sonambúlico, falava corretamente a língua hebraica e demonstrava profundo conhecimento de geologia, de arqueologia histórica e bíblica, de mitologia, da origem e das afinidades das línguas e da marcha da civilização entre as várias nações da Terra. Os conhecimentos demonstrados eram de tal nível que fariam honra a qualquer estudioso, já que era como se tivesse consultado todas as bibliotecas da cristandade para alcançá-los.
É preciso considerar que Davis deixara o banco de sapateiro, sua profissão, dois anos antes e que ele, quando em estado normal, continuava totalmente ignorante e muito lento de entendimento e inteligência.
Seu desenvolvimento psíquico continuou e, aos 21 anos de idade, não necessitava mais ser magnetizado para entrar em transe. A partir dessa época, registraram-se com ele fatos importantes, como descrever com todos os detalhes, ao assistir a morte de uma senhora, de que forma se processou o fenômeno da desencarnação e o desligamento do perispírito do corpo que perdia a vida, além do encontro da desencarnante com as entidades espirituais que a esperavam do "outro lado", falando exatamente o que dizem hoje espíritos como André Luiz e outros autores.
Ele também fez profecias e sua força profética ficou indiscutivelmente comprovada pelo acerto de suas previsões, já que, antes de 1856, ele previu o aparecimento do automóvel e da máquina de escrever, conforme consta em seu livro Penetrália.
Quanto ao Espiritismo, Andrew Jackson Davis registrou no livro Princípios da Natureza, publicado em 1847: "É verdade que os espíritos se comunicam entre si quando um está no corpo e outro em esferas mais altas e, também, quando uma pessoa em seu corpo é inconsciente do influxo que recebe e, assim, não se pode convencer do fato. Não levará muito tempo para que essa verdade se apresente como viva demonstração. E o mundo receberá com alegria o surgimento dessa era ao mesmo tempo em que o íntimo dos homens será aberto e será estabelecida a comunicação espírita, tal qual a desfrutam os habitantes de Marte, Júpiter e Saturno".
Texto 3
Fenômenos de Hydesville
Historicamente o Espiritismo surgiu a partir dos fenômenos de movimentação de objetos, verificado em diferentes países, na Europa e na América.
O marco de tais acontecimentos, todavia, foram as manifestações ocorridas na aldeia de Hydesville, no condado de Wayne, perto de New York, Estados Unidos da América. Ali morava a família Fox, composta de seis crianças, das quais duas viviam com os pais; os Fox se estabeleceram na casa desde 1846.
Na noite de 28 de março de 1848, nas paredes de madeira do barracão de John Fox, começaram a soar pancadas incômodas, perturbando o sono da família, toda ela metodista. As meninas Katherine (9 anos), e Margareth (12anos), correram para o quarto dos pais, assustadas com os golpes fortes na parede e no teto do seu quarto.
As pancadas ou "raps" começaram nesta noite; depois ouvia-se o arrastar de cadeiras e, com o tempo os fenômenos tornara-se mais complexos: tudo estremecia, os objetos se deslocavam, havia uma explosão de sons fortes.
Três noites seguidas, até 31 de março de 1848, os fenômenos se repetiram intensamente, impedindo que os Fox conciliassem o sono. O Sr. Fox deu buscas completas pelo interior e pelo exterior da casa, mas nada encontrou que explicasse as ocorrências.
A menina Kate um dia, já um tanto acostumada com o fenômeno, pôs-se a imitar as pancadas, batendo com os dedos sobre um móvel, enquanto exclamava em direção a origem dos ruídos: " Vamos Old Splitfoot, faça o que eu faço". Prontamente as pancadas do "desconhecido" se fizeram ouvir, em igual número, e paravam quando a menina também parava.
Margareth, brincando disse: "Agora faça o mesmo que eu: conte um, dois, três, quatro", e ao mesmo tempo dava pequenas pancadas com os dedos, foi-lhe plenamente satisfeito esse pedido, deixando a todos estupefatos e medrosos.
As meninas Fox eram protestantes e supunham tratar-se do demônio e chamavam o batedor de Mr. Splitfoot, ou seja, senhor pé de bode. A família estava alarmada, logo a notícia se espalhou, vizinhos e curiosos vinham visitá-las. Mr. Duesler, um vizinho, idealizou, então, o alfabeto para poderem traduzir as pancadas e compreenderem o que dizia o invisível.
O batedor invisível, apoiado neste alfabeto improvisado, contou a sua história: Chamava-se Charles Rosma; fora um vendedor ambulante e, hospedado naquela casa pelo casal Bell, ali o assassinaram para roubar-lhe a mercadoria e o dinheiro que trazia, o seu corpo fora sepultado no porão. Deram buscas no local indicado e acharam tábuas, alcatrão, cal, cabelos, ossos, utensílios.
Uma criada dos Bells, Lucrétia Pulver, declara que viu o vendedor e o descreve: diz como ele chegara à casa e refere o seu misterioso desaparecimento. Uma vez, descendo à adega, seu pé enterrou-se num buraco, e como falasse isto ao patrão, ele explicou que deveria ser ratos; e foi apressadamente fazer os reparos necessários. Ela vira nas mãos dos patrões objetos da caixa do ambulante.
Arthur Conan Doyle, no livro "História do Espiritismo", relata que cinqüenta e seis anos depois foi descoberto que alguém teria sido enterrado na adega da casa dos Fox. Ao ruir uma parede, crianças que por ali brincavam descobriram um esqueleto. Os Bells, para maior segurança, haviam emparedado o corpo, na adega, onde inicialmente o haviam enterrado.
Em 25 de novembro de 1904, o Jornal de Boston noticiava que o esqueleto do homem que possivelmente produziu as batidas, ouvidas inicialmente pelas irmãs Fox, fora encontrado e, portanto, as mesmas estavam livres de qualquer dúvida com respeito à sinceridade delas na descoberta da comunicação com os espíritos.
Diversas comissões se formaram na época dos acontecimentos com a finalidade de estudar os estranhos fenômenos e desmascarar a fraude atribuída às Fox. Verificou-se que eles ocorriam na presença das meninas; atribuiu-se-lhes o poder da mediunidade. Nenhuma comissão, todavia, conseguiu demonstrar que se tratava de fraude. Os fatos eram absolutamente verdadeiros embora tivessem submetido as meninas aos mais rigorosos e severos exames, atingindo as vezes as raias da brutalidade. A igreja as excomungou como pactuantes do demônio. Foram acusadas de embusteiras, ameaçadas fisicamente muitas vezes.
Em 1888, ao comemorar os 40 anos dos fenômenos de Hydesville, Margareth Fox, iludida por promessas de favores pecuniários feitas pelo cardeal Maning faz publicar uma reportagem no New York Herald que afirmava que os fenômenos que realizaram eram fraudulentos. Todavia, no ano seguinte, arrependida de sua falta de honestidade para com o Espiritismo, reúne grande público no salão de música de New York e retrata-se de suas declarações anteriores, não só afirmando que os fenômenos de Hydesville eram verdadeiros, como provocando uma série de fenômenos de efeito físico no salão repleto de espectadores.
A retratação foi publicada na época. Consta no jornal americano The New York Press, de 20 de fevereiro de 1889. Como, porém, a lealdade e a sinceridade não são requisitos dos espíritos apaixonados, ainda hoje, quando se quer denegrir a fonte do moderno Espiritismo, vem à tona a confissão das moças. Na retratação não se toca, ou quando se toca é para mostrar que não há no que confiar. Os pormenores ficam de lado.

OBS: Cada grupo, após a leitura, deve apresentar as características específicas que se destacadaram em cada texto, trazendo pontos importantes e relacionando os três textos.
As relações principais que enfatizamos foi à ligação de Emmanuel Swedenborg com Andrew Jackson Davis, destacando as datas de nascimento e desencarne e a previsão de Andrew Jackson Davis a respeito dos fenômenos das irmãs Fox, na mesma noite em que os fenômenos ocorreram.
Terceiro momento: encerramos a discussão, enfatizando a influência do que foi estudado nos posteriores estudos de Allan Kardec e na codificação, que pode ser o tema do próximo encontro.
Prece de encerramento

Ficar ou namorar
Prece inicial
Primeiro momento: técnica Baile de Máscaras.
Preparar o ambiente da sala com clima de salão de festas, com música. Pode-se colocar uma música espírita alegre. Não colocar músicas que incentivem a sensualidade.
Entregar materiais para uma caracterização: roupas de palhaços, figurinos antigos, máscaras alegres, fantasias, lenços, faixas coloridas, cintos. Deixar os evangelizandos livres para criar seu personagem, enquanto ouvem a música. As máscaras poderão ser feitas conforme sugestões expressas no quinto momento.
Convidá-los para participarem de um baile de máscaras. Se a aula for à noite, pode-se diminuir as luzes do centro, deixando alguma outra fonte de luz, tipo um abajur ou velas. A caracterização do ambiente fica a cargo do responsável pela aula.
Para que esta técnica seja bem aplicada é preciso boa disposição dos evangelizadores incentivando os evangelizandos a participarem alegremente da atividade. Se for necessário, os jovens podem ser alertados sobre o respeito perante o colega e o local onde se encontram.
Pedir que os jovens se organizem dois a dois, e dancem ao som da música. No momento em que parar a música, todos devem trocar de par. Quem ficar sem par vai ter que tirar uma foto com pose engraçada. O evangelizador também pode tirar uma foto do grupo logo após a caracterização, pois esse material é riquíssimo para relembrar bons momentos com nossos jovens.
Segundo momento: organizar o grupo em semicírculo e conversar sobre a relação entre ficar e o baile de máscaras.
Como eles se sentiram, se se divertiram;
Se a máscara proporcionou que eles se sentissem mais à vontade;
Na idade média, quando a corte europeia tinha o hábito de realizar grandes bailes com fantasias e máscaras, era muito comum que as pessoas trocassem de personalidade: princesas que trocavam de lugar com suas criadas para conseguir despistar o rei para que ele não soubesse que ela "estava ficando" com o jovem plebeu... e muitas outras histórias como esta.
Será que as pessoas teriam coragem de trocar de personalidade sem a utilização de máscaras?
Qual a época do ano em que as pessoas ainda mantém essa ideia de ilusão dos bailes de máscaras? No carnaval, quando muitos ainda pensam que nessa época eles estão brincando e tem que aproveitar, sem responsabilidade por seus atos, pois é a única época do ano em que eles podem esquecer quem são e brincar...
Será que podemos esquecer quem somos?
Terceiro momento: falar sobre responsabilidade perante si e os outros. Sabemos que temos responsabilidades com nosso corpo e com nossas atitudes, mas alguém sabe as consequências que podem trazer um "ficar"?
1. Podemos deixar alguém apaixonado e sofrendo por não ter nosso afeto. Perguntar se eles conhecem alguém que ficou e depois sofreu por ter se apaixonado por esta pessoa que não lhe retribuiu o afeto. Infelizmente há muitos casos. O evangelizador pode levar casos de reportagens curtas para ler em aula.
2. A realidade de Espíritos que se aproximam apenas para aproveitar os fluídos físicos, para sugar as energias como vampiros. Lembrar que isso não acontece se a aproximação do casal ocorre através de uma relação verdadeira de amor.
3. Os próprios cuidados com relação ao corpo, pois quando você “fica” com alguém sem saber direito quem é essa pessoa, também não sabe que hábitos ela tem. Pode pegar alguma doença ou ter uma desagradável surpresa de ficar com alguém que bebeu ou usou drogas, e essas substâncias vão para seu corpo.
Obs.: através do namoro, podemos conhecer a pessoa com a qual estamos nos relacionando, seus gostos, atitudes e valores, coisa que não acontece quando “ficamos” com alguém, em uma escolha momentânea e sem reflexão.
Quarto momento: falar a respeito das máscaras de cada um. Exemplificar com: jovens bonzinhos em casa que são ladrões e causam tumultos na rua; jovens que escondem sua tristeza debaixo da cara de uma pessoa feliz ; amigos falsos; jovens que usam drogas para enfrentar as dificuldades ou ter coragem.
Será que sabemos reconhecer quando usamos máscaras?
Será que precisamos delas? Por quê?
Obs.: é importantíssimo que o evangelizador tenha paciência para fazer as perguntas, induzindo a um diálogo fraterno. Não deve dar respostas prontas, mas ensinar a ver as possibilidades para que possam saber escolher a melhor para eles, lembrando que toda escolha tem consequências.
Quinto momento: pedir que olhem a máscara que usaram para o baile (de papel sulfite). Essa máscara é dupla e podemos destacar e ver as duas partes de que são feitas: um lado de papel laminado prata, para dar efeito de espelho, e o outro com uma frase sobre amor e comportamento.
Veja abaixo sugestões de frases:
"Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor." Vladimir Maiakovski
"É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado." Madre Teresa de Calcutá
"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção." Antoine de Saint-Exupéry

"Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós". Jesus
"Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas me convém". Paulo de Tarso
Sexto momento: sugerir que eles levem para casa a máscara para refletir durante a semana acerca da frase.
Prece de encerramento

Grupo familiar
Prece inicial
Objetivo: que o jovem reconheça através da dinâmica proposta o seu papel no núcleo familiar.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica: utilizando-se de frases da apostila FERGS (ver abaixo), Módulo III, encontro XIII, anexo I, sugerimos a seguinte atividade:
1º) Recortar cada questão em tirinhas uniformes, logo após, cortar cada tirinha em duas ou três partes;
2º) Distribuir a cada evangelizando, de forma aleatória, um fragmento destas tirinhas. O mesmo deverá encontrar aquele(s) que complemente(m) a sua tirinha, formando a frase. Cada dupla ou grupo assim formado deve discutir se a assertiva formada é "verdadeira" ou "falsa".
3º) Após todas as questões serem respondidas por todos, ser-lhe-ão entregues o 1º e o 2º parágrafo do item 8 do cap. XIV do ESE. Com base na leitura que farão desse material, avaliarão e compreenderão melhor as suas respostas.
4º) No grande grupo discutir a finalidade do jovem estar em um grupo familiar, utilizando-se do material de apoio do livro "Adolescência e Vida" de Divaldo P. Franco, cap. IV.
Far-se-á a leitura entre todos, discutindo a importância de cada parágrafo e a respectiva aplicabilidade dele em nosso grupo familiar.
Segundo momento - conclusão: dar-se-á por concluído o trabalho quando os jovens compreenderem que não são apenas os laços consangüíneos que ligam os espíritos, mas também os espirituais, e que cabe ao jovem contribuir para uma harmoniosa relação no grupo familiar no qual está incluído
NOTA: Foi feita uma montagem com alguns capítulos do material de apoio (livro Adolescência e Vida - Divaldo P. Franco) para melhor compreensão dos jovens.
Frases:
1 - Todas as famílias são iguais.
2 - As famílias se formam por acaso.
3 - As famílias se formam apenas com espíritos simpáticos uns aos outros.
4 - Todos nós podemos escolher nossas famílias antes de reencarnar.
5 - As famílias são planejadas no mundo espiritual.
6 - Os laços de sangue é que unem os espíritos.
7 - Os verdadeiros laços filiais não começam com o nascimento, nem são destruídos com a morte.
8 - O lar é o primeiro núcleo onde devemos exercer a fraternidade.
9 - Todas as famílias são formadas por laços espirituais.
10 - Existem famílias ligadas apenas por laços corporais.
Prece de encerramento
Bibliografia:
ESE - Cap. XIV, 1º parágrafo; Item 3 e item 8, 1º e 2º parágrafo;
Adolescência e Vida - Divaldo P. Franco, cap. IV.

Importância do corpo físico
Prece inicial
Nota ao evangelizador: importante oportunizar aos jovens que, no decorrer dos encontros, optem por um tema, o qual será abordado, geralmente, ao final de cada mês. No mês de abril nos foi sugerido o tema: "Por que as pessoas só querem fazer dietas?"
Tendo em vista a particularidade da sugestão resolvemos ampliá-la através do tema "A importância do corpo físico" (para o cumprimento da nossa tarefa nesta encarnação à luz da Doutrina Espírita). Com essa idéia buscamos mostrar ao jovem que antes dos padrões impostos pela mídia há um espírito que habita um corpo, e que este lhe é veículo para evoluir, como também acerca de sua individualidade e fragilidade frente aos excessos e desvios.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica a utilizar: construir-se-á no chão um caminho de um metro à um metro e vinte centímetros de largura, com algumas curvas. Esse caminho já deverá estar, de preferência, desenhado antes do encontro.
Logo após a prece de abertura do encontro, expomos o tema e comentamos sobre a nossa permanência no planeta.
Sabemos que viemos para evoluir, porém, não sabemos especificamente o que cada um tem a desenvolver, diante disso, perguntar aos evangelizandos quais as condições que devemos ter para uma vida saudável aqui na Terra?
Prováveis respostas: família, leituras edificantes, amigos, religiosidade, etc.
As respostas dadas pelos jovens deverão ser escritas dentro do caminho (desenho no chão).
O evangelizador deixará a disposição dos jovens balões (bexiguinhas) que deverão ser escolhidas e infladas pelos mesmos, pois este material será a representação do corpo físico.
Segundo momento: com o caminho pronto a ser trilhado, solicitar um primeiro voluntário, explicando como funcionará a brincadeira. Neste momento o evangelizador amarrará com uma linha a bexiguinha ao tornozelo do evangelizando, que deverá trilhar o caminho até o fim respeitando os limites laterais do mesmo. Enquanto faz o caminho, seus colegas tentarão estourar seu balão. Caso contrário, completará a tarefa.
Para dar mais emoção à dinâmica, o jovem deverá fazer o percurso de olhos vendados, e para guiá-lo escolherá "dois protetores", que podem ser os pais e o anjo da guarda. Eles o guiarão pelo caminho certo e utilizar-se-ão das seguintes palavras de comando: direita / esquerda / em frente.
Todavia, os demais colegas também aproveitar-se-ão desses recursos (voz de comando) para atrapalhar e desviar o jovem do caminho, representando a mídia mal-intencionada e as más influências.
No caso de ter seu balão estourado, retira-se a venda do jovem, sendo a vez de outro evangelizando, que escolherá seus protetores e começará a trilhar seu caminho.
Terceiro momento: sugerimos que o evangelizador trilhe também o caminho, mas antes o mesmo dirá aos jovens que é "auto-suficiente", e não precisa de ninguém para completar o percurso, e sem nenhuma ajuda tenta realizá-lo. Depois do evidente fracasso do seu intento, visto estar de olhos vendados, dialogar sobre o assunto.
Obs: para dificultar um pouco poderemos utilizar os seguintes recursos:
1º) Como protetores um menino e uma menina;
2º) Um balão em cada tornozelo;
3º) Manter os protetores em um ponto fixo;
4º) Ninguém (de fora) deverá invadir os limites do caminho.
Prece de encerramento

Influência dos Espíritos/Mediunidade
Prece inicial:
O evangelizador deverá trazer para aula, um jogo da memória com os seguintes conceitos:
Médiuns Especiais – Dotado de aptidões mediúnicas particulares que ainda não foram definidas.
Sematologia – Comunicação dos Espíritos pelo movimento dos corpos inertes.
Médium vidente – Aquele que vê os Espíritos.
Tiptologia – Linguagem por pancadas.
Mediunidade – Faculdade dos médiuns.
Pneumatografia – Escrita dos espíritos sem a mão do médium.
Psicofonia – Comunicação do Espírito pela voz do médium.
Erraticidade – Estado do espírito, não encarnado, no intervalo de suas existências.
Psicografia – Escrita dos espíritos pela mão de um médium.
Médium – Intermediário na comunicação entre espíritos encarnados e espíritos desencarnados.
Perispírito – Envoltório semimaterial do Espírito.
Médiuns Naturais – Aqueles que ignoram possuir faculdades mediúnicas.
Médium Audiente – Aquele que escuta os Espíritos.
Obsessão – Domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.
Pneumatofonia – Voz dos Espíritos sem o concurso do médium.
Primeiro momento: explicar as regras do jogo: ao virar duas cartas, o jovem terá que pensar se a resposta era correta. Mesmo que a resposta estiver correta, se ele disser que as cartas não formam pares, vira-se às cartas, passando a vez ao colega do lado. A cada par correto, fazer comentários a respeito do conceito.
Obs.: para iniciar o jogo as cartas deverão ser embaralhadas.
Segundo momento: ao final do jogo e das discussões, propomos aos jovens se dividirem em 4 grupos e, em consulta ao Livro dos Médiuns, pesquisar os temas que eram menos conhecidos pelo grupo: sematologia, tiptologia, pneumatografia, pneumatofonia.
Cada grupo fez suas anotações, e se prepararam para falar sobre seu tema, atividade esta que ficou pendente para o próximo encontro.
Prece de encerramento

Jesus
Prece inicial
Este encontro não tem uma técnica especial, senão de pesquisa. Baseia-se numa proposta de Pedagogia por projetos, abordagem de Portugal.
Iniciamos com muitas imagens de Jesus colocadas no chão. Cada jovem deveria olhar alguns segundos para as imagens e, em seguida, escolher aquela que chamou mais sua atenção. Depois que cada um pegou a sua, os jovens falaram o porquê de terem escolhido aquela imagem.
Depois disso montamos uma teia de pesquisa: com papel pardo, escrevemos JESUS no centro, e todas as questões saíram daí.

É importante salientar que essa teia é uma teia de pesquisa. Por essa razão, nela vão estar registrados conhecimentos prévios e dúvidas, levantados pelos evangelizandos (provocados pelo evangelizador quando necessário), sejam esses conhecimentos verdadeiros ou não. Por exemplo, em nosso encontro, tivemos jovens que disseram que Jesus ressuscitou. Mesmo sendo contrário ao que explica a Doutrina Espírita, escrevemos na teia como hipótese.
Todas as hipóteses e perguntas trazidas na teia serão aceitas ou refutadas a partir de exploração de texto teórico. Isso deve ser combinado com os jovens. Os jovens trarão os textos? Os evangelizadores? Que obras podemos consultar? Sugerimos que sejam disponibilizadas várias obras espíritas que tratam sobre o tema Jesus como, por exemplo, O Evangelho segundo o Espiritismo, Estudos Espíritas do Evangelho (Terezinha de Oliveira), entre outros.
A partir da leitura, esquematizada com a teia, os jovens poderão pintar de alguma cor as idéias que se comprovam, e marcar com um “X” as idéias que não se comprovam. E devem ser acrescentadas à teia as novas descobertas sobre o tema.
Veja a seguir um exemplo de teia inicial de estudo, sobre a qual foi realizada o encontro.

Prece de encerramento

Jesus - Parábola dos Talentos
Esta aula foi enviada pela evangelizadora Tania Stidwill, do Centro Espírita Allan Kardec, Winterthur/Suíça. Outras sugestões de atividades você encontra no site www.ceeak.ch
Prece inicial
Primeiro momento: desenvolver o Jogo do Leilão (adaptado do livro Grammar Games de Mario Rinvolucri, Cambridge University Press).
Conheça as regras e como jogar o jogo.
Jogo do Leilão
1. Os evangelizandos, divididos em três grupos, receberão cheques de quantias diferentes: R$ 5.000,00 R$ 2.000,00, R$ 1.000,00 e uma folha com todos os bens a serem leiloados.
2. Cada grupo decidirá quanto estará disposto a pagar por cada “ bem” e anotará a sua oferta na coluna de orçamento de acordo com as suas possibilidades.
3. A evangelizadora escolhe um dos “bens” e inicia o leilão.
4. Cada grupo deverá mostrar a oferta, previamente discutidas e escritas, no letreiro (feito de um círculo de cartolina, colado em um palito de picolé – no formato de um pirulito redondo).
5. O grupo que oferecer mais será o dono do “bem” que foi leiloado, devendo assim marcá-lo na coluna de comprado.
6. No final do jogo discutir sobre as escolhas dos “bens”, o porquê das escolhas e outros questionamentos que poderão surgir como:
- refletiram sobre os “bens” a serem comprados?
- valorizaram o que receberam?
Obs.: o evangelizador deverá fazer o modelo de cheque de acordo com o utilizado no seu país.
Veja a lista dos bens a serem leiloados (que pode ter menos itens, conforme o tempo de aula).

Bens Orçamento Comprado
Dinheiro
Esperança
Progresso
Amizade
Autoridade
Cultura
Experiência
Conforto
Habilidade
Conhecimento Espírita
Poder
Inteligência
Trabalho
Gratidão
Prestígio

Segundo momento: explicar o significado da palavra parábola.
Terceiro momento: narrar a Parábola dos Talentos, que Jesus contou.
Parábola dos Talentos
O Senhor da Terra, partindo, em caráter temporário, para fora do mundo, chamou três dos seus servos e, considerando a capacidade de cada um, confiou-lhes alguns dos seus próprios bens, a título de empréstimo, participando-lhes que os reencontraria, mais tarde, na Vida Superior...
Ao primeiro transmitiu o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade e o Prestígio: ao segundo concedeu a Inteligência e a Autoridade, e ao terceiro entregou o Conhecimento Espírita.
Depois de longo tempo, os três servidores compareceram diante do Senhor para as contas necessárias.
O primeiro avançou e disse:
- Senhor, cometi muitos disparates e não consegui realizar-te a vontade, que determina o bem para todos os teus súditos, mas, com os cinco talentos que me puseste nas mãos, comecei a cultivar, pelo menos com pequeninos resultados, outros cinco, que são o Trabalho, o Progresso, a Amizade, a Esperança e a Gratidão, com alguns dos companheiros que ficaram no mundo... Perdoa-me, ó Divino Amigo, se não pude fazer mais!...
O Senhor respondeu tranqüilo:
- Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção... Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.
Veio o segundo e alegou:
- Senhor, digna-te desculpar a incapacidade... Não te pude compreender claramente os desígnios que preceituam a felicidade igual para todas as criaturas e cometi lastimáveis enganos... Ainda assim, mobilizei os dois valores que me deste e, com eles, angariei outros dois que são a Cultura e a Experiência para muitos dos irmãos.
O Excelso Benfeitor replicou, satisfeito:
- Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção... Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.
O terceiro adiantou-se e explicou:
- Senhor, devolvo-te o Conhecimento Espírita, intocado e puro, qual o recebi de Ti. O Conhecimento Espírita é Luz, Senhor, e, com ele, aprendi que a tua Lei é bastante justa, atribuindo a cada um conforme as próprias obras. De que modo usar a lâmpada assim, brilhante e viva, se os homens na Terra estão iludidos e cegos? Como empregar o clarão de tua verdade sem ferir ou incomodar? E como incomodar ou ferir, sem trazer deploráveis conseqüências para mim próprio? Sabes que a Verdade, entre os homens, cria problemas onde aparece... Em vista disso, tive medo de Tua Lei e julguei como sendo a medida mais razoável para mim o acomodar-me com o sossego de minha casa... Assim pensando, ocultei o dom que me recomendaste aplicar e restituo-te semelhante riqueza, sem o mínimo toque de minha parte!...
O Sublime Credor, porém, entre austero e triste, ordenou que o tesouro do Conhecimento Espírita lhe fosse arrancado e entregue, de imediato, aos dois colaboradores diligentes que se encaminhariam para a Terra, de novo, declarando, incisivo:
- Servo infiel, não existe para atua negligência outra alternativa senão a de recomeçares toda a tua obra do princípio...
- Senhor!... Senhor!... - suplicou o servo displicente. - Deste aos meus companheiros o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade, o Prestígio, a Inteligência e a Autoridade, e a mim concedeste tão-só o Conhecimento Espírita... Como fazes cair sobre mim todo o peso de tua severidade?
O Senhor, entretanto, explicou, brandamente:
- Não desconheces que te atribuí à luz da Verdade como sendo o bem maior de todos. Se ambos os teus companheiros não acertaram em tudo, é que lhes faltava o discernimento que lhes podia ter ministrado, através do exemplo, de que fugiste por medo da responsabilidade de corrigir amando, trabalhando e instruindo... Escondendo a riqueza que te emprestei, não só te perdeste pelo temor de sofrer e auxiliar, como também prejudicaste a obra deficitária de teus irmãos, cujos dias no mundo teriam alcançado maior rendimento no Bem Eterno, se houvessem recebido o quinhão de amor e serviço, humildade e paciência que lhe negaste!...
- Senhor!... Senhor!... porquê - soluçou o infeliz - porque tamanho rigor, se a tua Lei é de Misericórdia e Justiça.
Então, os assessores do Senhor conduziram o servo desleal para o recomeço dos trabalhos, esclarecendo a ele que a Lei, realmente, é disciplina de Misericórdia e Justiça, mas com uma diferença: para os ignorantes do dever a Justiça chega pelo alvará da Misericórdia; mas, para as criaturas conscientes das próprias obrigações, a Misericórdia chega pelo cárcere da Justiça.
Fonte: XAVIER, F. C. Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1974. (íntegra do Capítulo IV, com algumas modificações).
Quarto momento - perguntar:
O que são talentos? Podemos entender como sendo as aptidões que desenvolvemos e as oportunidades que vamos merecendo, de acordo com o nosso esforço na seara do bem. Todos recebemos muitos talentos: o corpo, a inteligência , a reencarnação atual, as oportunidades de servir, etc. Temos que usar os talentos para o bem. Enterrar os talentos é ter má vontade, preguiça, não querer estudar e aprender, não fazer o bem. Deus nos confiou muitos talentos e temos que utilizá-los para o nosso adiantamento moral, espiritual e intelectual, bem como da humanidade.
Quinto momento: conversar sobre a valorização e o bom uso que devemos fazer dos nossos talentos, lembrando que todos nós os possuímos.
Prece de encerramento: agradecer os talentos que temos, propondo-se a utilizá-los para o bem.

Jesus - Parábolas e diálogos
Prece Inicial
Objetivo: mostrar aos jovens os meios que Jesus utilizava para transmitir os seus ensinamentos: Parábolas, Sermões, Diálogos.
Primeiro momento - Corrida dos Garçons, utilizando as parábolas Primeiros Lugares e Óbulo da Viúva. O evangelizador deve distribuir pequenas tiras de papel em branco aos evangelizandos, solicitando que eles escrevam o que gostariam de doar em prol do "Movimento Espírita" (doação fictícia, não necessariamente financeira). Logo após, recolher as doações (papeizinhos) e colocá-las em uma caixinha.
Posteriormente, dividir o grupo em duas ou três equipes. Sobre uma mesa, no fundo da sala, colocar jarras de água e bandejas com copos descartáveis, juntamente com garrafas de refrigerante vazias (600 ml), que deverão estar com algumas marcas de nível por fora (vide figura). As jarras, bandejas e garrafas devem ser em igual número que as equipes, e o número de copinhos igual ao número de evangelizandos.
Explicação da dinâmica Corrida dos Garçons. Um dos integrantes de cada equipe escreve no quadro negro seu nome e o que deseja melhorar em si (o que deve ser trabalhado em sua reforma íntima). Logo após, pega uma jarra (a que pertence a sua equipe e que deverá estar com água) e coloca água na garrafa (de refrigerante), respeitando o nível mínimo marcado na mesma. Fecha a garrafa e a coloca sobre a bandeja juntamente com um copinho (descartável e vazio) conduzindo-os até o outro lado da sala onde o aguarda a sua equipe. Lá chegando, escolhe um dos componentes da equipe que será servido por ele.
O que for servido deve beber todo o conteúdo do seu copo e logo após, de posse da bandeja, irá até o ponto de partida onde ocupará o lugar de servido, repetindo a rotina do colega anterior até que todos os integrantes sirvam e sejam servidos.
Para realizar essa atividade as equipes (todas) deverão começar juntas (ao mesmo tempo) a atividade. A trajetória que farão até o outro lado da sala possui alguns obstáculos.
O primeiro obstáculo são cadeiras em forma de "zigue-zague", representando dificuldades. O segundo obstáculo é uma corda que os evangelizandos deverão passar por cima (a corda deve estar previamente estendida e com 30 a 40 centímetros de altura do chão). Sugestão: utilizar as pernas das cadeiras para arrumar as cordas que representam o orgulho, sobre o qual os jovens devem passar por cima (sentido figurado).
O terceiro obstáculo é a passagem dos jovens por baixo de uma segunda corda que representa os bons conselhos, para os quais devem "baixar a cabeça" (humildade). Essa corda deverá estar de 1 metro a 1,20 m do chão, podendo ser amarrada no encosto da cadeira.
Após passar pelas duas cordas, o evangelizando deve pisar em três círculos desenhados no chão, onde estão escritas as seguintes palavras: Materialismo, Inveja e Egoísmo. Somente depois de passar por todos esses obstáculos, cada jovem estará apto a servir um dos integrantes de sua equipe.
Observações acerca da dinâmica:
• A bandeja deverá ser conduzida com as duas mãos, mas em nenhum momento pode o jovem na ida colocar uma das mãos sobre os copos ou a garrafa. Se algo cair da bandeja o jovem deve voltar ao ponto de partida e recomeçar o percurso novamente.
• A garrafa deverá estar com água pelo menos até o nível mínimo.
• O jovem que for servido, ao retornar ao ponto de partida, não precisará passar pelos obstáculos.
• A garrafa após ser cheia (até a tarja mínima), deverá manter-se fechada tanto na ida, como na volta do percurso.
• Se ao servir o seu companheiro, sobrar água na garrafa, o evangelizando servido deverá esvaziá-la na jarra e logo repetir a mesma seqüência do colega anterior.
• A prova chegará ao final quando todos servirem e forem servidos. Os obstáculos deverão ser iguais para todas as equipes e por sua vez ganhará a equipe que concluir primeiro.
• Material: jarras, bandejas, garrafas vazias de refrigerante de 600ml, fita isolante, copos descartáveis (cafezinho), barbante (corda), cadeiras e giz.
• Tempo aproximado para 12 evangelizandos: 15 minutos.
Segundo momento: após realizada a atividade, trazer todos os evangelizandos para o grande grupo e questioná-los acerca da impressão que lhes causou a dinâmica. Após, ler a parábola Primeiros Lugares e ouvir os comentários dos jovens. Se o evangelizador achar necessário, ler também a explicação dada por Rodolfo Calegaris, no livro Parábolas Evangélicas.
Concluída essa primeira parte, ler em O Evangelho Segundo Espiritismo O Óbulo da Viúva (Cap. XIII, item 5). Após a leitura, comentar o significado da história, conduzindo os jovens a uma reflexão acerca das doações realizadas no começo do encontro (escritas em um papel).
Terceiro momento: a conclusão do encontro deve ser no sentido de que com apenas duas passagens do Cristo podemos perceber a extensão e a profundidade de seus ensinamentos.
Prece de encerramento
Bibliografia:
* Parábolas Evangélicas - Rodolfo Calegaris
* Evangelho Segundo Espiritismo - Cap. XIII, item 5.

Jesus e a Páscoa

Prece inicial
Primeiro momento: conversar sobre a Páscoa.
Como é comemorada a Páscoa na sua casa, na sua família?
O que a Páscoa representa pra você, qual a sua importância?
O que acham do costume de se dar ovos de chocolate e presentes na Páscoa? (consumismo).
Podemos comer carne na Sexta-feira que antecede a Páscoa? Por quê?
Segundo momento: conversar sobre a relação entre Páscoa e Jesus.
Quem é Jesus?
De onde Jesus veio?
Para que Jesus esteve na Terra?
Qual a importância de Jesus até hoje?
Lembrar que Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.
Terceiro momento: realizar a seguinte técnica.
a - Dividir os jovens em quatro grupos que devem estar assim dispostos:
Grupo 1
Grupo 4 Grupo 2
Grupo 3

b - No meio da sala colocar uma caixa com as seguintes perguntas e afirmações:
1 – Jesus e Deus são a mesma coisa.
2 – Jesus veio destruir a lei de Moisés.
3 – Na Páscoa, antes de Cristo, era comemorada a saída dos Hebreus do Egito.
4 – Na Páscoa se comemora a Ressurreição de Cristo.
5 – Jesus foi criado simples e ignorante.
6 – Jesus é nosso irmão, pois foi criado, como nós, por Deus.
7 – Por que Jesus até hoje é lembrado?
8 – Um dia seremos como Jesus? Por quê?
9 – Jesus reencarnou na Terra.
10 – O que Jesus veio fazer na Terra?
11 – A mensagem do Cristo não se aplica aos dias atuais.
12 – Qual foi o maior ensinamento deixado por Jesus?
13 – Sendo bom, por que Jesus foi condenado e crucificado?
14 – Qual a relação do Espiritismo com Jesus?
c - Distribuir uma prancheta para cada grupo. O primeiro grupo tira uma pergunta e lê em voz alta. O grupo que está em sua frente também deverá responder a pergunta. Em caso de afirmação, cada um escreve VERDADEIRO ou FALSO na prancheta; se for retirada uma pergunta, deve ser respondida com frases curtas.
Cada resposta certa valerá 15 pontos. Se os dois grupos acertarem cada um recebe 10 pontos. Se os dois errarem, os grupos concorrentes ganham 5 pontos cada um.
Ganha o desafio o grupo que, ao final, tiver mais pontos.
Obs: é importante debater cada resposta/afirmativa, trazendo novas idéias e questionamentos aos jovens.
Alguns pontos que podem ser esclarecidos com a técnica:
* Deus é nosso pai, Jesus foi criado por Deus e é nosso irmão.
* Jesus veio reafirmar e explicar os Dez mandamentos recebidos por Moisés.
* Jesus não ressuscitou (o corpo uma vez morto não retorna à vida). Jesus após a morte do seu corpo físico, reapareceu, em espírito, aos seus discípulos e amigos.
* Jesus foi criado simples e ignorante por Deus e evoluiu (em outros mundos diferentes da Terra) até se tornar um espírito puro.
* Cada espírito evolui até se tornar perfeito, como Jesus se tornou.
* Jesus ENCARNOU no planeta Terra, porque ele esteve aqui apenas uma vez para exemplificar seus ensinamentos.
* Muitas pessoas não compreenderam a missão de Jesus, acharam que ele queria ser poderoso, que era uma ameaça aos governantes da época, por isso o perseguiram, prenderam e crucificaram. A crucificação era o modo como matavam os criminosos políticos naquela época.
* O Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus, que veio lembrar e explicar a mensagem de amor do Mestre.
Prece de encerramento

Jesus e Allan Kardec
Prece inicial:
Primeiro momento: lembrar sobre o Consolador prometido por Jesus, e que o Espiritismo, assim como Jesus, não veio contrariar a lei, e sim auxilar-nos a cumpri-la através do Pentateuco.
Dividir os evangelizandos em grupos, entregando a cada grupo algumas frases de Jesus e da Codificação Espírita (em cores diferentes). Pedir que relacionem as frases de Jesus com as da Doutrina Espírita (semelhante a atividade proposta ao final).
Veja algumas sugestões de frases.
Jesus e Allan Kardec
Ante a Revelação Divina, assevera Jesus: - "Eu não vim destruir a Lei."
E reafirma Allan Kardec: - "Também o Espiritismo diz: - não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução."
Perante a grandeza da vida, exclama o Divino Mestre: - "Há muitas moradas na casa de meu Pai."
E Allan Kardec acentua: - "A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos, que neles reencarnam, moradas correspondentes ao adiantamento que lhes é próprio."
Exalçando a lei de amor que rege o destino de todas as criaturas, advertiu-nos o Senhor: - "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."
E Allan Kardec proclama: - "Fora da caridade não há salvação."
Destacando a necessidade de progresso para o conhecimento e para a virtude, recomenda o Cristo: - "Não oculteis a candeia sob o alqueire."
E Allan Kardec acrescenta: - "Para ser proveitosa, tem a fé que ser ativa; não deve entorpecer-se."
Enaltecendo o imperativo do esforço próprio, sentencia o Senhor: - "Buscai e achareis."
E Allan Kardec dispõe: - "Ajuda a ti mesmo que o Céu te ajudará."
Salientando o impositivo da educação, disse o Excelso Orientador: - "Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai Celestial."
E Allan Kardec adiciona: - "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações infelizes." Enaltecendo o espírito de serviço, notificou o eterno amigo: - "Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também."
E Allan Kardec confirma: - "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho corpóreo, seus membros ter-se-iam atrofiado, e, se houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal."
Louvando a responsabilidade, ponderou o senhor: -"Muito se pedirá a quem muito recebeu."
E Allan Kardec conclui: - "Aos espíritas muito será pedido, porque muito hão recebido."
Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que nos aperfeiçoam o ser, na reencarnação necessária, esclarece o Instrutor sublime: - "Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo."
E Allan Kardec conclama: - "Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."
Consagrando a elevada missão da verdadeira ciência, avisa o Mestre dos mestres: - "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres."
E Allan Kardec enuncia: - "Fé inabalável só aquela que pode encarar a razão face a face."
Tão extremamente identificado com o Mestre Divino surge o Apóstolo da Codificação, que os augustos mensageiros, que lhe supervisionaram a obra, foram positivos nesta síntese que recolhemos da Resposta à Pergunta número 627, em "O Livro dos Espíritos": - "Estamos incumbidos de preparar o Reino do Bem que Jesus anunciou." (Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, Espírito Emmanuel) http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ednilsom-comunicacao/dij-fep/jeskar.html
Segundo momento: os grupos apresentam uns aos outros as frases relacionadas. O evangelizador pode levar um cartaz com duas colunas: Jesus e Espiritismo, e depois de apresentadas as frases, os grupos poderão colá-las na coluna correspondente.
Obs: levar um exemplar de cada Obra para apresentar àqueles que não as conhecem. Apesar de sempre estarmos trabalhando com as Obras codificadas (organizadas) por Kardec, às vezes temos novos integrantes no grupo.Também é interessante o contato e o manuseio das Obras pelos evangelizandos. Lembrar que a Doutrina Espírita foi ditada aos médiuns pelos espíritos superiores, sendo Kardec o organizador dos ensinos recebidos.
Terceiro momento: para reforçar o aprendizado, sugerimos uma atividade escrita e individual.
Veja a sugestão de atividade.
Jesus e Kardec
Correlacione as afirmativas

AFIRMATIVAS DE JESUS AFIRMATIVAS DE KARDEC
01 - Ante a Revelação Divina: - "Eu não vim destruir a Lei." ( ) - "Para ser proveitosa, tem a fé que ser ativa; não deve entorpecer-se."
02 - Perante a grandeza da vida, exclama o Divino Mestre: -"Há muitas moradas na casa de meu Pai." ( ) - "Ajuda a ti mesmo que o Céu te ajudará."
03 - Exalçando a lei de amor que rege o destino de todas as criaturas, advertiu-nos o Senhor: - "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." ( ) - "Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."
04 - Destacando a necessidade de progresso para o conhecimento e para a virtude, recomenda o Cristo: "Não oculteis a candeia sob o alqueire." ( ) "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações infelizes."
05 - Encarecendo o imperativo do esforço próprio, sentencia o Senhor: - "Buscai e achareis." ( ) - "Também o Espiritismo diz: não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução."
06 - Salientando o impositivo da educação, disse o Excelso Orientador - "Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai Celestial." ( ) - "Aos espíritas muito será pedido, porque muito hão recebido."
07 - Enaltecendo o espírito de serviço, notificou o eterno amigo: - "Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também." ( ) "Fé inabalável só aquela que pode encarar a razão face a face."
08 - Louvando a responsabilidade, ponderou o senhor: -"Muito se pedirá a quem muito recebeu." ( ) "A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos, que neles reencarnam, moradas correspondentes ao adiantamento que lhes é próprio."
09 - Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que nos aperfeiçoam o ser, na reencarnação necessária, esclarece o Instrutor sublime: "Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo." ( ) "Fora da caridade não há salvação."
10 - Consagrando a elevada missão da verdadeira ciência, avisa o Mestre dos mestres: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres. ( ) "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho corpóreo, seus membros ter-se-iam atrofiado, e, se houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal."

Prece de encerramento

Jesus II
Prece Inicial
Primeiro momento: leitura e comentários do texto abaixo.
Jesus
Muito se tem pesquisado, falado e escrito sobre a passagem de Jesus pelo planeta Terra. Há, ainda hoje, incertezas a respeito da época exata em que ele viveu e se alguns acontecimentos foram entendidos e traduzidos corretamente, mas isto não altera a mensagem de amor que ele deixou; não existem dúvidas sobre a importância e a simplicidade de seus ensinamentos morais, que transcorrem o tempo e as gerações.
Jesus ensinou através do seu exemplo. Em apenas três anos de peregrinação por uma pequena região não deixou nada escrito, não criou religião, não ostentou nenhum título terreno, não fundou escolas e nem ensinou nelas, e sim em lugares por onde passava. Suas lições foram transmitidas por palavras que exalavam sabedoria e humildade. Proclamou o amor, o perdão, a paz, tornando-se modelo vivo e inesquecível da mensagem que deixou.
Utilizou-se de coisas simples, tocou o coração e a razão dos que o ouviam, contando histórias, utilizando-se de situações cotidianas de seu tempo, a fim de ser compreendido por todos.
Espírito de luz, curava, sem julgar a origem do mal; ouvia o povo, esclarecendo e consolando. Nunca quis ser glorificado ou temido, ao contrário, queria ser amigo e irmão. Tratava a todos com igual amor, paciência e devotamento.
No lugar do Cristo crucificado, exalando tristeza e dor, em cada coração deve estar o Cristo vivo, irradiando esperança e fé. Em O Livro dos Espíritos, Kardec afirma: “Jesus é o exemplo da perfeição moral a que pode pretender a humanidade na Terra. Deus nos oferece Jesus como o mais perfeito modelo, a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei (...).”
Jesus foi o maior Mestre de que se têm notícias. Sábio, equilibrado, possuía uma bondade inteligente que cativava. Com seu amor a Deus e à humanidade demonstrou o caminho para a verdade e a vida. E continua a convidar-nos - ontem, hoje e sempre - a caminhar na estrada do amor, seguindo seus passos.
Claudia Schmidt - adaptação do texto originalmente publicado no Seara Espírita, ano IV, nº. 37, dezembro 2001.
Segundo momento: dividir a turma em grupos, entregando um exemplar de O Livro dos Espíritos para cada grupo.
Terceiro momento: procurar em O Livro dos Espíritos a questão nº. 625. Pedir que todos leiam a questão.
Quarto momento: entregar a cada grupo uma parábola contada por Jesus, pedindo que leiam e troquem idéias no grupo. A seguir, algumas sugestões:
Parábola do Semeador - Mateus 13: 1 a 9;
Parábola do Bom Samaritano - Lucas, 10: 25 a 37;
Parábola do credor Incompassivo – Mateus, 18: 21 a 35;
Parábola do Filho Pródigo – Lucas, 15: 11 a 32;
Parábola do Rico e Lázaro – Lucas, 16: 19 a 31;
Parábola do Fariseu e do Publicano – Lucas, 18, 9 a 14.
Quinto momento: comentários a questão 625 de O Livro dos Espíritos.
Sexto momento: pedir para que cada grupo conte sua Parábola e fale sobre seu significado, dando oportunidade para debate.
Prece de encerramento

Lei de Adoração - Parte 3ª, capítulo II de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Primeiro momento: distribuir para cada evangelizando um dos trechos abaixo (ou para cada dupla), a fim de que seja lido e analisado. Depois, organizar a turma em círculo, e cada criança (ou a dupla) irá ler o seu texto e repassar ao grande grupo as conclusões que chegaram.
Obs.: neste momento, é importante que o evangelizador complemente e esclareça as dúvidas que surgirem, atentando para que as conclusões encontradas estejam de acordo com que ensina a Doutrina Espírita, sem fazer críticas às outras religiões.
Sugestões de situações para serem analisadas:
* Antonia costuma orar na frente de um altar, em voz alta. Quando ela vai ao templo, também faz suas preces em voz alta, para que Deus possa ouvi-la.
* Betina sempre faz preces de joelhos. Suas orações são sempre preces decoradas e ela não presta muita atenção no que diz enquanto reza.
* Célia costuma, em suas orações, lembrar a Deus que ela não rouba, não mente, não trai os amigos nem o namorado. Ela também acha que Deus ouve suas preces porque ela se considera melhor que suas amigas e que muitas pessoas que ela conhece.
* Danilo é um jovem que resolveu viver isolado do resto do mundo. Ele acha que a solidão ajuda a observar a natureza, que é obra de Deus. Ele também pensa que assim, isolado, solitário e sem trabalhar, suas preces pelos outros terão mais valor.
* Érico acha que é necessário determinar horário e lugar para fazer suas preces. Por isso, ele sempre faz orações às 10 horas da noite, em seu quarto, e não costuma conversar com Deus em outros lugares e horários.
* Fred não gosta de um monte de gente, odeia alguns parentes e nunca perdoou seus amigos que o prejudicaram há muitos anos. Ele costuma orar a Deus pedindo que Deus faça justiça prejudicando os amigos de que ele não gosta ou não perdoou.
* Gláucia costuma ouvir música calma e em tom baixo, enquanto faz suas preces. Ela acha que a música acalma o ambiente e a ajuda a fazer preces sinceras, em que ela deseja o bem a todas as pessoas que conhece.
* Horácio costuma orar por seu pai que já desencarnou. Ele acredita que podemos orar pelos que já desencarnaram, enviando a eles nosso afeto e boas vibrações.
* Ilma sabe que uma prece é uma conversa com Deus, que está em todos os lugares, o tempo todo, por isso ela acha que não precisa de um lugar e um horário pré-determinado para orar. Ela costuma orar sempre que tem vontade, várias vezes ao dia, em pensamento.
* Joice, em suas preces, costuma pedir a Deus e ao seu Espírito protetor que tudo dê certo em sua vida. Mas ela acha que não precisa fazer o bem aos outros, nem deve se esforçar para ser mais educada, estudiosa, gentil e trabalhadora, porque Deus vai atender suas preces e ela, sem esforço, vai evoluir espiritualmente.
* Karen é muito sincera em suas preces, e costuma iniciar suas orações dizendo a Deus que sabe que é um Espírito ainda imperfeito, e que erra às vezes. Mas ela está se esforçando para melhorar, está estudando os ensinamentos de Jesus e tentando praticar o amor, o perdão e a caridade que ele ensinou.
* Leda costuma fazer preces somente quando tem um problema. Ela nunca se lembra de agradecer a vida, a família, a escola, os amigos, a saúde, pois quando tudo está bem ela se esquece de orar.
* Marina sabe que através da prece ela pode pedir, louvar e agradecer, e que para Deus o que vale é a intenção. Por isso suas preces refletem o que se passa no seu coração, e são preces sinceras, realizadas com muito amor.
Segundo momento: conclusão, realizada no grande grupo, junto com os evangelizandos, acerca da Lei de Adoração, parte terceira, capítulo II de O Livro dos Espíritos:
* Adoração a Deus: pensar em Deus, elevar o pensamento a Ele.
* A adoração verdadeira é a do coração, porque o que importa são os sentimentos e a intenção.
* A prece é um ato de adoração.
* Não há necessidade de lugar, posição ou hora determinada para orar (sem rituais).
* Pode-se orar pelos encarnados e pelos desencarnados.
* Em uma prece pode-se louvar, agradecer e pedir.
* Não é necessário orar durante muito tempo, mas orar com o coração.
* Deus sempre ouve nossas preces.
Terceiro momento - atividade: realizar, com os evangelizandos, um cartaz com as conclusões acerca da Lei de Adoração.
Prece de encerramento

Lei de Adoração II - Parte 3ª, capítulo II de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Primeiro momento: contar a história do Livro A Constituição Divina, de Richard Simonetti, Editora CEAC (p. 22-23).

“ Havia um preto velho que era escravo. Trata-se, sem dúvida, da mais degradante condição social a que se possa submeter alguém. O infeliz não detém a posse de si mesmo. Há um senhor que pode dispor de seu trabalho, de suas horas e até de seu corpo. Não obstante ele vivia relativamente feliz, porquanto era alguém profundamente ligado a Deus.
Diariamente, em plena madrugada, dirigia-se à gleba de terra sob seus cuidados e, antes de iniciar o trabalho do dia, tirava o chapéu, erguia o olhar para o céu, levava a mão direita ao peito e dizia humilde:
"Sinhô! Preto véio ta aqui!".
Apenas isso. Ele era analfabeto e não conhecia muitas palavras, mas fazia o essencial: exercitava o sentimento, com o impulso do filho de Deus que não quer iniciar seu dia sem pedir a bênção do pai.
O que importa, portanto, na prece, não é sua duração, a repetição, a sofisticação das expressões. Fundamental, indispensável é a presença do sentimento.”

Segundo momento: comentar a história, destacando que:
Deus não está restrito ao espaço/tempo, por isso não há necessidade de um lugar específico para realizar uma prece, nem um momento pré-determinado.
A Doutrina Espírita esclarece que não são necessários rituais para orar (não precisa ficar de joelhos, falar alto ou falar muito, ou orar diante de uma imagem).
Deus sempre ouve nossas preces, se elas são sinceras.
A prece nunca é inútil, quando bem realizada, porque fortalece quem ora, o que é um grande resultado.
Não basta apenas fazer preces, temos que realizar a nossa parte, com pensamentos, palavras e atitudes no bem.
Terceiro momento: contar as duas situações descritas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXVII, item 3.
1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.
Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.)
2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. - Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)
3. Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. - O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador.
Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)
Quarto momento: comentar as situações, ressaltando as condições da prece:
*sinceridade *amor *humildade *perdão das ofensas *autoconhecimento (analisar os próprios defeitos, visando um esforço em se melhorar) *fé *intenção no bem.
Quinto momento: lembrar que Deus:
sempre nos auxilia, mas deve haver fé e merecimento;
concede, a quem ora, a coragem, a paciência e a resignação;
envia seus mensageiros, a fim de que intuam no bem a quem ora e por quem se ora.
dá-nos o livre-arbítrio, a fim de que tenhamos responsabilidade por nossas escolhas.
Sexto momento: fazer comentários a respeito da importância de se realizar o Evangelho no Lar (sugestões de aulas neste site), salientando que é um momento de estudo e de adoração a Deus.
Sétimo momento – atividade: caça-palavras.
Encontre cinco sentimentos que devemos ter no coração para que a nossa prece chegue até Deus.
Pinte cada palavra com uma cor diferente, escrevendo abaixo os sentimentos encontrados.


Prece de encerramento

Lei de Conservação – Desperdícios - Parte 3ª, capítulo V de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Objetivos da aula:
*Reconhecer que o desperdício é um gesto de egoísmo e de desrespeito à natureza e ao próximo;
* Identificar as atitudes de desperdícios que praticamos todos os dias;
* Construir um quadro de ações que evitem o desperdício.
Bibliografia utilizada: O Livro dos Espíritos.
Primeiro momento: realizar o Jogo da Vida (antiga Forca), com a palavra tema da aula: "Desperdício". Discutir com a turma o significado da palavra.
Obs.: o Jogo da Vida utiliza a mesma sistemática do Jogo Forca, mas no lugar de desenhar o bonequinho quando as crianças erram a letra, deve ser desenhado quando elas acertam, com o objetivo de concluir o desenho do bonequinho. Quem acertar a palavra vai ao quadro e completa o desenho. As crianças gostam muito! O desenho pode ser iniciado pelos pés, ou pela cabeça.
Explicar às crianças, se necessário, que não se trata de Jogo da Forca, porque não devemos enforcar ninguém, nem em uma brincadeira.
Segundo momento: levar exemplares de O Livro dos Espíritos, para que os evangelizandos vão se familiarizando com as Obras Básicas. No caso de não ser possível levar um livro para cada um, pode-se fazer duplas ou trios ou levar as perguntas a serem trabalhadas em tiras de papel. Pedir que localizem n’ O Livro dos Espíritos as perguntas de número 711, 715, 719, 922 e 923. Oportunizar alguns minutos para que as crianças leiam e tentem entender as perguntas e respostas. O evangelizador, se necessário, poderá auxiliar os grupos no entendimento do proposto.
Terceiro momento: pedir a um voluntário (ou sortear os grupos para que eles apresentem) para ler a pergunta e explicar o que Kardec quis dizer com aquela pergunta. Outro voluntário lerá a resposta e explicará à turma a resposta lida. Depois de dadas as explicações pelos evangelizandos, o evangelizador deverá complementar as respostas, usando exemplos do dia-a-dia das crianças, desenvolvendo o tema da aula.
Abaixo sugestões para orientar o evangelizador no desenvolvimento das idéias:
Quais são os bens da Terra? A natureza, moradia, transporte, alimentação, roupas, escola. Devemos preservar os bens terrenos cuidando do lugar onde moramos, da nossa escola, atentando para que não haja desperdício de comida e água, roupas e brinquedos em excesso, ou má utilização da natureza, como destruição.
Vivemos um projeto de vida para termos o mínimo necessário para viver e evoluir, mas muitas vezes utilizamos mal os bens que temos. Em uma outra encarnação podemos vivenciar a falta daquilo que não valorizamos anteriormente.
O limite dos bens Terrenos é o da necessidade de cada um. Ex: comer em excesso pode ocasionar doenças e até mesmo a morte.
Não é errado procurar o bem-estar, desde que seja de modo honesto, trabalhando de modo correto para conseguir as coisas Terrenas, sem roubar e sem ficar triste se não tem todas as coisas que gostaria.
O que é necessário? O que é supérfluo? Como fazer a diferença?
Explicar o que é a posse do necessário (o que é necessário para que vivamos com equilíbrio, sem excessos e sem revolta pelo que não temos), consciência tranqüila (certeza de que estamos fazendo o nosso melhor a cada dia, nos esforçando para ter bons pensamentos e atitudes no bem) e fé no futuro (confiar em Deus e realizar a nossa parte). O Livro dos Espíritos, questão 922.
Por intuição ou por experiência podemos compreender o que faz bem ao nosso corpo e a nossa alma (que somos). Os excessos podem nos prejudicar e aos outros, pois o que nos sobra pode faltar a outras pessoas. Quem desperdiça não está sendo caridoso (a caridade integral pode ser compreendida como todo o bem ao nosso alcance).
Muitas vezes colocamos nossa atenção em coisas que não são necessárias e sofremos se não as temos; às vezes guardamos para "ter" e não usamos! Exemplos: roupas guardadas até amarelar ou que não nos servem, roupas em excesso quando tem tantas pessoas que não tem o que vestir, água correndo no chuveiro ou em torneiras, comida que sobra no prato; brinquedos em excesso. Não cuidar do que temos também é desperdiçar: livros, brinquedos, material escolar.
Quarto momento: propor a elaboração individual (ou em grupos) de um quadro: Desperdícios x Ações para Evitar.
Levar folhas de ofício com as duas colunas escritas (Desperdícios x Ações para Evitar). Pedir que cada criança ou grupo complete o quadro, que pode ser comentado no grande grupo ao final.
Exemplos que podem surgir na aula:
desperdício de água - não deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes, banhos mais rápidos, não deixar torneiras pingando, não usar a água como vassoura para lavar as calçadas.
não deixar comida no prato - servir apenas o que vai comer ou em pequenas quantidades.
não deixar as roupas amarelarem no armário sem uso - doar as roupas que não nos servem mais ou que não são usadas.
guardar brinquedos que não usamos mais - doar às crianças que não tem brinquedos para que elas possam brincar.
lâmpadas acessas ou TV ligada mesmo sem ninguém no ambiente – apagar a luz, desligar a TV se ninguém estiver assistindo.
Prece de encerramento

Lei de Conservação - Parte 3ª, capítulo V de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Primeiro momento: dividir a turma em vários grupos, de acordo com o número de evangelizandos. Distribuir as afirmativas abaixo, de maneira que cada grupo seja responsável pela resolução de um número X de questões. Por exemplo, o grupo A responderá as afirmativas 1, 2 e 3, o grupo B , as afirmativas 4, 5 e 6, e assim sucessivamente.
Obs.: interessante entregar para cada evangelizando todas as questões, para que todos possam participar da resolução em conjunto respondendo as questões corretamente. O evangelizador poderá levar vários exemplares de O Livro dos Espíritos para serem consultados, ou imprimir o capítulo tema da aula.
Sugestões de afirmativas:
Coloque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas
1 - ( ) O instinto de conservação é uma lei natural. LE, 702
2 - ( ) Deus deu a todos o instinto de conservação para realizarem sua parte nos desígnios divinos. LE, 703
3 - ( ) A vida na matéria não é necessária ao aperfeiçoamento dos seres humanos. LE, 703
4 - ( ) Deus sempre dá ao ser humano os meios necessários para que ele viva. LE, 705
5 - ( ) A Terra tem comida e água suficiente para todos, basta que o ser humano se contente com o necessário, sem desperdiçar com coisas supérfluas. LE, 707
6 - ( ) Quando falta meios de subsistência às pessoas é porque elas devem aprender com essa prova. LE 708
7 - ( ) Nos mundos materiais mais evoluídos os seres não precisam se alimentar. LE, 710
8 - ( ) Há prazer em aproveitar as coisas materiais para que os seres humanos se sintam estimulados a viver e cumprir sua missão. LE, 712
9 - ( ) Saber aproveitar as coisas materiais da vida, sem exageros, é uma prova aos Espíritos encarnados. LE, 712 e 712-a
10 - ( ) As doenças, as dificuldades e a morte prematura são resultados do abuso da utilização dos bens materiais. LE, 712, comentário.
11 - ( ) Não é possível saber o limite entre o necessário e o supérfluo. LE, 715
12 - ( ) O limite entre o necessário e o supérfluo pode variar de pessoa para pessoa. LE, 717
13 - ( ) É errado procurar o próprio bem-estar. LE, 719
14 - ( ) O bem-estar de alguém não deve prejudicar outras pessoas. LE, 719
15 - ( ) O ser humano deve evitar buscar em excesso as coisas materiais, valorizando as virtudes ensinadas por Jesus. LE, 719
16 - ( ) Quem se priva de algo para beneficiar outrem, tem mérito perante Deus. LE, 720
17 - ( ) É permitido ao ser humano alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. LE, 722
18 - ( ) Só tem mérito perante Deus não comer certos alimentos se isso tiver por objetivo ajudar os outros. LE, 724
19 - ( ) Quando o ser humano sofre para ajudar os outros a ação é considerada caridade. LE, 726
20 - ( ) Nem todos os seres vivos tem instinto de conservação contra os perigos e sofrimentos. LE, 727

Subsídios ao evangelizador:
1 - (V) O instinto de conservação é uma lei natural. LE, 702 - Está presente o instinto de conservação em toda a natureza. Nos seres humanos, esse instinto é iluminado pelo raciocínio; os animais agem por instinto, sentindo o que podem comer, por onde andar, e percebem outras coisas que os seres humanos não percebem.
2 - (V) Deus deu a todos o instinto de conservação para realizarem sua parte nos desígnios divinos. LE, 703 - Os seres humanos devem cuidar-se, tanto na esfera física quanto na esfera espiritual para que possa acontecer a evolução material e espiritual.
3 - (F) A vida na matéria não é necessária ao aperfeiçoamento dos seres humanos. LE, 703 – O seres humanos evoluem através de existências nos planos materiais, onde tem oportunidade de desenvolver as virtudes colocando-as em prática, através do amor ao próximo, das provas e expiações.
4 - (V) Deus sempre dá ao ser humano os meios necessários para que ele viva. LE, 705 – Deus faz a Terra produzir o necessário para todos, mas não o supérfluo, pois o Pai não daria ao homem a necessidade de viver na Terra sem lhe fornecer os meios para que isso acontecesse.
5 - (V) A Terra tem comida e água suficiente para todos, basta que o ser humano se contente com o necessário, sem desperdiçar com coisas supérfluas. LE, 707 – Se o homem se contentasse com o necessário, sem ser egoísta, haveria comida para todas as pessoas.
6 - (V) Quando faltam meios de subsistência às pessoas é porque elas devem aprender com essa prova. LE 708 – Essa é uma prova bastante difícil para o Espírito, que deve aceitar com resignação.
7 - (F) Nos mundos materiais mais evoluídos os seres não precisam se alimentar. LE, 710 – Os seres se alimentam nos mundos mais evoluídos, porém sua alimentação é mais sutil, de acordo com sua evolução física (seus corpos não são tão grosseiros) e espiritual. Eles não têm necessidade de se alimentarem de seus irmãos menores (carne de animais). Em nosso planeta, está havendo uma mudança nos hábitos alimentares, com um maior interesse por frutas, verduras, sementes, uma alimentação mais natural.
8 - (V) Há prazer em aproveitar as coisas materiais para que os seres humanos se sintam estimulados a viver e cumprir sua missão. LE, 712 – Se não houvesse prazer nas coisas materiais, os seres humanos poderiam perder o interesse em viver.
9 - (V) Saber aproveitar as coisas materiais da vida, sem exageros, é uma prova aos Espíritos encarnados. LE, 712 e 712-a – É necessário educar os impulsos da matéria para que haja bem-estar e progresso.
10 - (V) As doenças, as dificuldades e a morte prematura são resultados do abuso da utilização dos bens materiais. LE, 712, comentário. – Tudo o que for em excesso prejudica a harmonia espiritual e física.
11 - (F) Não é possível saber o limite entre o necessário e o supérfluo. LE, 715 - Através do conhecimento e da experiência adquirida nas várias existências, os seres vão tendo condições de perceber os limites entre o necessário e o supérfluo.
12 - (V) O limite entre o necessário e o supérfluo pode variar de pessoa para pessoa. LE, 717 - Não há regras absolutas, os limites devem ser regulados pela razão, pois o ser humano atual tem necessidades que seus antepassados não conheciam.
13 - (F) É errado procurar o próprio bem-estar. LE, 719 – O bem-estar é um desejo natural dos seres humanos.
14 - (V) O bem-estar de alguém não deve prejudicar outras pessoas. LE, 719 – Correto, Deus condena o abuso; e Jesus nos ensinou que não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco.
15 - (V) O ser humano deve evitar buscar em excesso as coisas materiais, valorizando as virtudes ensinadas por Jesus. LE, 719 – A busca pelas coisas materiais não deve ser o objetivo principal em nossa existência, e sim o desenvolvimento das virtudes ensinadas por Jesus.
16 - (V) Quem se priva de algo para beneficiar outrem, tem mérito perante Deus. LE, 720 – Tudo o que é feito com o objetivo de auxiliar nossos irmãos tem mérito perante Deus.
17 - (V) É permitido ao ser humano alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. LE, 722 – O ser humano deve ter uma alimentação saudável, sem excessos, que beneficie o corpo físico.
18 - (V) Só tem mérito perante Deus não comer certos alimentos se isso tiver por objetivo ajudar os outros. LE, 724 – Correto, a privação de certos alimentos deve ter um fim útil e não apenas para alimentar a vaidade.
19 - (V) Quando o ser humano sofre para ajudar os outros a ação é considerada caridade. LE, 726 – Os sofrimentos que visam auxiliar o próximo têm mérito perante Deus.
20 - (F) Nem todos os seres vivos tem instinto de conservação contra os perigos e sofrimentos. LE, 727 - Deus deu a toda sua criação instinto de conservação, visando defender a existência material e utilizar-se da matéria para evoluir.

Capítulo V – Lei de Conservação.
1. Instinto de Conservação. - 2. Meios de conservação. - 3. Gozo dos bens terrenos. - 4. Necessário e supérfluo. - 5. Privações voluntárias. Mortificações.
Instinto de Conservação
702. É lei da Natureza o instinto de conservação? “Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é puramente maquinal, raciocinado em outros.”
703. Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o instinto de conservação? “Porque todos têm que concorrer para cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem.”
Meios de conservação
704. Tendo dado ao homem a necessidade de viver, Deus lhe facultou, em todos os tempos, os meios de o conseguir? “Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver, sem lhe dar os meios de consegui-lo. Essa a razão por que faz que a Terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.”
705. Por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário? “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ela emprega no supérfluo o que poderia ser aplicado no necessário. Olha o árabe no deserto. Acha sempre de que viver, porque não cria para si necessidades factícias. Desde que haja desperdiçado a metade dos produtos em satisfazer a fantasias, que motivos têm o homem para se espantar de nada encontrar no dia seguinte e para se queixar de estar desprovido de tudo, quando chegam os dias de penúria? Em verdade vos digo, imprevidente não é a Natureza, é o homem, que não sabe regrar o seu viver.”
706. Por bens da Terra unicamente se devem entender os produtos do solo? “O solo é a fonte primacial donde dimanam todos os outros recursos, pois que, em definitiva, estes recursos são simples transformações dos produtos do solo. Por bens da Terra se deve, pois, entender tudo de que o homem pode gozar neste mundo.”
707. É freqüente a certos indivíduos faltarem os meios de subsistência, ainda quando os cerca a abundância. A que se deve atribuir isso? “Ao egoísmo dos homens, que nem sempre fazem o que lhes cumpre. Depois e as mais das vezes, devem-no a si mesmos. Buscai e achareis; estas palavras não querem dizer que, para achar o que deseje, basta que o homem olhe para a terra, mas que lhe é preciso procurá-lo, não com indolência, e sim com ardor e perseverança, sem desanimar ante os obstáculos, que muito amiúde são simples meios de que se utiliza a Providência, para lhe experimentar a constância, a paciência e a firmeza.” (534)
Se é certo que a Civilização multiplica as necessidades, também o é que multiplica as fontes de trabalho e os meios de viver. Forçoso, porém, é convir em que, a tal respeito, muito ainda lhe resta fazer. quando ela houver concluído a sua obra, ninguém deverá haver que possa queixar-se de lhe faltar o necessário, a não ser por própria culpa. A desgraça, para muitos, provém de inveredarem por uma senda diversa da que a Natureza lhes traça. É então que lhes falece a inteligência para o bom êxito. Para todos há lugar ao Sol, mas com a condição de que cada um ocupe o seu e não o dos outros. A Natureza não pode ser responsável pelos defeitos da organização social, nem pelas conseqüências da ambição e do amor-próprio.
Fora preciso, entretanto, ser-se cego, para se não reconhecer o progresso que, por esse lado, têm feito os povos mais adiantados. Graças aos louváveis esforços que, juntas, a Filantropia e a Ciência não cessam de despender para melhorar a condição material dos homens e mau grado ao crescimento incessante das populações, a insuficiência da produção se acha atenuada, pelo menos em grande parte, e os anos mais calamitosos do presente não se podem de modo algum comparar aos de outrora. A higiene pública, elemento tão essencial da força e da saúde, a higiene pública, que nossos pais não conheceram, é objeto de esclarecida solicitude. O infortúnio e o sofrimento encontram onde se refugiem. Por toda parte a Ciência contribui para acrescer o bem-estar. Poder-se-á dizer que já se haja chegado à perfeição? Oh! Não, certamente; mas, o que já se fez deixa prever o que, com perseverança, se logrará conseguir, se o homem se mostrar bastante avisado para procurar a sua felicidade nas coisas positivas e sérias e não em utopias que o levam a recuar em vez de fazê-lo avançar.
708. Não há situações em as quais os meios de subsistência de maneira alguma dependem da vontade do homem, sendo-lhe a privação do de que mais imperiosamente necessita uma conseqüência da força mesma das coisas? “É isso uma prova, muitas vezes cruel, que lhe compete sofrer e à qual sabia ele de antemão que viria a estar exposto. Seu mérito então consiste em submeter-se à vontade de Deus, desde que a sua inteligência nenhum meio lhe faculta de sair da dificuldade. Se a morte vier colhê-lo, cumpre-lhe recebê-la sem murmurar, ponderando que a hora da verdadeira libertação soou e que o desespero no derradeiro momento pode ocasionar-lhe a perda do fruto de toda a sua resignação. ”
709. Terão cometido crime os que, em certas situações críticas, se viram na contingência de sacrificar seus semelhantes, para matar a fome? Se houve crime, não teve este a atenuá-lo a necessidade de viver, que resulta do instinto de conservação? “Já respondi, quando disse que há mais merecimento em sofrer todas as provações da vida com coragem e abnegação. Em tal caso, há homicídio e crime de lesa-natureza, falta que é duplamente punida.”
710. Nos mundos de mais apurada organização, têm os seres vivos necessidade de alimentar-se? “Têm, mas seus alimentos estão em relação com a sua natureza. Tais alimentos não seriam bastante substanciosos para os vossos estômagos grosseiros; assim como os deles não poderiam digerir os vossos alimentos.”
Gozo dos bens terrenos
711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens? “Esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.”
712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais? “Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”
a) - Qual o objetivo dessa tentação? “Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.” Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.
713. Traçou a Natureza limites aos gozos? “Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”
714. Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos? “Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!”
a) - Perto da morte física, ou da morte moral? “De ambas.” O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade, Abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.
Necessário e supérfluo
715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário? “Aquele que é ponderado o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”
716. Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades? “Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.”
717. Que se há de pensar dos que açambarcam os bens da Terra para se proporcionarem o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário? “Olvidam a lei de Deus e terão que responder pela privações que houverem causado aos outros.”
Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo. A Civilização criou necessidades que o selvagem desconhece e os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem. Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A Civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da Civilização. Desta têm apenas o verniz, como muitos há que da religião só têm a máscara.
Privações voluntárias. Mortificações
718. A lei de conservação obriga o homem a prover às necessidades do corpo? “Sim, porque, sem força e saúde, impossível é o trabalho.”
719. Merece censura o homem, por procurar o bem-estar? “É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir-vos nem as forças físicas, nem as forças morais.”
720. São meritórias aos olhos de Deus as privações voluntárias, com o objetivo de uma expiação igualmente voluntária? “Fazei o bem aos vossos semelhantes e mais mérito tereis.”
a) - Haverá privações voluntárias que sejam meritórias? “Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem tirar do que lhe é necessário para dar aos que carecem do bastante. Se a privação não passar de simulacro, será uma irrisão.”
721. É meritória, de qualquer ponto de vista, a vida de mortificações ascéticas que desde a mais remota antigüidade teve praticantes no seio de diversos povos? “Procurai saber a quem ela aproveita e tereis a resposta. Se somente serve para quem a pratica e o impede de fazer o bem, é egoísmo, seja qual for o pretexto com que entendam de colori-la. Privar-se a si mesmo e trabalhar para os outros, tal a verdadeira mortificação, segundo a caridade cristã.”
722. Será racional a abstenção de certos alimentos, prescrita a diversos povos? “Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde. Alguns legisladores, porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade imprimirem às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.”
723. A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza? “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.”
724. Será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação? “Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa.” (720)
725. Que se deve pensar das mutilações operadas no corpo do homem ou dos animais? “A que propósito, semelhante questão? Ainda uma vez: inquiri sempre vós mesmos se é útil aquilo de que porventura se trate. A Deus não pode agradar o que seja inútil e o que for nocivo Lhe será sempre desagradável. Porque, ficai sabendo, Deus só é sensível aos sentimentos que elevam para Ele a alma. Obedecendo-Lhe à lei e não a violando é que podereis forrar-vos ao jugo da vossa matéria terrestre.”
726. Visto que os sofrimentos deste mundo nos elevam, se os suportarmos devidamente, dar-se-á que também nos elevam os que nós mesmos nos criamos? “Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas? Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente, apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade: tais os preceitos do Cristo.”
727. Uma vez que não devemos criar sofrimentos voluntários, que nenhuma utilidade tenham para outrem, deveremos cuidar de preservar-nos dos que prevejamos ou nos ameacem? “Contra os perigos e os sofrimentos é que o instinto de conservação foi dado a todos os seres. Fustigai o vosso espírito e não o vosso corpo, mortificai o vosso orgulho, sufocai o vosso egoísmo, que se assemelha a uma serpente a vos roer o coração, e fareis muito mais pelo vosso adiantamento do que infligindo-vos rigores que já não são deste século.”
Segundo momento: dialogar acerca das respostas apresentadas pelos grupos, cabendo ao evangelizador complementar as respostas, elucidando eventuais dúvidas.
Prece de encerramento

Lei de Destruição - Parte 3ª, capítulo VI de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Primeiro momento: distribuir diversas situações, para que sejam comentadas em pequenos grupos e, posteriormente, pode ser formado um círculo para facilitar a participação de todos quando forem comentadas as situações e conclusões dos grupos. Se for grande o número de evangelizandos, pode-se distribuir a mesma questão para mais de um grupo.
Sugestões de situações:
1 - Uma moça pensando que o inverno estava próximo e faria muito frio, foi fazer compras. Viu nas vitrines várias opções, lindas roupas, de todo o tipo. Chamou a atenção dela, porém, um lindo casaco de peles. Resolveu entrar para experimentar. Gostou muito do casaco, era exatamente o que ela tinha imaginado para aquecer-se no inverno. Já ia comprá-lo, quando de repente, ouviu uma voz que dizia: - Você vai sair por ai, com um pobre bicho morto enrolado em você? O que você acha que ela fez?
2 - José é um moço muito educado, ele está estudando para ser juiz. Conhece muito as leis, e já é advogado. Ele costuma ser muito ético e correto em tudo o que faz. José, porém, não defende criminosos, pois ele acha que quem matou alguém merece a pena de morte. Qual a sua opinião a respeito? Ele está correto?
3 - Antonio é governante de um pequeno país, do outro lado do mundo. João também governa um país, que fica ao lado do país de Antonio. O povo dos dois países, apesar de próximos, possuem cultura e religiões diferentes, e não conseguem viver em paz. As provocações são constantes, as fronteiras são vigiadas e várias pessoas morreram porque eles não conseguem respeitar as diferenças que existem entre os povos. Qual a solução?
4 - André está programando suas férias. Um grande amigo seu o convidou para irem a um safári (viagem com fins de caçar animais esportivamente, ou seja, não para comer e sim por diversão). André ficou pensativo. Responda você, o que André deve dar como resposta ao amigo.
5 - Joana gosta muito de animais. Ela sabe que são seres criados por Deus, e que estão evoluindo, assim como nós, os seres humanos. Ela tem pensado muito em se tornar vegetariana, fazendo uma pequena parte para que menos animais morram. O que você acha disso?
6 - Pedro mora em um lugar que foi quase completamente destruído por um tsunami. Ele perdeu vários amigos e sua casa. A vida no vilarejo onde ele mora está sendo reconstruída aos poucos. Por que você acha que aconteceu essa tragédia? Como Pedro deve agir neste momento difícil?
Segundo momento: dialogar acerca das conclusões apresentadas pelos grupos, que devem ser baseadas no capítulo VI, Lei de Destruição, terceira parte de O Livro dos Espíritos.
Capítulo VI – Lei de Destruição:
“A fim de que a destruição não se dê antes de tempo. Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir.”
730. Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de desejar do que de temer, por que lhe tem o homem, instintivamente, tal horror, que ela lhe é sempre motivo de apreensão? “Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa. Tal o motivo por que Deus lhe deu o instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas. A não ser assim, ele muito freqüentemente se entregaria ao desânimo. A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso. A ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede. Mas, ingrato, o homem rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador.”
731. Por que, ao lado dos meios de conservação, colocou a Natureza os agentes de destruição? “É o remédio ao lado do mal. Já dissemos: para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.”
732. Será idêntica, em todos os mundos, a necessidade de destruição? “Guarda proporções com o estado mais ou menos material dos mundos. Cessa, quando o físico e o moral se acham mais depurados. Muito diversas são as condições de existência nos mundos mais adiantados do que o vosso.”
733. Entre os homens da Terra existirá sempre a necessidade da destruição? “Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.”
734. Em seu estado atual, tem o homem direito ilimitado de destruição sobre os animais? “Tal direito se acha regulado pela necessidade, que ele tem, de prover ao seu sustento e à sua segurança. O abuso jamais constitui direito.”
735. Que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam? Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade? “Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.”
736. Especial merecimento terão os povos que levam ao excesso o escrúpulo, quanto à destruição dos animais? “Esse excesso, no tocante a um sentimento louvável em si mesmo, se torna abusivo e o seu merecimento fica neutralizado por abusos de muitas outras espécies. Entre tais povos, há mais temor supersticioso do que verdadeira bondade.”
Flagelos destruidores
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores? “Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744)
738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? “Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”
a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso? “Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”
b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser. “Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.” Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.
Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.
739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam? “Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem- no a braços com as mais aflitivas necessidades? “Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”
741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem? “Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”
Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707)
Guerras
742. Que é que impele o homem à guerra? “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem - o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos freqüente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária.”
743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá? “Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.”
744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra? “A liberdade e o progresso.”
a) - Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade, como pode freqüentemente ter por objetivo e resultado a escravização? “Escravização temporária, para esmagar os povos, a fim de fazê-los progredir mais depressa.”
745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu? “Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.”
Assassínio
746. É crime aos olhos de Deus o assassínio? “Grande crime, pois que aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Aí é que está o mal.”
747. É sempre do mesmo grau a culpabilidade em todos os casos de assassínio? “Já o temos dito: Deus é justo, julga mais pela intenção do que pelo fato.”
748. Em caso de legítima defesa, escusa Deus o assassínio? “Só a necessidade o pode escusar. Mas, desde que o agredido possa preservar sua vida, sem atentar contra a de seu agressor, deve fazê-lo.”
749. Tem o homem culpa dos assassínios que pratica durante a guerra? “Não, quando constrangido pela força; mas é culpado das crueldades que cometa, sendo-lhe também levado em conta o sentimento de humanidade com que proceda.”
750. Qual o mais condenável aos olhos de Deus, o parricídio ou o infanticídio? “Ambos o são igualmente, porque todo crime é um crime.”
751. Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual, o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação? “O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe.”
Crueldade
752. Poder-se-á ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição? “É o instinto de destruição no que tem de pior, porquanto, se, algumas vezes, a destruição constitui uma necessidade, com a crueldade jamais se dá o mesmo. Ela resulta sempre de uma natureza má.”
753. Por que razão a crueldade forma o caráter predominante dos povos primitivos? “Nos povos primitivos, como lhes chamas, a matéria prepondera sobre o Espírito. Eles se entregam aos instintos do bruto e, como não experimentam outras necessidades além das da vida do corpo, só da conservação pessoal cogitam e é o que os torna, em geral, cruéis. Demais, os povos de imperfeito desenvolvimento se conservam sob o império de Espíritos também imperfeitos, que lhes são simpáticos, até que povos mais adiantados venham destruir ou enfraquecer essa influência.”
754. A crueldade não derivará da carência de senso moral? “Dize - da falta de desenvolvimento do senso moral; não digas da carência, porquanto o senso moral existe, como princípio, em todos os homens. É esse senso moral que dos seres cruéis fará mais tarde seres bons e humanos. Ele, pois, existe no selvagem, mas como o princípio do perfume no gérmen da flor que ainda não desabrochou.”
Em estado rudimentar ou latente, todas as faculdades existem no homem. Desenvolvem-se, conforme lhes sejam mais ou menos favoráveis as circunstâncias. O desenvolvimento excessivo de uma detém ou neutraliza o das outras. A sobreexcitação dos instintos materiais abafa, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais.
755. Como pode dar-se que, no seio da mais adiantada civilização, se encontrem seres às vezes cruéis quanto os selvagens? “Do mesmo modo que numa árvore carregada de bons frutos se encontram verdadeiros abortos. São, se quiseres, selvagens que da civilização só têm o exterior, lobos extraviados em meio de cordeiros. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar entre homens adiantados, na esperança de também se adiantarem, Mas, desde que a prova é por demais pesada, predomina a natureza primitiva.”
756. A sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos? “A Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, quando este é joeirado. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Tens disso um exemplo nas plantas e nos animais que o homem há conseguido aperfeiçoar, desenvolvendo neles qualidades novas. Pois bem, só ao cabo de muitas gerações o desenvolvimento se torna completo. É a imagem das diversas existências do homem.”
Duelo
757. Pode-se considerar o duelo como um caso de legítima defesa? “Não; é um assassínio e um costume absurdo, digno dos bárbaros. Com uma civilização mais adiantada e mais moral, o homem compreenderá que o duelo é tão ridículo quanto os combates que outrora se consideravam como o juízo de Deus.”
758. Poder-se-á considerar o duelo como um assassínio por parte daquele que, conhecendo a sua própria fraqueza, tem a quase certeza de que sucumbirá? “É um suicídio.”
a) - E quando as probabilidades são as mesmas para ambos os duelistas, haverá assassínio ou suicídio? “Um e outro.” Em todos os casos, mesmo quando as probabilidades são idênticas para ambos os combatentes, o duelista incorre em culpa, primeiro, porque atenta friamente e de propósito deliberado contra a vida de seu semelhante; depois, porque expõe inutilmente a sua própria vida, sem proveito para ninguém.”
759. Que valor tem o que se chama ponto de honra, em matéria de duelo? “Orgulho e vaidade: dupla chaga da Humanidade.”
a) - Mas, não há casos em que a honra se acha verdadeiramente empenhada e em que uma recusa fora covardia? “Isso depende dos usos e costumes. Cada país e cada século tem a esse respeito um modo de ver diferente. Quando os homens forem melhores e estiverem mais adiantados em moral, compreenderão que o verdadeiro ponto de honra está acima das paixões terrenas e que não é matando, nem se deixando matar, que repararão agravos.”
Há mais grandeza e verdadeira honra em confessar-se culpado o homem, se cometeu falta, ou em perdoar, se de seu lado esteja a razão, e, qualquer que seja o caso, em desprezar os insultos, que o não podem atingir.
Pena de morte
760. Desaparecerá algum dia, da legislação humana, a pena de morte? “Incontestavelmente desaparecerá e a sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens estiverem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida na Terra. Não mais precisarão os homens de ser julgados pelos homens. Refiro-me a uma época ainda muito distante de vós.”
Sem dúvida, o progresso social ainda muito deixa a desejar. Mas, seria injusto para com a sociedade moderna quem não visse um progresso nas restrições postas à pena de morte, no seio dos povos mais adiantados, e à natureza dos crimes a que a sua aplicação se acha limitada. Se compararmos as garantias de que, entre esses mesmos povos, a justiça procura cercar o acusado, a humanidade de que usa para com ele, mesmo quando o reconhece culpado, com o que se praticava em tempos que ainda não vão muito longe, não poderemos negar o avanço do gênero humano na senda do progresso.
761. A lei de conservação dá ao homem o direito de preservar sua vida. Não usará ele desse direito, quando elimina da sociedade um membro perigoso? “Há outros meios de ele se preservar do perigo, que não matando. Demais, é preciso abrir e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento.”
762. A pena de morte, que pode vir a ser banida das sociedades civilizadas, não terá sido de necessidade em épocas menos adiantadas? “Necessidade não é o termo. O homem julga necessária uma coisa, sempre que não descobre outra melhor. À proporção que se instrui, vai compreendendo melhormente o que é justo e o que é injusto e repudia os excessos cometidos, nos tempos de ignorância, em nome da justiça.”
763. Será um indício de progresso da civilização a restrição dos casos em que se aplica a pena de morte? “Podes duvidar disso? Não se revolta o teu Espírito, quando lês a narrativa das carnificinas humanas que outrora se faziam em nome da justiça e, não raro, em honra da Divindade; das torturas que se infligiam ao condenado e até ao simples acusado, para lhe arrancar, pela agudeza do sofrimento, a confissão de um crime que muitas vezes não cometera? Pois bem! Se houvesses vivido nessas épocas, terias achado tudo isso natural e talvez mesmo, se foras juiz, fizesses outro tanto. Assim é que o que pareceu justo, numa época, parece bárbaro em outra. Só as leis divinas são eternas; as humanas mudam com o progresso e continuarão a mudar, até que tenham sido postas de acordo com aquelas.”
764. Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Estas palavras não consagram a pena de talião e, assim a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena? “Tomai cuidado! Muito vos tendes enganado a respeito dessas palavras, como acerca de outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este o sentido das palavras de Jesus. Mas, não vos disse ele também: Perdoai aos vossos inimigos? E não vos ensinou a pedir a Deus que vos perdoe as ofensas como houverdes vós mesmos perdoado, isto é, na mesma proporção em que houverdes perdoado, compreendei-o bem?”
765. Que se deve pensar da pena de morte imposta em nome de Deus? “É tomar o homem o lugar de Deus na distribuição da justiça. Os que assim procedem mostram quão longe estão de compreender Deus e que muito ainda têm que expiar. A pena de morte é um crime, quando aplicada em nome de Deus, e os que a impõem se sobrecarregam de outros tantos assassínios.

Subsídios ao evangelizador:
A Gênese, cap. III, itens 20 a 24 – Destruição dos seres vivos uns pelos outros;
O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XII – Amai os vossos inimigos;
Leis Morais da Vida, Divaldo Franco/Joana de Angelis, Editora Leal, capítulo VI;

Leis Morais & Saúde Mental, de Sérgio Luis da Silva Lopes, Editora Francisco Spinelli, capítulo VI;
A Constituição Divina, de Richard Simonetti, Editora CEAC, capítulo Da Lei de Destruição.
Prece de encerramento

Lei de Reprodução - Parte 3ª, capítulo IV de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Primeiro momento: distribuir perguntas acerca do capítulo Lei de Reprodução (O Livro dos Espíritos, parte III, capítulo IV). Pode-se dividir a turma em grupos (por exemplo, cinco grupos e entregar duas perguntas para cada grupo), ou entregar uma questão para cada evangelizando, podendo a mesma questão ser entregue a mais de um evangelizando.
Obs.: o evangelizador poderá levar vários exemplares de O Livro dos Espíritos para serem consultados, ou imprimir o capítulo tema da aula.
Sugestões de perguntas:

A população da Terra continua crescendo. Chegará um dia em que não haverá mais espaço e/ou comida para todos? (LE questão 686)
No futuro, a raça humana vai deixar de existir na Terra? (LE questão 689)
Outras raças de seres humanos vão existir na Terra no futuro? (LE questão 689)
O que distingue as raças primitivas das raças atuais? (LE questão 691)
É correto o ser humano tentar aperfeiçoar as raças animais e os vegetais através da ciência? (LE questão 692)
Pode o ser humano regular a reprodução dos seres vivos, evitando que sejam em número excessivo? (LE questão 693 – a)
O costume do casamento, isto é, dos seres humanos unirem-se em relacionamentos duradouros com o objetivo de constituírem uma família, pode ser considerado um tipo de progresso? (LE questão 696)
Os Espíritas podem se divorciar? Por quê? (LE questão 697)
O que é celibato? Quando ele tem valor perante as leis Divinas? (LE questões 698 e 699)
O que é poligamia? E monogamia? Qual delas é conforme a Lei de Deus? (LE questão 701)

Subsídios ao evangelizador:
A população da Terra continua crescendo. Chegará um dia em que não haverá mais espaço e/ou comida para todos? (LE questão 686) Não, pois Deus a tudo provê, e mantém o equilíbrio. Sem a reprodução das espécies (animal, vegetal e seres humanos), a vida na Terra não existiria. Há, porém, coisas que ainda não compreendemos porque somos Espíritos ainda imperfeitos.
No futuro, a raça humana vai deixar de existir na Terra? (LE questão 689) Sim, com a evolução espiritual, a raça humana dará lugar a outras raças mais evoluídas, que descenderão da raça atual. Poderão ser os mesmos Espíritos que hoje habitam a Terra, porém, mais evoluídos reencarnando em corpos mais adequados a sua evolução.
O que distingue as raças primitivas das raças atuais? (LE questão 691) As raças primitivas tinham como característica dominante a força física e o instinto, enquanto as raças atuais utilizam mais a inteligência do que a força física, e realizam muito mais coisas, na exata medida em que evoluem espiritualmente.
É correto o ser humano tentar aperfeiçoar as raças animais e os vegetais através da ciência? (LE questão 692) Não são contrários às leis naturais, nem o foram em tempo algum, os esforços dos seres humanos para realizar descobertas que visem melhorar a qualidade de vida de seres humanos, animais e vegetais. Porém não se deve prejudicar a natureza, e a inteligência deve ser usada com amor, sem causar sofrimento às espécies, respeitando todas as formas de vida. Somente a Deus pertence a vida.
Pode o ser humano regular a reprodução dos seres vivos, evitando que sejam em número excessivo? (LE questão 693 – a) Pode regular a reprodução de acordo com a necessidade, mas não pela vaidade ou pelo egoísmo. Não deve, porém, entravar a reprodução, cometendo abusos. Os animais e as plantas têm a sua própria maneira de prover o equilíbrio da natureza. Assim, por exemplo, quando muitas plantas são plantadas em um pequeno espaço, elas não crescem livremente, e se atrofiam, é a lei de Deus em ação.
O costume do casamento, isto é, dos seres humanos unirem-se em relacionamentos duradouros com o objetivo de constituírem uma família, pode ser considerado um tipo de progresso? (LE questão 696) Sim, porque a extinção do casamento seria um retrocesso, onde faltaria o respeito e a colaboração mútua na família.
Os Espíritas podem se divorciar? Por quê? (LE questão 697) Sim, podem se divorciar. Separar o que não está realmente unido pela sintonia, pelo amor e pelo respeito pode ser uma solução para que não se contraiam novos débitos. Não deve ser, porém, a solução buscada sempre que ocorrer conflitos entre o casal. Deve haver um esforço no sentido de desenvolver laços de respeito e fraternidade nos relacionamentos.
O que é celibato? Quando ele tem valor perante as leis Divinas? (LE questões 698 e 699) Celibato é o estado de uma pessoa que se mantém solteira. Essa escolha somente tem valor perante as leis divinas se tiver como objetivo trabalhar em favor do próximo, ou for uma prova escolhida pelo Espírito. O que importa é a intenção, o motivo pelo qual a pessoa escolheu este estilo de vida.
O que é poligamia? E monogamia? Qual delas é conforme a Lei de Deus? (LE questão 701) Poligamia é o casamento de um indivíduo com vários outros, simultaneamente. Monogamia é regra, costume ou prática socialmente regulamentada segundo a qual uma pessoa (homem ou mulher) não pode ter mais de um marido ou esposa. A extinção da poligamia é um progresso social. Enquanto na poligamia prevalece a sensualidade, na monogamia o casal deve desenvolver afeição mútua.
Segundo momento: convidar os evangelizandos para formarem um círculo, a fim de comentar as questões.

Capítulo IV – Lei de Reprodução:
1. População do globo. - 2. Sucessão e aperfeiçoamento das raças. - 3. Obstáculos à reprodução. - 4. Casamento e celibato. - 5. Poligamia.
População do globo
686. É lei da Natureza a reprodução dos seres vivos? “Evidentemente. Sem a reprodução, o mundo corporal pereceria.”
687. Indo sempre a população na progressão crescente que vemos, chegará tempo em que seja excessiva na Terra? “Não, Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio. Ele coisa alguma inútil faz. O homem, que apenas vê um canto do quadro da Natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto.”
Sucessão e aperfeiçoamento das raças
688. Há, neste momento, raças humanas que evidentemente decrescem. Virá momento em que terão desaparecido da Terra? “Assim acontecerá, de fato. É que outras lhes terão tomado o lugar, como outras um dia tomarão o da vossa.”
689. Os homens atuais formam uma criação nova, ou são descendentes aperfeiçoados dos seres primitivos? “São os mesmos Espíritos que voltaram, para se aperfeiçoar em novos corpos, mas que ainda estão longe da perfeição. Assim, a atual raça humana, que, pelo seu crescimento, tende a invadir toda a Terra e a substituir as raças que se extinguem, terá sua fase de crescimento e de desaparição. Substituí-la-ão outras raças mais aperfeiçoadas, que descenderão da atual, como os homens civilizados de hoje descendem dos seres brutos e selvagens dos tempos primitivos.”
690. Do ponto de vista físico, são de criação especial os corpos da raça atual, ou procedem dos corpos primitivos, mediante reprodução? “A origem das raças se perde na noite dos tempos. Mas, como pertencem todas à grande família humana, qualquer que tenha sido o tronco de cada uma, elas puderam aliar-se entre si e produzir tipos novos.”
691. Qual, do ponto de vista físico, o caráter distintivo e dominante das raças primitivas? “Desenvolvimento da força bruta, à custa da força intelectual. Agora, dá-se o contrário: o homem faz mais pela inteligência do que pela força do corpo. Todavia, faz cem vezes mais, porque soube tirar proveito das forças da Natureza, o que não conseguem os animais.”
692. Será contrário à lei da Natureza o aperfeiçoamento das raças animais e vegetais pela Ciência? Seria mais conforme a essa lei deixar que as coisas seguissem seu curso normal? “Tudo se deve fazer para chegar à perfeição e o próprio homem é um instrumento de que Deus se serve para atingir Seus fins. Sendo a perfeição a meta para que tende a Natureza, favorecer essa perfeição é corresponder às vistas de Deus.”
a) - Mas, geralmente, os esforços que o homem emprega para conseguir a melhoria das raças nascem de um sentimento pessoal e não objetivam senão o acréscimo de seus gozos. Isto não lhe diminui o mérito? “Que importa seja nulo o seu merecimento, desde que o progresso se realize? Cabe-lhe tornar meritório, pela intenção, o seu trabalho. Demais, mediante esse trabalho, ele exercita e desenvolve a inteligência e sob este aspecto é que maior proveito tira.”
Obstáculos à reprodução
693. São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução? “Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral.”
a) - Entretanto, há espécies de seres vivos, animais e plantas, cuja reprodução indefinida seria nociva a outras espécies e das quais o próprio homem acabaria por ser vítima. Pratica ele ato repreensível, impedindo essa reprodução? “Deus concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de que ele deve usar, sem abusar. Pode, pois, regular a reprodução, de acordo com as necessidades. A ação inteligente do homem é um contrapeso que Deus dispôs para restabelecer o equilíbrio entre as forças da Natureza e é ainda isso o que o distingue dos animais, porque ele obra com conhecimento de causa. Mas, os mesmos animais também concorrem para a existência desse equilíbrio, porquanto o instinto de destruição que lhes foi dado faz com que, provendo à própria conservação, obstem ao desenvolvimento excessivo, quiçá perigoso, das espécies animais e vegetais de que se alimentam.”
694. Que se deve pensar dos usos, cujo efeito consiste em obstar à reprodução, para satisfação da sensualidade? “Isso prova a predominância do corpo sobre a alma e quanto o homem é material.”
Casamento e celibato
695. Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres? “É um progresso na marcha da Humanidade.”
696. Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento? “Seria uma regressão à vida dos animais.” O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.
697. Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? “É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.”
698. O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus? “Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam o mundo.”
699. Da parte de certas pessoas, o celibato não será um sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo mais completo, ao serviço da Humanidade? “Isso é muito diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem. Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito.” Não é possível que Deus se contradiga, nem que ache mau o que Ele próprio fez. Nenhum mérito, portanto, pode haver na violação da Sua lei. Mas, se o celibato, em si mesmo, não é um estado meritório, outro tanto não se dá quando constitui, pela renúncia às alegrias da família, um sacrifício praticado em prol da Humanidade. Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer idéia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material.
Poligamia
700. A igualdade numérica, que mais ou menos existe entre os sexos, constitui indício da proporção em que devam unir-se? “Sim, porquanto tudo, em a Natureza, tem um fim.”
701. Qual das duas, a poligamia ou a monogamia, é mais conforme à lei da Natureza? “A poligamia é lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há afeição real: há apenas sensualidade.”
Se a poligamia fosse conforme à lei da Natureza, devera ter possibilidade de tornar-se universal, o que seria materialmente impossível, dada a igualdade numérica dos sexos. Deve ser considerada como um uso ou legislação especial apropriada a certos costumes e que o aperfeiçoamento social fez que desaparecesse pouco a pouco.

Prece de encerramento

Lei do Trabalho - Parte 3ª, capítulo III de O Livro dos Espíritos

Prece inicial
Primeiro momento: contar a história Toda ocupação útil é trabalho.
Toda ocupação útil é trabalho
Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho. “Questão 675 de O Livro dos Espíritos.

Era o primeiro dia de férias da escola e a mãe de Artur pediu a ele para secar a louça do almoço.
- Não posso! – respondeu o garoto. Nestas férias não vou fazer nada! Trabalhar... nem pensar!
Assim, naquele dia Artur se negou a arrumar o quarto, a lavar seu tênis e a guardar sua roupa que havia sido passada. Ele ficou deitado no sofá, a tarde toda, olhando bobagens na TV. Sua mãe pensou que podia obrigá-lo a ajudar, mas resolveu fazer diferente...
No dia seguinte, acordou muito tarde e se recusou a varrer a calçada, dizendo:
- Trabalhar nas férias? Nem pensar!
A mãe, então desafiou o filho:
- Aposto que você não consegue ficar uma semana sem trabalhar!
- Aposto um sorvete como eu consigo! – respondeu Artur.
- Combinado! – disse a mãe.
Dona Ana passou, então, a observar de perto o filho, verificando as escolhas que ele fazia. Quando ele terminou de ler um dos livros que havia ganhado de seu tio, ela disse:
- Meu filho, talvez você não saiba, mas na Doutrina Espírita aprendemos que TODA OCUPAÇÃO ÚTIL É TRABALHO. Ler este livro, com histórias espíritas, é trabalho.
Sem querer trabalhar, Artur pegou a bicicleta para dar uma volta na quadra. Pedalou alegremente por mais de uma hora, e quando voltou, Dona Ana lembrou:
- Exercícios físicos são ótimos para o corpo. É uma ocupação útil, logo é ...
- Trabalho! – completou Artur, largando a bicicleta.
Quando o menino começava a ficar entediado, chegou Abigail, sua vizinha, convidando para brincar. Os dois se divertiram muito juntos durante horas. Quando ela foi embora, Dona Ana esclareceu:
- Brincadeiras saudáveis como as dessa tarde fazem bem ao Espírito, educam e ensinam respeito e cordialidade. Logo, podem ser considerados como uma espécie de trabalho.
Artur não respondeu. Em seguida, ligou a TV e assistiu um documentário sobre animais, aprendendo muitas coisas interessantes sobre os bichos de estimação.
- Estudar é uma importante ocupação útil, assim como assistir a educativos programas na TV – lembrou a mãe, mais tarde, durante o jantar.
Naquela noite, Artur assistiu um filme que havia pegado na locadora. Era um filme de terror, com cenas de suspense. Quando Dona Ana chegou na sala, ela comentou:
- Isso realmente não é trabalho. Não é útil, mas acho que serve para deixar você com medo e atrair para o ambiente companhias espirituais que adoram o medo e a violência.
Artur ficou pensativo, mas terminou de assistir o filme. Mais tarde, quando sua mãe veio dar boa-noite, perguntou:
- Você já fez suas orações?
Ante a resposta afirmativa, ela sorriu e disse:
- Orar por si mesmo e pelos outros é uma bela e útil ocupação... E enquanto dormimos, podemos, em Espírito trabalhar e estudar...
Artur apenas sorriu, compreendendo que não venceria a aposta feita.
E foi assim, com amor e paciência, fazendo o menino refletir acerca de suas escolhas, que a mãe de Artur ensinou a ele que toda ocupação útil é trabalho.
No dia seguinte, Artur secou a louça do almoço e arrumou o quarto, sem reclamar. Ele foi sentindo que ser útil é uma escolha inteligente, que traz bem-estar e alegria, e que o trabalho é uma oportunidade valiosa de aprendizado e evolução.
Alguns dias depois, mãe e filho fizeram uma pausa nos trabalhos que realizavam e saborearam um enorme e delicioso sorvete.

Segundo momento: comentários à história, ressaltando a interpretação da questão 675 de O Livro dos Espíritos:
Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”

Terceiro momento: pedir que os evangelizandos citem situações que envolvam o tema da aula. O evangelizador deverá complementar as ideias, com situações não citadas, como por exemplo:
* A natureza trabalha sem cessar. Por exemplo: a abelha que fabrica o mel, o bicho-da-seda, as flores que embelezam o ambiente e alimentam outros animais (como a borboleta). Também os animais de estimação exercem importantes tarefas em nossos lares, levando alegria, companheirismo e amizade aos seus donos.
* O agricultor quando sai a plantar, cuida da plantação e colhe o que plantou dá exemplos de trabalho.
* Ler um livro ou assistir um filme edificante (instrutivo, esclarecedor, educativo) é trabalhar.
* Cozinhar com amor é trabalhar.
* Realizar exercícios físicos, é cuidar do corpo físico e um modo de ocupação útil = trabalho.
* Estudar é um modo de trabalhar.
* O evangelizador quando prepara suas aulas está trabalhando.
* Participar das aulas de evangelização, colaborando com boas atitudes também é trabalho.
Quarto momento: perguntar se quando dormimos trabalhamos. Esclarecer que o Espírito pode trabalhar e estudar no Mundo Espiritual, enquanto o corpo físico repousa. O repouso do corpo físico também é importante para reparação das forças físicas.
Quinto momento: concluir que, para qualquer pessoa, a ociosidade (desocupação, preguiça) é uma punição, uma tortura, trazendo consequências negativas para o corpo e o Espírito.
Sexto momento – atividades:
1 - Com base na conclusão que TODA OCUPAÇÃO ÚTIL É TRABALHO: descrever (ou desenhar) o trabalho que mais gosta, explicando o motivo.
2 - Fazer mímicas acerca das profissões, para que o grupo adivinhe a ocupação, dizendo as ferramentas que utiliza naquela tarefa.
Exemplos: cabeleireiro, dentista, médico, estudante, professor, lixeiro, cozinheiro, operador de computador, pedreiro, carpinteiro, bancário, etc.
Prece de encerramento

Liberdade e limites I
Prece inicial
Objetivo: demonstrar ao jovem, através da troca de idéias, que sua liberdade está ligada diretamente ao senso de responsabilidade e à necessidade de limites.
Sugestão de dinâmica a realizar: dividir a turma em grupos, de no mínimo quatro elementos, dividir o quadro de giz de acordo com o número de grupos. Em cada divisão do quadro deixar um dicionário. Para iniciar a dinâmica, os jovens deverão estar na parede oposta a do quadro e ali reunir seu grupo. Traçaremos uma linha de partida para que todos tenham um ponto de referência. Cada grupo deverá escolher um representante que se posicionará na linha de partida, e ao sinal de "largada", dado pelo evangelizador, correrão até o quadro, pegarão o dicionário e trarão este na cabeça, sem ajuda das mãos, equilibrando até o seu grupo, onde buscarão no dicionário as definições de liberdade e limites. Escolherão mais dois (02) representantes para irem ao quadro, expor a definição que entenderam. Porém, ao se dirigirem ao quadro, farão a trajetória de "ida" equilibrando, na palma da mão, um cabo de vassoura, e ao voltar correndo entregarão o cabo ao outro evangelizando que escreverá a 2ª definição.
Dando continuidade à dinâmica, cada grupo elaborará adjetivos para as definições de liberdade e limites, e dentro das regras do jogo enviarão seus representantes ao quadro de modo que todos tenham a oportunidade de colocar os adjetivos para as referidas definições.
Esgotando o tempo limite (de acordo com o número de evangelizandos) terá vencido o grupo que mais adjetivos coerentes com o tema escrever no quadro.
Já no grande grupo discutiremos, à luz da doutrina, as palavras escrita pelos jovens no quadro-negro.
Conclusão: o equilíbrio é um dos fatores fundamentais para a liberdade, e os limites são a ferramenta do equilíbrio.
Prece de encerramento
Bibliografia: Apostila da FERGS, módulo III, ano 2000; O Evangelho Segundo o Espiritismo; Evolução para o 3º Milênio, editora Edicel, ver índice remissivo = "liberdade"; Adolescência e Vida, capítulo VI, Editora Leal.

Liberdade e limites II
Prece inicial
Primeiro momento - técnica: colocamos todos os jovens sentados em um grande círculo e desenhamos um círculo em volta da cadeira de cada um. Cada círculo fez intersecção com o círculo do colega que estava sentado ao lado. Assim:

O círculo em volta da cadeira representa a individualidade. Porém, de qualquer forma influenciamos na vida dos outros, essa influência está aqui representada pelas intersecções. Fizemos uma reflexão a respeito da nossa responsabilidade no nosso grupo social. Muitas vezes agimos acreditando que nossas ações afetarão somente a nós mesmos, porém, até mesmo nossos pensamentos afetam as outras pessoas de alguma forma.
Distribuímos para cada jovem um papel onde cada um escreveu o que não gosta nos outros. Fatos do seu dia-a-dia, ações dos amigos, conhecidos ou familiares que não lhe agradam, coisas que gostaria de mudar nos outros.
Cada um pegou seu papel e entregou a um colega de sua escolha, fazendo um risco com giz no chão, ligando seu círculo ao do colega.
Após todos terem trocado os papéis, analisamos as semelhanças entre as coisas que cada um escreveu e o que recebeu do colega. Percebendo serem muitas as semelhanças, e concluímos que muitas vezes o que desejamos mudar nos outros são coisas que nós temos que mudar e que os outros também desejariam mudar em nós.
Segundo momento: cada um escreve no papel que recebeu do colega algumas coisas que poderia indicar, aconselhar, meios de superar as dificuldades que ele escreveu.
Cada um levanta, deixa o papel que recebeu na sua cadeira, e, tenta apagar o risco feito no chão com o giz, com um pano molhado, sem tirar o pano do chão e sem passar por cima do risco dos outros, vai até o colega para quem entregou o seu papel e senta-se cadeira dele. Cada um irá receber outra vez o papel que havia escrito, agora com os conselhos do colega.
Refletimos a respeito das nossas ações, que têm reações que muitas vezes não imaginamos. Além disso, não adianta querermos mudar os outros, e sim devemos tentar modificar a nós mesmos. A partir da dificuldade de apagar o risco, sem passar por cima do risco do outro, falamos a respeito de que nossas ações sempre terão influência na vida dos outros.
Prece de encerramento

Livre-arbítrio
Prece inicial
Primeiro momento: realizar a Técnica do Percurso (conforme explicado abaixo). Ao dar as instruções, dizer aos jovens: “Aqui vocês tem um percurso, vamos passar um de cada vez. No caminho vão encontrar algumas tarefas indicando coisas para que vocês façam.” Importante: não dizer nas instruções que no percurso as tarefas indicam coisas que eles TERÃO que fazer (é apenas indicativo, não obrigatório).
Organizar um percurso onde existam algumas tarefas:
1 - Ande agachado até a próxima tarefa.
2 - Coma um biscoito e faça um gesto para o colega que vem atrás.
3 - Caminhe num pé só até a próxima tarefa.
4 - Tome um copo de água.
5 - Dê três voltinhas em torno da cadeira.
6 - Pule os obstáculos com os dois pés ao mesmo tempo. (colocar 3 caixas altas no caminho)
Segundo momento: após todos os jovens realizarem todo o percurso, cada jovem deve pegar um bilhete de uma caixinha. Todos os bilhetes devem conter a seguinte mensagem:
“Teu primordial compromisso é contigo mesmo, e tua tarefa mais importante na Terra, para a qual és o único preparado, é desenvolver tua individualidade no transcorrer de tua longa jornada evolutiva. Nosso dever é redescobrir o que é verdadeiro para nós e não esconder nossos sentimentos de qualquer pessoa ou de nós mesmos, mas sim ter liberdade e segurança em nossas relações pessoais, para decidirmos seguir na direção que escolhemos. Não “devemos” ser o que a sociedade quer nos impor ou definir como melhor. Precisamos compreender que nossos objetivos e finalidades de vida têm valor unicamente para nós; os dos outros, particularmente, para eles.”
Hammed
Terceiro momento: após os jovens já terem passado na trilha, os evangelizadores devem realizá-la também, porém com a diferença de que não farão todas as tarefas indicadas.
Provavelmente os jovens vão protestar porque não foram realizadas todas as tarefas pelos evangelizadores. Então, os evangelizadores perguntam:
* Por que vocês fizeram tudo o que estava escrito no percurso?
* Alguém mandou?
* Vocês sabiam por que estavam fazendo?
* Refletiram se aquilo era útil ou se queriam mesmo fazer?
Quarto momento: refletir que, às vezes, as pessoas se preocupam muito em seguir as idéias sociais, fazendo certas coisas porque assim aprendemos que era o melhor. Perguntar se já pararam para refletir se tudo o que fizemos e que pensamos está de acordo com aquilo que consideramos importante para nós? Ou será que muitos não vão simplesmente “na onda”? Conversar acerca da importância de se escutar a vontade, principalmente no momento de escolha profissional (vestibular) que os jovens estão passando.
Quinto momento: cada jovem pode falar sobre rituais religiosos que conhece e que são praticados sem que se saiba o motivo daquela prática (muitos jovens participaram de outra religião antes de conhecer a Doutrina Espírita). Lembrar que não é preciso citar a religião, apenas os rituais.
Sexto momento: conversar sobre os rituais e as proibições que não temos na Doutrina Espírita. Lemos e comentamos as questões 653 e 654 de O Livro dos Espíritos.
Prece de encerramento

Livre-arbítrio e Lei de Causa e Efeito
Prece inicial
Primeiro momento: em círculo, coloca-se um cartaz no chão, com o seguinte questionamento:
Somos realmente livres?
Segundo momento: colocar, ao lado (no chão) outros cartazes, um a um, com argumentos que provoquem dúvidas nos jovens, se a liberdade é real:
1 - E a obediência às leis e regulamentos civis?
2 - E as convenções e responsabilidades com a sociedade?
3 - E as nossas obrigações com a família e os parentes?
4 - E a união compulsória do Espírito ao corpo?
5 - E a preocupação com a preservação e sustento do corpo físico?
6 - E a imposição do trabalho como necessidade de sobrevivência?
Terceiro momento: os tópicos devem ser comentados, relacionando a liberdade com a lei de causa e efeito.
Quarto momento: os jovens devem concluir que somos livres, mas nosso livre-arbítrio está interligado às suas conseqüências e à liberdade de nossos irmãos.
Quinto momento: expor mais dois cartazes, resumindo o tema do encontro, com as seguintes frases:
"A liberdade de fazer o que se quer está condicionada à liberdade de fazer o que se deve." (Livro da Esperança)
"Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas também somos constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras." (Emmanuel / Encontro Marcado)
Prece de encerramento

Livre-arbítrio e Lei de causa e efeito II
Prece inicial
Sondar os conhecimentos prévios dos jovens acerca do tema do encontro.
Propor que, em grupos, montem pequenas encenações que ilustrem situações sobre o tema.
Quando trabalhamos com essa proposta, surgiram diversos enredos: situações em que o efeito da ação acontecia numa mesma existência, como conseqüência de uma má escolha; em outras, em que aquele que havia praticado uma má ação recebia a mesma coisa em outra existência.
É importante que o evangelizador saiba trabalhar com as hipóteses dos jovens, mesmo as equivocadas, porque o erro deve ser visto como ensejo para a construção do conhecimento, basta saber trabalhar a partir dele.
Depois, trabalhamos um esquema sobre o assunto, trazendo sempre como exemplo e ilustração as encenações dos grupos.
Bibliografia do Esquema: RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o terceiro Milênio. Tratado Psíquico para o Homem Moderno. 12ª ed. DF: Edicel, 1996.
Determinismo – O indivíduo faz exatamente aquilo que tinha de fazer e não poderia fazer outra coisa; a determinação de seus atos pertence à força de certas causas, externas e internas. O que acontece não poderia deixar de acontecer porque está ligado a causas anteriores.
Livre-arbítrio – A vontade humana é livre para tomar decisões e determinar suas ações. Diante de várias opções oferecidas por uma situação real, o homem poderia escolher racionalmente e agir livremente de acordo com a escolha feita, ou não agir se o quisesse.
Frequentemente a condição mental do sujeito impõe restrições ao livre-arbítrio: irreflexão (impulsividade), hábitos fixos, inércia, imitação, moda, etc. Todavia, essas limitações não chegam a cassar a liberdade por completo, nem eliminam a responsabilidade dos atos.
Nos reinos animal e humano inferior prevalece o determinismo; o instinto dá o melhor sem o perigo da escolha mal feita. O livre-arbítrio é progressivo e relativo, evoluindo do determinismo físico à medida que a consciência (razão) se desenvolve. O livre-arbítrio é uma conquista evolutiva. E, com ele, desponta um novo fator moral – responsabilidade ou necessidade de enfrentar as conseqüências dos atos praticados, que a Lei impõe a todos.
Lei de causa e efeito - A liberdade de decidir e agir existe antes da ação ser executada. Posta em movimento, o agente prende-se aos efeitos das causas que gerou. A liberdade é condicionada e o livre-arbítrio é relativo, pois dependem do que se fez antes.
Ao pensar e agir o homem liberta forças, ficando sujeito ao retorno delas, nesta ou na outra existência. Originando novas causas com o bem, hoje, é possível neutralizar as causas pretéritas do mal e reconquistar o equilíbrio.
Mas nem tudo o que nos acontece deriva do passado. Queimar a mão pode ser simplesmente imprudência.
Todas as deficiências morais (crime, vício) são carências derivadas de abusos antigos. É o egoísmo o estado mental que leva o ser humano a todas as desgraças.
É a dor o fator que faz com que o homem aprenda. O sujeito que provou em si o mal que antes fizera a outro, fica propenso a realizar, no futuro, o bem correspondente. A misericórdia Divina quer a transformação moral do pecador e não o seu sacrifício sem motivo consistente.
Débitos:
1) Estacionário: quando as vidas passam sem mudança de atitude íntima.
2) Resgate interrompido: quando o sujeito abandona a situação em que está e mete-se em nova complicação.
3) Aliviado: se a ação positiva for iniciada para a liquidação da dívida.
4) Dívida expirante: liquida o erro sem cometer outros.
5) Dívida agravada: repete e amplia o erro na existência atual.
6) Resgate coletivo: em grupo, todos em mesma dívida.
Prece de encerramento

Livre-arbítrio, Lei de Causa e Efeito e Lei de Evolução
Prece inicial
Objetivo: reconhecer através da dinâmica proposta que o Livre-arbítrio, a Lei de Causa e Efeito e a Lei de Evolução são alicerces que norteiam a conduta moral do homem.
Primeiro momento - sugestão de dinâmica a utilizar: "Redação rotativa".
O tema a ser proposto para a redação fica a critério do evangelizador. Um exemplo é aproveitar o Dia das Mães, mas é possível qualquer outro tema. O título proposto para a redação foi "Mãe, a história de uma jovem..."
Divide-se a turma em 04 grupos, e em cada grupo, todos os elementos começam a escrever uma redação ao mesmo tempo. Passados alguns minutos eles passam a redação para o companheiro a sua esquerda, de forma que cada evangelizando possa ler e dar continuidade à história que o outro colega começou a elaborar. A rotação de textos continua até que todos tenham participado da redação do seu grupo. O último componente deve concluir a história iniciada pelo grupo.
Posteriormente, os pequenos grupos retornavam ao grande grupo, onde algumas histórias são lidas e seus desfechos comentados pelos jovens.
Segundo momento: em face da dinâmica proposta, os jovens concluem que ao fazerem a redação rotativa, estavam usando do seu livre-arbítrio, pois tinham liberdade para escrever; também faziam acontecer a Lei de Causa e Efeito e a Lei de Evolução, pois ao girar os textos (passando outro jovem a escrevê-la) os personagens experimentavam as conseqüências de seus atos, segundo as leis citadas.
Terceiro momento: conversar com os jovens sobre Livre-arbítrio, Lei de Causa e Efeito e Lei de Evolução na vida de um jovem.
Prece de encerramento
Bibliografia: Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. pergunta 122.

Paz
Prece inicial
Primeiro momento: propor aos jovens a elaboração de situações de conflitos em nosso dia-a-dia, para serem expostas em curtas encenações. Dividir em quatro grupos e distribuir os seguintes temas:
Conflitos na escola com os professores;
Conflitos na escola com os amigos;
Conflitos no lar com os pais;
Conflitos no lar com os irmãos.

Segundo momento: os grupos dispõem de dez minutos para a elaboração das situações.
Terceiro momento: encenar as situações elaboradas, analisando cada realidade: quais as atitudes observadas? O que levou os personagens a agirem de tal forma? Ambas as partes estavam erradas? Qual a atitude mais correta? O que faríamos no lugar do personagem?
Quarto momento: cada evangelizando deve organizar para si mesmo quatro metas a serem cumpridas durante o cotidiano a fim de promover a paz em seu cotidiano.
Sugestão de leitura: Livro dos Espíritos, questões 742 e 743.
Prece de encerramento

Pedro e Paulo
Prece Inicial
Primeiro momento: fazer a leitura do texto e comentários.
Pedro
Irmão do Apóstolo André, era um pescador no mar da Galiléia, mais precisamente da cidade de Cafarnaun. Seu nome era Simão, mas recebeu de Jesus o sobrenome de Pedro ou Cefas, que significa pedra em grego e hebraico, respectivamente.
Junto com os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importantes milagres do Mestre sobre a Terra.
Existe uma passagem peculiar nos Evangelhos, em que Pedro nega por três vezes que seria Apóstolo de Jesus. Quando, como Jesus predissera, o galo cantou depois da terceira negativa, Pedro verteu-se em lágrimas.
É tido como fundador da Igreja Cristã em Roma, considerado pela Igreja Católica como o primeiro Papa. Depois da morte de Jesus, despontou-se como líder dos doze Apóstolos, aparecendo em destaque em todas as narrativas evangélicas. Exerceu autoridade na recém-nascida comunidade cristã, apoiou a iniciativa de Paulo de Tarso de incluir os não-judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica.
Foi morto em Roma no ano de 64 D.C., na perseguição feita por Nero aos cristãos, crucificado de cabeça para baixo, conforme a sua vontade, pois não se achava digno de morrer como Jesus.
Seu túmulo se encontra sob a Catedral de S. Pedro, no Vaticano.
Texto baseado no site : http://www.espiritismo.org/os12apost.htm

Paulo de Tarso
Era inicialmente chamado de Saulo, nascido na cidade de Tarso. Depois de Jesus, é considerado a figura mais importante do cristianismo. Era um judeu de uma importante e rica família. Começou a receber aos 14 anos a formação rabínica, sendo criado de uma forma rígida no cumprimento das rigorosas normas dos fariseus, classe religiosa dominante daquela época. Foi ensinado a desenvolver o orgulho racial tão peculiar aos judeus da antiguidade.
Quando se mudou para Jerusalém, para se tornar um dos principais sacerdotes do Templo de Salomão, deparou-se com uma seita iniciante que tinha nascido dentro do judaísmo, mas que era contrária aos principais ensinos farisaicos.
Dentro da extrema honestidade para com a sua fé e sentindo-se profundamente ofendido com esta seita, que se chamava cristã, começou a persegui-la, culminando com a morte de Estêvão, diácono grego e grande pregador cristão, que foi o primeiro mártir do cristianismo.
No ano de 32 D.C., dois anos após a crucificação de Jesus, Saulo viajou para Damasco atrás de seguidores do cristianismo, principalmente de um, que se chamava Barnabé. Na entrada dessa cidade, teve uma visão de Jesus, que em espírito lhe perguntava: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Ficou cego imediatamente. Foi então levado para a cidade. Depois de alguns dias, um discípulo de Jesus, chamado Ananias, foi incumbido de curá-lo. Após voltar a enxergar, converteu-se ao cristianismo, mudando o seu nome para Paulo.
Paulo, a partir de então, se tornaria o "Apóstolo dos Gentios", ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não-judeu.
Em 34 D.C., foi a Jerusalém, levado por Barnabé, para se encontrar com Pedro e Tiago, líderes da principal comunidade cristã até então.
Durante 16 anos, após sua conversão, ele pregou no vale do Jordão, na Síria e na Cilícia. Foi especialmente perseguido pelos judeus, que o consideravam um grande traidor.
Fez quatro grandes viagens missionárias: em 46-48 D.C., 49-52 D.C., 53-57 D.C. e em 59-62 D.C., sendo que na última foi a Roma como prisioneiro, para ser julgado, e nunca mais retornou para a Judéia.
Certamente escreveu inúmeras cartas, mas somente 14 delas chegaram até nós, e são chamadas de Epístolas Paulinas.
Através de suas cartas, Paulo transmitiu às comunidades cristãs e aos seus discípulos uma fé fervorosa em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição. A essa fé soma-se um fator fundamental: o seu temperamento, que era passional, enérgico, ativo, corajoso e também capaz de idéias elevadas e poéticas.
No ano de 64 D.C., foi morto pelas Legiões Romanas, nas perseguições aos cristãos instauradas por Nero, depois do grande incêndio de Roma.
Texto baseado no site: http://www.espiritismo.org/paulode.htm
Segundo momento: aplicar a técnica Loteria Cultural, adaptada da Apostila FEB/DIJ- III Unidade - Antecedentes do Cristianismo - Pré-Juventude.
Loteria Cultural

Marque com X a coluna nº 1 se a afirmativa for correta, a coluna nº 2 se for errada e a coluna do meio se não souber responder.
Nº AFIRMATIVA Certo Errado Não Sei
01 Pedro era irmão de Simão.
02 O nome Pedro significa pedra em grego.
03 Também eram Apóstolos de Jesus os irmãos Tiago e João.
04 Pedro negou Jesus por cinco vezes antes que o galo cantasse.
05 Pedro é considerado o primeiro Papa e fundador da Igreja Cristã.
06 Pedro não apoiou Paulo de Tarso na divulgação da mensagem de Jesus.
07 Paulo era inicialmente chamado Saulo, recebeu formação rabínica.
08 Saulo aprendeu a ter orgulho racial como os judeus da antiguidade
09 Saulo, antes de converter-se ao cristianismo, dentro da sua fé judaica, sentiu-se ofendido pela mensagem cristã.
10 Estevão não foi um mártir do cristianismo.
11 No caminho de Damasco, Saulo teve uma visão de Jesus.
12 Saulo voltou a enxergar e converteu-se ao cristianismo.
13 Depois de sua conversão, Paulo pregou durante 23 anos.
14 Paulo foi perseguido pelos judeus que o consideravam traidor.
15 Paulo foi morto nas perseguições aos cristãos.

Observação: as questões podem ser transcritas em um cartaz para correção e comentários.

Resposta da Loteria Cultural
Nº AFIRMATIVA Certo Errado Não Sei
01 Pedro era irmão de Simão. x
02 O nome Pedro significa pedra em grego. x
03 Também eram Apóstolos de Jesus os irmãos Tiago e João. x
04 Pedro negou Jesus por cinco vezes antes que o galo cantasse. x
05 Pedro é considerado o primeiro Papa e fundador da Igreja Cristã. x
06 Pedro não apoiou Paulo de Tarso na divulgação da mensagem de Jesus. x
07 Paulo era inicialmente chamado Saulo, recebeu formação rabínica. x
08 Saulo aprendeu a ter orgulho racial como os judeus da antiguidade x
09 Saulo, antes de converter-se ao cristianismo, dentro da sua fé judaica, sentiu-se ofendido pela mensagem cristã. x
10 Estevão não foi um mártir do cristianismo. x
11 No caminho de Damasco, Saulo teve uma visão de Jesus. x
12 Saulo voltou a enxergar e converteu-se ao cristianismo. x
13 Depois de sua conversão, Paulo pregou durante 23 anos. x
14 Paulo foi perseguido pelos judeus que o consideravam traidor. x
15 Paulo foi morto nas perseguições aos cristãos. x

Prece de encerramento

Perispírito
Prece Inicial
Objetivo: identificar através da dinâmica proposta o que é o perispírito, qual a sua constituição, função, bem como a responsabilidade que temos de conservá-lo.
Primeiro momento - sugestão de Dinâmica: o evangelizador distribuirá para cada evangelizando um saco plástico transparente e um copo vazio transparente (ou uma garrafa pet transparente, cortada ao meio). Nesse copo, que o evangelizador entregará ao jovem, estarão coladas 3 etiquetas (ver figura abaixo):

- SER INTEGRAL
- SER INTERMEDIÁRIO
- SER NÃO-INTEGRAL

Observação: o saco plástico e copo representarão o corpo físico.
Segundo momento: com a ajuda de uma jarra de água e de um copo com a mesma capacidade de água que o copo do evangelizando no nível ser integral, o evangelizador colocará a água de seu copo em cada saco plástico (colocando o mesmo nível de água ser integral para todos - ou seja, colocará no saco plástico a quantidade de água que corresponde ao nível ser integral no copo).
Terceiro momento: oferecer (sugerir) aos jovens que se desejarem poderão colocar em suas águas erva mate (pode ser utilizada qualquer outra substância que dê colorido à água como, por exemplo, tinta-guache). Se eles concordarem, o evangelizador os auxiliará na mistura. Após essa etapa eles deverão dar um nó no saco plástico.
Quarto momento: dar aos jovens trinta segundos para transferir a água da sacola para o copo que lhes foi entregue (com tarjas).
Observação: serão deixados, ao alcance dos jovens, algumas facilidades para que furem o saco plástico, como tesoura, palito dental, lápis ou algum outro objeto pontudo.
Quinto momento: passado o tempo estipulado, o evangelizador observará os resultados obtidos e, através do diálogo, encaminhará a discussão que se pretende com os jovens acerca de cada passo da experiência, ou seja, dando aos elementos que compuseram a dinâmica as seguintes definições:
- Saco plástico e copo (com etiqueta): corpo físico
- Substância colorida: impurezas (imperfeições)
- Água: perispírito
- Facilitadores para troca de água do saco plástico para o copo: abreviadores do trabalho a ser feito, através do conhecimento e da prática do bem.
Observação: preferencialmente essas conclusões deverão ser dadas pelos evangelizandos, através de questionamentos feitos pelo evangelizador.
Nota: o correto seria abrir a sacola.
A água colocada nos recipientes (sacola e copo que representavam o corpo físico) é meramente ilustrativa pois, com base nas referências bibliográficas, o perispírito não está encerrado nos limites do corpo.
Conclusão: toda atitude positiva em relação à vida e ao trabalho no bem serão parte integrante de seu arquivo perispiritual.
Nota A: para facilitar o entendimento de um tema tão interessante e complexo é importante que o evangelizador tenha consigo algumas definições que o auxiliarão a expor o assunto:
- Universo: conjunto de tudo o quanto existe, inclusive a Terra, os astros, as galáxias e toda matéria disseminada no espaço.
- Condensar: tornar denso ou mais denso, resumir, sintetizar.
- Fluido: corpo (liquido ou gasoso) que toma a forma do recipiente em que está.
- Etéreo: sublime, celestial, puro.
- Imponderável: que não se pode pesar, muito sutil, que não se pode avaliar.
- Quinta-essenciado: o mais alto grau, o auge, apurado até o mais alto grau, requintado, refinado.
- Cosmo: universo
- Tangível: que pode ser tocado, sensível.
Nota B: os termos ser integral, ser intermediário e ser não integral foram utilizados com o intuito de dar a entender a mutilação ou não do perispírito, e não com a intenção de imitar-se um juízo de valor afirmando que o ser integral seria um ser perfeito. Pode, portanto, serem substituídos por outras expressões que julgarem necessárias.
Prece de encerramento
Bibliografia:
A Gênese (cap. XIV, item 7);
Educação do Espírito - (Walter Oliveira Alves - Introdução a Pedagogia Espírita, item 2, pág. 31);
Currículo para Escolas de Evangelização Espírita Infanto-juvenil (FEB - segundo ciclo de juventude).

Pluralidade dos Mundos Habitados
Prece inicial
Objetivo: que através da dinâmica proposta os evangelizandos possam concluir que não estão sós no Planeta e entendam a frase dita por Jesus: "Há muitas moradas na casa de meu Pai".
Primeiro momento - sugestão de dinâmica a utilizar: "Jogo dos astros" (adaptado da apostila da FEB).
O evangelizador montará um sistema solar (somente com o sol e órbitas, isto é, sem os planetas) no quadro negro ou em cartolina. Dividirá a turma em 02 grupos. A turma "A" escolherá um planeta (que o evangelizador já trouxe pronto) ao qual corresponderá uma questão, adaptada de O Livro dos Espíritos (ver abaixo). Com relação a esse planeta deverá ser respondida uma pergunta (responder indicando se a afirmação é verdadeira ou é falsa). Se o grupo acertar a questão ganhará 01 ponto e, se também conseguir colocar o planeta na órbita certa, ganhará mais 01 ponto. Errando, os pontos passam para a outra equipe.
Segundo momento: encerrada a atividade proposta, o evangelizador fará os seguintes questionamentos:
a) Qual a destinação do planeta Terra?
b) De onde vêm os Espíritos que se comunicam?
c) O que acontecerá com os habitantes que não acompanharem a evolução do globo?
d) Qual a diferença entre erraticidade e mundos habitados?
Terceiro momento: conclusão - após o debate, (frente as questões a partir do tema proposto) a conclusão deve ser acerca da certeza da mensagem do Cristo: há muitas moradas na casa de meu Pai. Podem surgir, também, curiosidades sobre os diferentes mundos, que podem ser pesquisadas e trabalhadas, posteriormente, em forma de aula.
Respostas - Questões de O Livro dos Espíritos
a) Nem todos os globos que se movem no espaço são habitados. Se fosse assim grande caos haveria no universo. R. q. 55
b) Todos os mundos habitados possuem a mesma constituição física. R. q. 56
c) Os mundos mais afastados do sol não estão privados de luz e calor, pois também há outras fontes de luz e calor além do sol. R. q. 58
d) Todas as existências corporais se verificam na Terra. R. q. 172
e) Se não nos adiantarmos o suficiente é evidente que teremos que reencarnar no mesmo planeta até estarmos aptos a passar a um mundo superior. R. q. 173
f) Tornar a viver na Terra constitui uma necessidade. R. q. 174
g) Para o espírito não existe nenhuma vantagem em voltar a habitar a Terra. R. q. 175
h) Depois de haverem encarnado noutros mundos, podem os Espíritos encarnar neste, sem que jamais aí tenham estado. R. q. 176
i) Para chegar a perfeição suprema o espírito deve passar por todos os mundos existentes no universo. R. q. 177
j) Os espíritos podem encarnar em mundos relativamente inferiores onde já viveram desde que seja em missão. R. q. 178
k) Os seres que habitam cada mundo em particular não alcançaram o mesmo nível de perfeição. R. q. 179
l) Passando de um planeta para outro o espírito perde a inteligência que tinha. R. q. 180
m) Os espíritos que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos. R. q. 181
n) Só no planeta Terra o espírito passa pelo estágio da infância. R. q. 183
o) Nem sempre o espírito pode escolher o mundo que vai habitar. R. q. 184
p) Os mundos evoluem assim como os espíritos. R. q. 185
q) Os espíritos puros habitam outros mundos especiais mas não ficam presos a estes como os homens na Terra. R. q. 188
r) A Terra é o planeta mais adiantado do sistema solar. R. nota 1 q. 188
Prece de encerramento
Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo. cap III; O Livro dos Espíritos. questões 55, 56, 58 e 172 a 188; Apostila da FEB - 1997 (currículo para as Escolas de Evangelização Espírita); Apostila da FEB - Pré-juventude - 5ª unidade - 1997.

Prece - conceito
Prece inicial
Primeiro momento: perguntar aos jovens o que eles fizeram durante o dia; se conversaram com alguém. Lembrar que prece também é uma conversa informal (ou formal) com o Criador.
Segundo momento: indagar como cada um prefere fazer sua prece, afinal, cada um conversa com Deus do seu jeito.
Terceiro momento: questionar como os jovens acham que determinados personagens conversam com Deus: uma criança, um comerciante, um jogador, um professor, um religioso, um idoso...
Quarto momento: dividir em grupos e pedir que cada um escolha um personagem, por exemplo um surfista, e escreva a prece que ele faria, ao seu estilo.
Quinto momento: os grupos lêem as preces feitas.
Prece de encerramento: Oração de São Francisco

Prece - conceito e mecanismo da prece - capacidade de concentração
Prece inicial:
Objetivo: que os jovens compreendam o valor da prece, os seus mecanismos (pensamento) e a importância da capacidade de concentração para que tenhamos uma prece eficaz.
Primeiro momento: distribuir uma bala (doce) para cada evangelizando. Ao fazer isso, deverá o evangelizador realizar da forma mais espontânea possível, pois o jovem, ao receber e agradecer pela gentileza sem perceber, mesmo que de forma singela, está fazendo uma prece. Esse momento pode ser utilizado mais adiante, no decorrer da atividade.
Segundo momento: entregar a cada jovem um quebra-cabeça. Estipular que os jovens tem 5 minutos para montar o quebra-cabeça. O principal, nessa atividade, é o exercício da capacidade de concentração. Durante a montagem, o evangelizador poderá fazer algum barulho, bem como ligar e desligar um equipamento de áudio (rádio), abrir e fechar janelas, arrastar uma cadeira, etc. Transcorrido o tempo estipulado, observar os resultados obtidos. Se houver necessidade, disponibilizar mais um pequeno prazo para conclusão da montagem.
Veja o modelo do quebra-cabeça.

Terceiro momento: conversar sobre a atividade, questionando qual a importância da concentração. Pedir que os jovens relatem algum momento em que lhes faltou a concentração na vida cotidiana. Também lembrar acerca da importância da concentração durante uma prece.
Quarto momento: indagar o que é prece. Pedir que os jovens encontrem vários conceitos de prece que estão escondidos em suas cadeiras (o evangelizador deve esconder os papéis antes do início da aula). Ler as definições encontradas e escrevê-las no quadro de giz ou em um cartaz.
Quinto momento: perguntar: Agradecer, louvar e rogar a quem? Como a prece chega a Deus? Lembrar que estamos mergulhados no fluido cósmico universal, que é o veículo do pensamento. Perguntar, então, sobre a importância da prece. Colocar uma prece embaixo de um refratário (prato) de vidro transparente. Por, no prato, um pouquinho de água. Pedir a um jovem que leia a prece que está em baixo do prato (a água, sendo transparente, não impede a leitura). Enquanto ele lê a prece, pingar, aos poucos, tinta escura, até que não seja possível continuar a leitura (a água vai ficando de outra cor, até ser impossível ler a prece). Explicar que a água é o fluido cósmico universal e que a tinta significa a falta de concentração. Se não estamos concentrados, a prece não atinge seus objetivos. Lembrar que um pequeno agradecimento, feito com o coração, é uma prece. Podemos citar de exemplo o agradecimento feito pela bala, no início da aula.
Conclusão: ouvir a faixa 3 do CD Momento Espírita nº 1, A Prece, da Federação Espírita do Paraná. Clique no link 'Sites' para acessar a homepage do Momento Espírita – www.momento.com.br .
Prece de encerramento
Bibliografia: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVII; O Livro dos Espíritos, Questões 658 a 666; CD Momento Espírita, volume 1, faixa 3, A Prece, da Federação Espírita do Paraná; Apostila da FEB - coleção nº 3 / 1997.

Prece - mecanismos da prece
Prece inicial: é feita por uma evangelizadora completamente desarmonizada, confusa, ruidosa, reclamando.
Primeiro momento: comenta-se o que eles acharam da prece feita: falta de concentração, de vontade, pressa e desarmonia com o objetivo.
Segundo momento: liga-se um rádio mal sintonizado, indagando o que eles ouvem, se entendem algo. Pergunta-se, então, quais são as semelhanças entre a prece feita anteriormente e a má sintonia do rádio. Também o rádio está na freqüência errada; é preciso estar bem sintonizado para ser agradável, como a prece. Nossas preces precisam estar harmonizadas, serem sinceras e feitas com concentração e amor, para sintonizarmos freqüências elevadas.
Terceiro momento: questionar quando nossas preces são ouvidas ou não. Concluir que pedimos o que queremos, mas Deus nos dá exatamente aquilo de que precisamos. Comentar também que a prece não afasta os obstáculos, mas nos dá forças para superá-los.
Quarto momento: para elucidar a forma com que a prece é transmitida, comparar os seres humanos a peixes mergulhados em um aquário: a água seria o fluido universal, que tudo contém e interpenetra. Da mesma forma, o som é transmitido pelo ar, as ondas se formam na água quando atiramos uma pedra, também assim o pensamento modela o fluido universal em imagens mentais ao nosso redor.
Prece de encerramento
Sugestão de texto:
Conceito e Mecanismos da Prece
A prece é a maneira pela qual, através do pensamento expresso ou não em palavras, a criatura se liga ao Criador. É o meio de comunicação com Deus e com os planos mais altos da vida.
Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é por-se em comunicação com ele. Três situações podem ser propostas por meio de uma prece: louvar, pedir, agradecer.
Para entendermos o que ocorre quando acontece uma prece, precisamos compreender que estamos mergulhados no Fluido Universal, que ocupa o espaço, todos os seres encarnados e desencarnados. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento a um ser qualquer, na Terra ou no Espaço, de encarnado para desencarnado ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.
Deus, sendo onisciente, sabe o que precisamos. Mas a prece é necessária par que elevemos as nossas vibrações e criemos condições para o auxílio; atrai, ainda, os bons espíritos e permite que percebamos suas boas inspirações. Pedimos o que queremos, Deus nos dá o que precisamos.

Leia também: O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXVII; O Livro dos Espíritos, questões 658 a 666; A Gênese, item Fluido Universal.

Provas da existência de Deus II
Prece inicial
Primeiro momento: colocar um musica de fundo solicitar que todos fiquem em posição relaxada e em silêncio e ler o texto Deus na Natureza.
Deus na Natureza
A cada novo dia a natureza nos oferece espetáculos de belezas sem fim...
Quem já não contemplou a maravilha de uma gota de orvalho a brilhar, refletindo a luz do sol?
Uma simples teia de aranha e sua engenharia perfeita...
A relva verde... o andar desengonçado de um joão-de-barro, logo ao amanhecer...
Uma folha seca bailando no ar prenunciando o inverno...
O céu de anil com suaves pinceladas brancas como se fossem nuvens de algodão.
O entardecer, quando o sol se despede deixando rastros em vários tons dourados como se fosse ouro derretido, levemente espalhado por mãos invisíveis...(...)
O ir e vir das ondas, acariciando a areia quente das praias como querendo amenizar o calor...
O cheiro do mato, após a chuva...
A água cristalina dos rios que correm por entre as montanhas, como se fossem veias transportando a vida.(...)
O abrir e fechar das asas da borboleta sobre a flor, a andorinha fazendo acrobacias no ar, a garça solitária à espreita do alimento.(...)
A noite bordada de estrelas a nos mostrar a grandeza do Universo infinito...
Uma gota d'água na pétala de uma rosa, refletindo outras tantas rosas...(...)
A harmonia das cores nos canteiros floridos das ruas e praças...
O dia, que a cada amanhecer renova o convite para que vivamos em harmonia, imitando a natureza.
Essas e outras tantas belezas são a presença discreta de Deus na natureza que nos cerca, dizendo-nos que também somos Suas criaturas e que fazemos parte desse Universo maravilhoso, e que, acima de tudo, somos herdeiros desse mesmo Universo como filhos do Criador que somos todos nós.
Texto retirado do site www.momento.com.br

Segundo momento: (expor tema da aula) Perguntar se os evangelizandos acreditam na existência de Deus. Se a resposta for positiva, perguntar por que.
Terceiro momento: levar três recipientes com água (um com sabor natural, outro com açúcar, e o terceiro com água salgada). Distribuir, aleatoriamente, um pouquinho de água para todos (alguns receberão a água doce, outros a salgada, e outros a água natural). Solicitar que cada um experimente a água que recebeu. Perguntar então que gosto tinha e como chegaram a esta conclusão (doce, salgada). Não podemos ver o sal, o açúcar, mas podemos sentir o gosto. Fazer a comparação de que assim, também podemos perceber a presença de Deus em nossas vidas: não podemos vê-lo, mas podemos senti-lo através de suas obras e de suas leis perfeitas. Citar a Lei de Causa e Efeito, fazendo concluir que todo o Universo é obra de Deus (o homem não poderia ter criado o Universo, existe um Ser Superior que tudo criou e que organizou as leis perfeitas que regem o Universo).
Quarto momento - dinâmica: Enfrentando os Desafios com Fé.
Esta dinâmica tem como objetivo despertar nos evangelizandos confiança em Deus para enfrentar e superar os problemas; mostrando que a nossa fé em Deus é a força para a caminhada; e só com ela venceremos os obstáculos que dificultam a nossa missão (reencarnamos para evoluir, aprender a amar, praticar o bem).
Para a técnica são necessários uma bola pequena e dez vasilhames de refrigerante descartáveis, transparentes e com tampa; tinta guache (diversas cores) e onze etiquetas adesivas
Primeiramente, o evangelizador deve encher as garrafas com água e misturar um pouco de guache na água para dar um colorido diferente a cada uma das garrafas (dependendo do tempo da aula poderá levar as garrafas cheias e já coloridas).
Com a ajuda das crianças, escrever nas etiquetas (e colar nas garrafas) dez obstáculos que dificultam a missão de cada evangelizando, que é evoluir, aprender a amar, praticar o bem. Alguns exemplos de obstáculos: egoísmo, inveja, ódio, preguiça, etc.
Na bola deve ser fixada uma enorme etiqueta com a palavra FÉ.
O jogo é semelhante ao jogo de bolão, pois todos devem mirar os obstáculos e jogar a bola para tentar derrubá-los. Ganha quem conseguir derrubar todos os obstáculos. (técnica retirada do site www.cvdee.org.br.
Depois de todos terem jogado uma vez a bola, concluir que o jogo quis demonstrar que a fé em Deus é a ferramenta que nos torna capazes de superar os obstáculos que surgem na vida. Assim, com a certeza da existência de Deus, e de que Ele é sábio e justo, conseguimos seguir confiantes para realizar a nossa missão nesta reencarnação.
Texto de subsídio para o evangelizador:
Deus, o refúgio de sempre
Se fizermos uma pesquisa para descobrir as causas que motivam alguém a procurar uma Casa Espírita, certamente constataremos que a maioria das pessoas busca o Espiritismo quando está com problemas, na esperança de resolvê-los. Serão dúvidas, angústias e dores: doenças do corpo e da alma.
Na Casa Espírita, seja assistindo às exposições doutrinárias ou participando de grupos de estudos, começamos a entender quem somos (espíritos imortais, criados simples e em condições de igualdade para evoluirmos); de onde viemos (viemos de Deus, nosso Pai); para onde vamos (ao encontro de Deus, passando pelas diversas moradas da casa do Pai); por que sofremos (é a lei de ação e reação, nossos atos voltando para os reajustes).
Através do Consolador Prometido por Jesus - o Espiritismo - entendemos que Deus é um Pai amoroso e que só quer o nosso bem. A maior prova disto é a reencarnação, quando temos novas oportunidades de aprendizagem e reparação dos erros cometidos.
E é junto a esse Pai de infinito amor e misericórdia, que faz a chuva beneficiar justos e injustos e o sol brilhar para os bons e para os maus, que devemos buscar proteção em todos os momentos da nossa existência.
Por maiores que sejam os nossos problemas: desemprego que desarmonizou o lar; doença em um familiar ou em nós mesmos; envolvimento dos filhos com drogas; separação do casal; desencarne de uma pessoa amada, devemos sempre recorrer a Deus em busca de amparo e proteção, para que tenhamos forças para enfrentar e superar as dificuldades que se apresentam.
Tudo na nossa vida tem um porquê. Talvez seja a nossa fé que está sendo testada ou a paciência, a resignação, o desapego aos bens materiais ou quem sabe a autenticidade do nosso amor.
Não podemos esquecer que Deus é o soberanamente bom, justo e generoso, e está sempre a nos amparar através do guia espiritual que nos acompanha diuturnamente.
O que acontece, às vezes, é que perdemos o endereço de Deus; e nessa perda reside a causa de todos os males terrenos. Ao esquecermos de buscar o refúgio, a proteção em Deus, com certeza nossos problemas parecerão maiores e mais pesada a nossa cruz.
E qual o caminho para encontrarmos Deus?
O caminho infalível é a oração. Orar glorificando o Pai, agradecendo tudo o que temos: a família, à saúde, a casa, as roupas, o alimento... E pedir ajuda, seguindo o ensinamento: "Ajuda-te que o céu te ajudará". (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 25, item2)
Mas orar com o coração, com os sentimentos e não somente com palavras proferidas da boca para fora. O Espiritismo nos auxilia muito nesse propósito, eis que nos permite uma fé raciocinada e nos oferece esclarecimento e consolo. Orienta-nos a fazermos a nossa parte através da oração e da reforma íntima, trocando os vícios morais pelas virtudes "...ajunteis tesouros no céu que a traça e a ferrugem não corroem, nem os ladrões roubam..." (Mt 6,19)
Fazer a nossa parte e entregar o restante nas mãos de Deus, confiando que se as coisas não saíram como gostaríamos é porque não é o melhor para nós. O que recebemos é exatamente o que merecemos e precisamos.
Jaqueline Nascimento - Texto publicado no periódico Seara Espírita de outubro/2003. Informações: www.searadomestre.com.br

Quinto momento: pode ser usada uma canção para encerrar ou para tocar enquanto as crianças jogam. Sugerimos a canção Não é mole não, do CD Cancioneiro Espírita nº 2. Veja no site www.cancioneiro.com.br .
Prece de encerramento

Reencarnação
Prece inicial
Frases sobre reencarnação são colocadas em pequena caixa, que é passada de mão em mão, enquanto toca uma música. Quando a música pára o jovem que está com a caixa retira um item e comenta a frase. Na continuidade, os demais jovens conversam acerca da afirmação sorteada. O coordenador (evangelizador) complementa, ao final de cada item, se necessário.
Além das questões, sugere-se colocar na caixa mais três papéis (ou outras a critério do coordenador):
1 - Vale um doce
2 - Vale uma bala (ou outro doce)
3 - Você foi premiado para realizar a prece final (que também poderá ganhar um doce)
Sugestões de frases (do livro Reencarnação em Xeque, de Ricardo di Bernardi):
1 - A reencarnação causaria a perda da personalidade.
2 - Há espíritos que não admitem a reencarnação.
3 - É injusto sofrer por um passado que não lembramos.
4 - A reencarnação estimula a indiferença para com o próximo, porque quem está sofrendo hoje está pagando seus erros no passado.
5 - A reencarnação estimula a preguiça: adia-se tudo para a próxima vida.
6 - Reencarnação não tem respaldo bíblico.
7 - Reencarnação é incompatível com a ciência.
8 - É injusto os pais sofrerem pelo carma dos filhos
O jovem sorteado faz a prece de encerramento

Seres Vivos - Formação dos Seres Vivos I
Prece inicial
Primeiro momento: bancos (ou cadeiras) alinhados formando um corredor. Dentro desse corredor, há quatro círculos de diferentes tons: um escuro e os demais sucessivamente mais claros. Os jovens são questionados sobre o significado dos círculos e se algo estava faltando.
Segundo momento: explicar que os círculos são os diferentes tipos de mundos e seus estágios evolutivos: primitivo, provas e expiações, regeneração, felizes e que está faltando o Mundo Divino. Comentar que o Mundo Divino não possui a necessidade de um círculo, visto que ele é desmaterializado. Escrever com giz, no chão, os respectivos nomes dos mundos.
Terceiro momento: com quatro chapéus, simbolizando o reino mineral, vegetal, animal e humano, quatro voluntários passam de mundo em mundo, para, então evoluir de um reino ao outro. Os demais jovens (porque não há lugar para todos no círculo) devem estar agachados(minerais), sentados(vegetais) em pé(animais) e, por fim, subir em cima dos bancos (seres humanos), acompanhando a evolução.
Quarto momento: comentar a atividade de Jesus e seus auxiliares na preparação do orbe para abrigar a vida, bem como para a evolução das espécies; o imenso caminho que já percorremos desde os minerais até hoje; a importância da relação entre evolução, livre-arbítrio e reforma íntima.
Sugestão de texto para distribuir aos jovens
Formação dos Seres Vivos
A idade do planeta Terra é de cerca de 4,5 milhões de anos.
O exame dos fósseis e outros materiais mostra que a vida orgânica não deve ter existido até cerca de dois bilhões de anos atrás, o que significa que houve uma espera ou um trabalho de aproximadamente dois bilhões de anos para que o berço estivesse adequado a receber os primeiros seres vivos.
A Terra, em suas fases primitivas, apresentava-se em temperatura incandescente e teria chegado até dois mil graus, ao lado de descargas elétricas colossais.
Em determinada época começou o resfriamento, que continuou por milhões de anos. Durante esse processo, os materiais mais pesados passaram a ocupar a região mais central da terra, o seu núcleo, enquanto os mais leves permaneceram em cima formando a parte externa.
O oceanos foram gerados em parte pelas erupções vulcânicas e rochas fundidas e em parte pelas colossais chuvas decorrentes da evaporação contínua. Segundo evidências científicas, a antiga atmosfera era composta de vapor d'água, hidrogênio, metano e amônia.
As combinações desses elementos existentes na atmosfera, estimulados pelas descargas elétricas abundantes, garantem os primeiros aminoácidos.
À medida que as moléculas de aminoácidos, durante milhões de anos, acumulavam-se nos oceanos, algumas reagiam quimicamente formando moléculas maiores e mais complexas.
Os compostos minerais ou gases primitivos, ao interagirem, passaram a ser capazes de assimilar uma energia ou fluido chamado vital, não existente nas composições orgânicas.
Milhares de anos foram necessários aos operários de Jesus, nos serviços da elaboração paciente das formas.
Assim sendo, os primeiros habitantes da Terra foram os seres unicelulares (células albuminóides, amebas); moviam-se ao longo das águas, onde encontraram o oxigênio necessário à vida, elemento que a terra firme não possuía ainda em proporções para manter a existência animal, antes das grandes vegetações.
A partir desses seres unicelulares, foram evoluindo organismos cada vez mais complexos. A criatura humana representa o ser, neste planeta, que atingiu a maior cota de evolução.
Letícia Müller
Prece de encerramento
Textos de apoio: O Livro dos Espíritos, questões 43 a 49; A Gênese, capítulo X, itens 24,25 e 27; A Caminho da Luz, capítulo II, de Chico Xavier/Emmanuel.

Seres vivos - Formação dos Seres Vivos II
Prece inicial:
Primeiro momento: explicar como foi a organização da Terra primitiva, e quais foram os seus habitantes e de que maneira viviam.
Segundo momento:
- dividir o grupo em 03 ou 04 equipes, de acordo com o número de evangelizandos presentes;
- desenhar no chão a escala dos seres vivos conforme sua complexidade orgânica (Gênese cap. X, item 24), de modo a ocupar boa parte da sala.
Veja modelo:
Ser humano
Mamíferos de organização mais completa
Vertebrados
Insetos
Crustáceos
Moluscos
Helmintos
Amebas
Vegetais

- a proposta é que o jovem evolua no quadro respondendo a uma série de perguntas aleatórias, com diferentes graus de dificuldade para cada etapa.
Dando continuidade à dinâmica:
- posiciona-se um jovem de cada equipe sobre a palavra "vegetais". Nessa etapa o jovem que estiver sobre a palavra deve responder sozinho às perguntas até passar para a próxima fase, na qual receberá a ajuda de mais um integrante, e assim sucessivamente, até que toda a equipe possa ajudar nas respostas ao longo da brincadeira.
- respondendo errado a equipe estaciona, jamais regride. Se acertar, passa para a próxima fase.
- Posteriormente, são feitas as perguntas para as demais equipes em cada fase ou etapa.
- a técnica é concluída quando todos chegam ao estágio ser humano.
Sugestões de perguntas utilizadas:
Vegetais:
1) em que estação estamos?
2) quantas sílabas têm a palavra "Espiritismo"?

Amebas:
1) Nacionalidade de Allan Kardec? Francês
2) Sem olhar, diga qual o número do calçado que está usando.

Helmintos:
1) O que significa a sigla "FEB"?
2) O que significa a sigla "ONU"?

Moluscos:
1) Em qual cidade nasceu Allan Kardec?
2) Qual o mês que tem vinte e oito dias? Todos têm 28 dias.

Crustáceos:
1) Kardec nasceu em 03/10/1804. Se estivesse encarnado em 2004 completaria 200 anos. Que idade teria na data de hoje? 199, se for antes de 03/10/2004.
2) Quem nasce no Rio Grande do Sul é? Rio-grandense ou gaúcho.

Insetos:
1) Cite o tríplice aspecto da Doutrina Espírita.
2) Nome do mosquito transmissor da dengue?

Vertebrados
1) Escreva o nome completo de Kardec
2) Quem nasce no estado se São Paulo é paulista ou bandeirante. Quem nasce no estado do Rio de Janeiro é? Fluminense ou carioca.

Mamíferos:
1) Como se classifica a palavra "espírito" quanto à acentuação gráfica?
2) Quantos animais de cada espécie "Moisés" colocou na arca? Nenhum, a arca era de Noé.

Se for a primeira aula do ano ou se houver novos jovens integrantes do grupo que ainda não tem contato com a Doutrina, juntamente com as perguntas de cunho espírita, é interessante intercalar perguntas diversas, integrando-os na técnica desenvolvida.
Passando da última etapa (mamíferos) chegamos ao último grau de evolução dos seres vivos.
O ser humano pertence ao grupo dos mamíferos, mas foi separado desse grupo devido a sua maior cota de evolução.
Terceiro momento: os jovens podem fazer questionamentos e comentários a respeito do tema estudado.
Prece de encerramento
Bibliografia: O Livro dos Espíritos (Allan Kardec), cap III, questões 43 a 49; A Gênese (Allan Kardec), cap X; Evolução em Dois Mundos (André Luiz - Francisco C. Xavier); Apostila da Fergs.

Sexualidade - Homossexualidade
Prece inicial
Obs.: apesar de ser uma aula dialogada, a tendência é que os evangelizandos participem bastante, gostando da aula, porque é um tema que desperta interesse. Importante que o evangelizador esteja bem preparado, estudando previamente o tema, e para isso sugerimos a leitura do texto Uma reflexão em torno da sexualidade (veja abaixo). A aula pode ser dividida em duas, se o tempo não for suficiente para desenvolvimento do tema, pois é importante abrir espaço para questionamentos dos evangelizandos, incentivando o diálogo e a participação.
Primeiro momento: contar a história É dia de Gre-Nal, adaptando para times de sua localidade, se necessário.
É dia de GRE-NAL
Era dia de Gre-Nal1. Naquela manhã Lucas levantou “com a corda toda”. Colorado2 “doente” tocava “flauta” em todos os gremistas3 que encontrava pela frente. Menosprezava qualquer um que estivesse vestido de azul4.
Júlio há algum tempo observava as atitudes do filho, preocupando-se com a desvalorização que ele dava às pessoas que pensavam diferente dele. No futebol isto se tornava muito evidente: para Lucas todo gremista era pessoa de menor valor e não merecia seu respeito. O pai procurava alertá-lo que todos mereciam respeito e consideração independente do time que torcia, da música que gostava, do jeito que se vestia...
Lucas retrucava:
- Que nada, pai! Gremista é tudo “cabeça fraca” mesmo. – e saía dando risada.
Mesmo quando o pai lhe mostrava torcedores do Grêmio famosos, cultos, inteligentes, bondosos, ele não ligava. E assim, o pequeno torcedor colorado continuava a conquistar inimizades para si.
Como fanático pelo Internacional, Lucas praticamente não tirava a camisa do time, nem para dormir. Pensando nisso, Júlio teve uma idéia e convidou o filho para refletir:
- Imagine, Lucas, que amanhã ao acordar, você, ao invés de estar vestindo a camisa do Inter, estará vestindo a camisa do Grêmio.
- “Que é isso”? “Tá” louco, pai? Jamais vai acontecer uma coisa destas.
- Só imagina. Como você se sentiria?
- Horrível, pai. Eu jamais torceria para o Grêmio. Isso é impossível!
- Pois bem. Toda vez que nós demonstramos preconceito contra alguém ou separamos pessoas pelas suas idéias ou opções, muitas vezes trazendo prejuízos para elas, é muito provável que em uma próxima reencarnação tenhamos que nascer na condição exata daquele a quem discriminamos. Por exemplo, ainda hoje muitas pessoas têm preconceitos por causa da cor da pele do outro. Se não conseguir superar este problema, aprendendo a respeitar o seu próximo de cor de pele ou origem diferente, a valorizar as pessoas daquela raça, ele poderá renascer no meio daquele povo, para aprender e reparar seus equívocos e perceber, na vivência, que todas as pessoas são iguais e importantes.
Você entendeu? É como se você acordasse no outro dia com a camisa do time que tanto despreza, colada no corpo, sem poder tirá-la. Aprendendo na convivência, neste caso imposta, a respeitar a opinião, os gostos e a forma de viver dos outros. Até chegar o momento que você aprende a amá-los.
Lucas não respondeu, ficou calado e pensativo. A idéia do pai tinha lógica. Talvez agora, não pensaria mais que, só porque o outro torce por um time diferente, é um ser inferior ou um inimigo, mas somente alguém que pensa diferente, mesmo que não concorde. Mas, quando viu Thiago passar pela frente de sua casa, não perdeu a chance:
- E aí, tricolor5. “Tá” preparado pra perder? Vai dar Inter, 3 a 0.
E, apesar da brincadeira, para o espanto de Thiago, logo ele o convidou para “bater uma bolinha” no campinho do bairro, algo que ele jamais havia feito antes com um gremista.
Luis Roberto Scholl
1 Gre-Nal: principal disputa de futebol no Rio Grande do Sul, onde se enfrentam o Grêmio e o Internacional
2 Colorado: torcedor do Internacional
3 Gremista: torcedor do Grêmio
4 Azul: cor predominante da camisa do Grêmio
5 Tricolor: torcedor do Grêmio.

Segundo momento: conversar sobre a história e perguntar:
* O que é respeitar o ser humano? Respeitar o seu jeito de ser, seus gostos, seu time, sua família, seu jeito de vestir. Lembrar que respeitar não significa concordar com suas atitudes, suas opções.
* Por que somos diferentes? Temos gostos e experiências diferentes, estamos em variados graus evolutivos, cada um tem sua caminhada espiritual, e já conquistou algumas virtudes (perdão, respeito, paciência...)
* E se alguém faz algo muito errado? Qual deve ser a atitude cristã? Não devemos julgar nem condenar a pessoa, entender que aquela atitude é equivocada, não trará benefícios para quem a realizou ou para os outros.
* Ex: Se alguém joga lixo no chão, logo pensamos que ele é mal-educado, relaxado. Mas devemos nos esforçar para não julgar a pessoa e sim pensar: Não é uma atitude correta! Eu não faria assim! (se deter na atitude, não na pessoa).
Terceiro momento: direcionar as reflexões para a área da sexualidade:
* Vemos muitas atitudes na TV, será que muitas delas são corretas? Pedir que citem exemplos de situações que já se deram conta que são atitudes que trazem dor e sofrimento. Por exemplo: mentir, trair o marido/namorado.
* Se estamos atentos ao que olhamos na TV, acionamos nosso senso crítico, não aceitando tudo o que é transmitido em novelas, seriados, filmes como normal e correto. Nossa atitude cristã deve ser: Sei que isso não é correto! Eu não faço assim porque sei que é errado! Não gostaria que fizessem comigo! Isso não é legal de se fazer com os outros!
* Como é possível perceber que aquela atitude não é legal com os outros? Se não quero que façam comigo, não devo fazer com os outros.
* Lembrar que somos responsáveis pelos relacionamentos que cultivamos. Namorar inclui troca de energias e que estamos sujeitos a lei de causa e efeito também no que se refere ao namoro. Por isso usar de responsabilidade e respeito quando namorar, não brincar com os sentimentos do outro, não mentir, não trair, não fazer ao outro o que não gostaria que fosse feito para si.
Quarto momento: questionar:
* O que pensam sobre as pessoas que, aparentemente, tem preferência sexual por pessoas do mesmo sexo?
* Por que isso acontece? É correto? É normal?
* Lembrar que, às vezes, o menino é mais delicado, ou a menina é forte, gosta de futebol ou de luta de boxe e por isso são motivo de gozação, de piada (chamados de gay, de sapatão) por pessoas preconceituosas, que não respeitam os outros (sem o mínimo de conduta moral cristã).
Quinto momento: ler as questões 200 e 201 de O Livro dos Espíritos.
200. Têm sexos os Espíritos?
Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.
201. Em nossa existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa?
Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.
Sexto momento: comentar:
* Antes de reencarnarmos, é determinada para cada Espírito uma polaridade sexual, uma carga energética, que vai determinar se ele vai nascer em um corpo feminino ou masculino. No homem, a polaridade é masculina (que determina o corpo masculino, e as características masculinas), na mulher, a polaridade é feminina (determinando a formação do corpo feminino e das características femininas).
* Por que podemos reencarnar como homem ou como mulher? Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo, pois devemos progredir em tudo. Assim, cada sexo, como cada posição social, proporciona provações e deveres especiais e, com isso, oportuniza ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens. (adaptado do comentário da questão 202 de O Livro dos Espíritos)
* Para evoluir é necessário que o Espírito reencarne nas duas polaridades (LE questão 201), desenvolvendo as características de cada polaridade: homem: força, comando, razão; mulher: sensibilidade, inspiração, maternidade, arte, afetividade. Ninguém reencarna sempre como homem ou sempre como mulher.
* Homens e mulheres tem características diferentes para que se completem. A criação de Deus é perfeita.
Sétimo momento: encaminhar a conversa para que as dúvidas sobre homossexualidade sejam dirimidas:
* Às vezes, o menino pode ser mais sensível, mais delicado, ou a menina tem atitudes parecidas com as dos meninos. Isso não significa que sejam homossexuais.
* Homossexual é alguém que deseja ter relacionamento afetivo, namorar com alguém do mesmo sexo.
* O que a Doutrina Espírita nos diz sobre a homossexualidade? A tendência à homossexualidade é uma expiação que se impõe ou é imposta, é uma prova, uma experiência muito difícil para o Espírito.
* O Espírito pode renascer com essa tendência ou adquiri-la durante a reencarnação (como conseqüência da má-educação recebida) para sanar um desvio de conduta. O objetivo desta prova é restabelecer o equilíbrio de forças genésicas (sexuais – polaridades) que o próprio Espírito desequilibrou em reencarnações anteriores (por condutas inadequadas).
* Ex: um homem que usou de maneira errada o seu poder masculino, arruinando a existência de outras pessoas, abusando do sexo e das mulheres, destruindo lares, achando que a mulher é um ser inferior (machão) é induzido a reencarnar em um corpo feminino para aprender a reajustar os próprios sentimentos, valorizar as experiências e as pessoas do sexo feminino. Da mesma forma, uma mulher que abusou da sexualidade para conquistar poder, dinheiro, fama, se utilizou dos homens, destruiu lares, arruinou vidas, poderá reencarnar (compulsoriamente) em um corpo masculino com a polaridade feminina como expiação.
* Se observarmos tendências homossexuais em alguém, não devemos condenar, julgar ou ironizar. Nossa atitude deve ser de respeito, pois é uma pessoa que precisa de apoio e amparo educativo adequado (esclarecimentos).
* Lembrar que a pessoa que é homossexual não significa que precise praticar a homossexualidade. Embora seja uma decisão pessoal (da consciência de cada um), a prática homossexual compromete ainda mais o Espírito, criando novas dificuldades nesta e em vidas futuras. Porém, é como beber bebida alcoólica, pois se eu sei que o álcool prejudica a saúde, se eu beber, a responsabilidade é minha, eu vou arcar com as conseqüências; logo, como eu sei que o álcool é prejudicial, eu não bebo.
* Por ser um problema de polaridade energética, o relacionamento homossexual traz transtornos para o indivíduo, que não se sentirá feliz, pois não há harmonia, nem equilíbrio em sua escolha, impedindo-o, muitas vezes, de resgatar o débito do passado.
* A causa da homossexualidade é espiritual (lei de causa e efeito) e, por isso, o indivíduo pode, com esforço e se assim desejar, sublimar o desejo sexual, na atual reencarnação, não exercendo a sexualidade propriamente dita (abstinência sexual), canalizando as energias sexuais para outras forças criativas como as artes, os esportes, a literatura, na área profissional; para a caridade, a assistência aos carentes, esforçando-se para seu aprimoramento moral.
* Para essa canalização de energias ele deve contar com o auxílio da prece, da fluidoterapia, do autoconhecimento. Também pode estudar a Doutrina Espírita, a fim de facilitar a compreensão do problema e a superação das dificuldades.
Oitavo momento: abrir para perguntas finais, caso tenham restado dúvidas a respeito dos temas abordados.
Prece de encerramento
Subsídio ao evangelizador:
Uma reflexão em torno da sexualidade
Cleto Brutes
O assunto proposto vem, ao longo do tempo, sendo tratado, quando não como um tabu pelo preconceito estabelecido, de forma irresponsável e pendendo sempre para a sensualidade doentia. Através dessas anotações, se propõe fazer uma abordagem sobre a sexualidade e seus desvios, conforme ensina a Doutrina Espírita, analisando-se as questões com indulgência e compreensão como devem ser examinados todos os problemas que envolvem o ser humano.
“Os problemas sexuais, (...) devem ser enfrentados sem hipocrisia, nem cinismo, fora de padrões estereotipados por falsa moralidade, tampouco levados a conta de pequeno significado. São dificuldades e, como tais, merecem consideração, tempo e ação especializada .”
Energia (impulso) Sexual
Não se pode abordar a questão da sexualidade sem antes analisá-la sob o aspecto energético. O ser humano, além da alimentação e da respiração, é nutrido pelo Fluido Cósmico ou Universal, através dos centros vitais (Chakras). Localizados no perispírito, vibrando e sintonizando-se uns com os outros, esses centros energéticos são acumuladores e distribuidores de energia vital no corpo físico. Embora, regidos pelo Chakra coronário cada um tem uma função definida. Assim, o centro vital genésico (ou hipogástrico) controla a atividade sexual e a ativação dos demais centros vitais. “Dirige o santuário da reprodução e engendra recursos para o perfeito entrosamento dos seres na reconstrução dos ideais de engrandecimento e beleza em que se movimenta a humanidade, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas ”.
“O instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução. Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais, vividas nos reinos inferiores da natureza. De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida. A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor; no entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação. Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens . ”
“(...) o êxtase sexual não tem apenas a finalidade de atender à necessidade procriativa para novos seres, em novas experiências, pois não podemos fixá-lo apenas nesse processo quando falamos em energia sexual, mas também o de ser um mecanismo de profundas trocas energéticas entre dois seres. (...) Sendo a energia sexual inerente ao homem, há a necessidade de drenar esse potencial acumulado. (...) Qualquer forma de exteriorização do instinto sexual na Terra nunca será destruída, mas transmutada em estado de sublimação .”
Para o Dr. Jorge Andréa dos Santos “o sexo representa um conjunto de impulsos originários nos lastros do Espírito, praticamente atado com as energias criativas do SELF, envolvendo-se com todos os departamentos do psiquismo, até seu assentamento final nos órgãos sexuais com o seu respectivo jogo hormonal. Na zona física, a grande orientação desse bloco energético, originário nos arcanos do psiquismo, se fará, de modo mais ou menos acentuado, a expensas da glândula pineal”.
“A energia sexual é, certamente, depois da energia vital, o instrumento mais importante doado pelo Criador à criatura, para o seu crescimento, como espírito imortal. Essa energia, como também a vital, no entanto, manifesta-se em estágios diferentes, dependendo da busca e da condição espiritual da individualidade. Seu grande objetivo é o exercício do Amor, em sua expressão maior (...) .”
“À medida que a individualidade evolui (...) passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo de discernimento e responsabilidade em sua aplicação, e que, por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno, seja na criação de formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no Planeta. (...) Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram, legando ao homem preciosa herança na viagem para a sublimação definitiva, entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem conseqüências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê .”
“A energia sexual é diferente em cada ser, modelado pela alma que habita aquele corpo. Não há como padronizar comportamentos e atitudes. (...) é uma questão de foro íntimo, de estágio de amadurecimento e conquista evolutiva e inclusive de necessidade distinta de um para outro ser. (...) Porém, vale citar que a vontade sempre está no espírito. Este é que comanda as atividades do corpo que se utiliza para progredir .”
“Nos animais, conduzidos pelo instinto, o desejo sexual está subordinado aos períodos de fertilidade, em favor da perpetuação da espécie. No homem o sexo não envolve apenas a procriação. É, também, um exercício de afetividade. A comunhão sexual é um maravilhoso momento de intimidade, uma revigorante permuta de energias. (...) Exercitado com disciplina, complemento do amor, enriquece o relacionamento afetivo .”
“A vida (...) saudável na área do sexo, decorre da educação mental, da canalização correta das energias, da ação física pelo trabalho, pelos desportos, pelas conversações edificantes que proporcionam resistência contra os derivativos, auxiliando o indivíduo na eleição de atitudes que proporcionam bem-estar onde quer que se encontre .”
“O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.
Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseguintemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará .”
Sexo e responsabilidade
“Relações sexuais (...) envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si. (...) Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o impositivo do respeito à fidelidade natural, ante os compromissos abraçados, seja para a formação do lar e da família ou seja para a constituição de obras ou valores do espírito. .”
“Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. (...) Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro .”
“A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento. E, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal .”
“O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; porém, como determiná-lo com exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vossa .”
Sexo e reencarnação
“Durante a fecundação e a gestação, o perispírito dará a conformação física a um feto, masculino ou feminino. (...) Porém, tudo sob o comando do Espírito reencarnante, que traz a predominância da polaridade do sexo masculino ou feminino bem definido (heterossexualidade), ou os desvios que podem conduzi-lo, dependendo do seu livre arbítrio, à busca de parceiros do mesmo sexo (homossexualismo). (...) A posição hetero, homo, inter, ou transexual de uma pessoa, além dos fatores genéticos familiares e sociais, depende sobretudo da sua condição de Espírito imortal, através do seu passado milenar, no qual vivenciou experiências sexuais variadas. (...) Mas antes disso já houve, no plano espiritual, a escolha feita pelo Espírito, que optou por uma encarnação em corpo masculino ou feminino, com certas variáveis que podem ocorrer por conta de seu passado . ”
O assistente Silas esclarece a André Luiz que “o sexo, na essência, é a soma das qualidades passivas ou positivas do campo mental do ser, é natural que o espírito acentuadamente feminino se demore séculos e séculos nas linhas evolutivas da mulher, e que o espírito marcadamente masculino se detenha por longo tempo nas experiências do homem.”
Joanna de Ângelis lembra que “a invigilância que pode originar-se na genitora optando e impondo o seu desejo sobre o ser em desenvolvimento, poderá contribuir para a constituição molecular, atendendo-lhe psicocineticamente a aspiração. (...) a mente do reencarnante - conscientemente ou não- como as dos seus genitores, interferem expressivamente na construção da sua anatomia, agindo diretamente nos genes e seus cromossomos, se a vontade atuante se fizer forte e constante. (...) Eis porque é de vital importância o respeito que os pais devem manter em relação ao sexo dos seus filhos, evitando interferir psiquicamente no processo de sua formação ...”.
Homossexualismo
“A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta [aspecto psicológico (preferências) diferente do fisiológico]. A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.
O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins. E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem. Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.
Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. (...) à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia. Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um .”
Divaldo Franco coloca o homossexualismo como “uma experiência que o Espírito se impõe ou que lhe é imposta, por causa de uma conduta anterior na qual não soube manter o equilíbrio. (...) Cabe ao espírito reencarnado, respeitar o corpo físico. Então pergunta-se se esse ser tem o direito de experimentar o sexo? É um problema de consciência. Cada um responde pelo comportamento que tem; no entanto uma lei é incontestável: temos o dever de nos respeitar e respeitar nosso próximo” .
“ (...) as criaturas que estagiam nesta experiência, quando quiserem, podem alterar os estados de consciência recorrendo a oração, à fluidoterapia, canalizando sua energia genésica para a leitura, os trabalhos de assistência fraterna, esforçando-se pelo seu aprimoramento moral .”
Para o Dr. Jorge Andréa , “os casos de homossexualismo são aqueles em que o indivíduo possui afetividade emocional, às vezes de modo compulsivo, para o mesmo sexo de que faz parte. O atendimento dos sentidos, nesta fase, é absolutamente patológico. São casos doentios de uma variada e imensa origem, mas todos eles tomando nascimento em fontes energéticas deformadas da própria alma – resposta cármica de um passado tortuoso. Ninguém apresenta deformações sem a respectiva conotação espiritual. (...) a causa principal estará nas estruturas do Espírito, onde se encontram lapidadas as desarmonias e as construções. (...) Todos os processos de cura, ligados a estes casos, estarão diretamente relacionados à integral abstinência.”
J. Herculano Pires , também alerta: “Dizer a um adolescente que se sente dominado por impulsos negativos e procura livrar-se deles: ‘Isso é normal, arranje um parceiro’, é atirar o infeliz na roda viva de um futuro vergonhoso.”
Divaldo Franco, questionado sobre o que dizer às pessoas que buscam esclarecimentos sobre a homossexualidade, assim se pronunciou: “Que o homossexualismo é um fenômeno biológico do processo evolutivo. Segundo os Bons Espíritos, o espírito evolui através de quatro faixas de polaridade sexual: uma delas a heterossexualidade, que propicia a reprodução da espécie. Quando o indivíduo exorbita na função sexual, tornando-a um instrumento de prazer que dilacera outros sentimentos, retorna com a polaridade psicológica da experiência anterior e a polaridade fisiológica com a anatomia na qual ele corrompeu outras vidas, desejando, portanto, correção. Se, por acaso, na homossexualidade, ele desce à pederastia, ao lesbianismo e se corrompe, é natural que ele seja reeducado através da assexualidade, em que ele volta com uma anatomia, no entanto castrado psicologicamente para o exercício da função. A quarta experiência seria na chamada bissexualidade. Esta não existe do ponto de vista fisiológico, porquanto seria o hermafroditismo, que é uma degenerescência do aparelho genital sem nenhuma função. (...) Deste modo, o homossexualismo é uma experiência. Qualquer preconceito contra o homossexual é uma agressão à liberdade do indivíduo. Nós outros consideramos que, nessa experiência, a dignidade deve permanecer norteando-lhe os passos e ensejando-lhe a sublimação daqueles apelos que procedem de sua psicologia. Da mesma forma que a ética moral da Doutrina Espírita não faculta ao heterossexual a corrupção, a prostituição e este estado de entrega de natureza promíscua, é óbvio que aos homossexuais não concede também direitos de perversão, de promiscuidade, ensejando-lhes o amor como direito e opção de vida .”
Considerando que a homossexualidade é uma tendência do espírito que renasce justamente para sanar esse desvio, cabe ressaltar que toda orientação segura visando a superação desse desvio deve apontar para o restabelecimento do equilíbrio, ou seja, superar a tendência no mesmo sexo contendo os impulsos e canalizando a energia sexual para atividades que possam enriquecer e enobrecer a alma, pois, “sem qualquer sombra de dúvida, que o homossexual, ao atender os sentidos em satisfação sexual, jamais estará em processo de realização conforme pensam algumas escolas. Ninguém se realiza no caminho do desequilíbrio e da desordem. O homossexual que, pela sua condição patológica, insista na satisfação dos sentidos, absorverá, das descargas emotivas do encontro com sexo idêntico, energias da mesma polaridade; isso logicamente, inundará, cada vez mais os vórtices espirituais de ‘substâncias’ que não se entrosam e muito menos se completam. A satisfação inadequada será exclusivamente da zona física, com o desajuste, cada vez mais ampliado, da organização espiritual.”
Adultério e prostituição
“Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados ‘erros do amor’. Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade. Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser .”
Mudança de sexo.
“A constituição do ser orgânico é decorrência das suas necessidades evolutivas, que são trabalhadas pelo perispírito na condição de modelo organizador biológico. (...) No momento da concepção o perispírito é atraído por uma força incomparável, às células que se vão formando nelas imprimindo automaticamente, por força da Lei de Causa e efeito, o que é necessário à sua evolução, incluindo, sem dúvida, o sexo e suas funções relevantes. (....) Assim sendo, é herdeiro de si mesmo, promovendo os meios de crescer interiormente através das experiências que ocorram numa como noutra polaridade sexual. (...) A ingerência externa, alterando-lhe a formação somente trará inconvenientes, prejuízos e distonias morais. (...) O corpo produz o corpo, que é herdeiro de muitos caracteres ancestrais da família, que sofre as ocorrências ambientais, mas só o Espírito produz o caráter, as tendências, as qualidades morais, as realizações intelectuais, o destino ... (...) Eis porque, na vã tentativa de mudar-se o sexo, na formação embrionária ou noutro período qualquer da existência física, desafia-se a lei de harmonia vigente na Criação, o que provocará distúrbios sem nome da personalidade e na vida mental de quem lhe sofrer a ingerência. (...) Educar o sexo mediante conveniente disciplina mental é o desafio para a felicidade, que todos enfrentam e devem vencer. (...) Todo abuso ao corpo e particularmente ao sexo perpetrado conscientemente, gera dano equivalente, que permanecerá aguardando correspondente solução por aquele que se infligiu a desordem, passando a sofrê-la .”
Sexo e Obsessão
Como a morte não transforma ninguém, os espíritos, que durante a encarnação conduziram-se de forma desregrada na área da sexualidade, ingressarão na dimensão espiritual impulsionados por esses desequilíbrios e não raro, pelas leis da sintonia e afinidade ligam-se a outros encarnados para satisfazer seus desejos inferiores. Desse modo muitas desarmonias nessa área são aumentadas pela ação de espíritos infelizes que, aproveitando-se da falta de vigilância e de disciplina das suas vítimas intensificam e estimulam a prática da sexualidade doentia, pois como lembra Gerson Tavares : “Pensamentos e hábitos atraem espíritos, sintonizados com os interesses humanos. No campo da vivência sexual, entidades atormentadas derramam sobre homens e mulheres os vapores de seus desequilíbrios, que sendo aceito nos painéis íntimos das criaturas, desviam da rota da harmonia as energias sexuais, e fazem dos envolvidos, encarnados e desencarnados, escravos da sensualidade”.
Celibato e castidade.
Conforme o dicionário (Aurélio), há quatro definições para a palavra casto: 1. Que se abstêm de qualquer relações sexuais; 2. Que se abstém de relações sexuais ilegítimas ou imorais; 3. Puro, inocente, imaculado; 4. Sem mescla; puro.
“Podemos ser castos dentro de um casamento onde impera o respeito e a fidelidade entre os cônjuges e não sermos castos na vida celibatária. (...) O sexo é energia criadora cujo direcionamento correto é um controle que o espírito em desenvolvimento assume de dentro para fora, na medida em que evolui. Não será com rótulos exteriores, religiosos ou não que alcançaremos uma vivência equilibrada dessa energia sexual. Tentar asfixiá-la sem o devido adiantamento espiritual para administrá-la, será fonte certa de neuroses várias, culminando como a explosão de um dique que se derrama em diversas direções, fazendo variadas vítimas .”
“O indivíduo por ser celibatário não se faz casto.(...) Já o ser casto não se caracteriza apenas pela abstinência sexual, muitas vezes neurotizada, mas por uma pureza global de caráter. Assim o casal que se respeita reciprocamente, embora mantenha o relacionamento sexual, pode ser um casal casto! ”
“Muitas escolas, fascinadas pelo assunto, sugerem a abstinência matrimonial através do celibato, sem o respeito no entanto à castidade. Diversas outras prescrevem a castidade sem o amor disciplinante e educativo, e ambas correntes, por constrição criam desajustes e aflições dificilmente abordáveis. Todavia, no celibato sem a abstinência sexual o homem se despudora; nas castidade sem a educação moral se desequilibra, e no abuso se compromete (...) .”
“Conquanto abstêmios da emotividade sexual, voluntária ou involuntariamente, são almas vibrantes, inflamadas de sonhos e desejos, que se omitem, tanto quanto lhes é possível, no terreno das comunhões afetivas, para satisfazerem as obrigações de ordem espiritual a que se impõem. (...) Tais considerações nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo, abstenção, ligação afetiva, constituição de família, vida celibatária, divórcio e outras ocorrências, no campo do amor, são problemas pertinentes à responsabilidade de cada um, erigindo-se, por essa razão, em assuntos, não de corpo para corpo, mas de coração para coração .”
“A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo. As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo. Ninguém se burila de um dia para outro. (...) Efetivamente, Espíritos superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação, unicamente por amor e sacrifício, tomam assento nas organizações religiosas da Terra, volvendo à reencarnação em atividades socorristas, nas quais impulsionam o progresso dos seus irmãos. Esses missionários do devotamento vibram em faixas de amor sublime, quase sempre inacessível à compreensão dos seus contemporâneos. Instruções religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração, conquanto se erijam em fortaleza de luz, amparando a criatura que a elas se acolhe para o serviço de autoaprimoramento. (...) Um anjo e uma equipe de criaturas humanas não entrariam em relacionamento ideal para rendimento ideal do ensino. À vista disso, somos nós mesmos, Espíritos endividados ante as Leis do Universo, que nos enlaçamos uns com os outros, encarnados e desencarnados, aperfeiçoando gradativamente as qualidades próprias e aprendendo, à custa de trabalho e tempo, como alcançar a sublimação que demandamos, em marcha laboriosa para a conquista dos Valores Eternos .”
Importante lembrar
O que a Doutrina Espírita considera negativo para o espírito é o comportamento nesta ou naquela área: uma vida promíscua, a pederastia, a entrega sem nenhum respeito por si mesmo nem pelo próximo, não apenas no homossexual, mas também no heterossexual.
Para finalizar recorremos aos conselhos de Emmanuel:
“Ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo.” (O Consolador. q. 184).
“Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai! Se alguém se vos afigura tombar em delinqüência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!... Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã. Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’ .”
“(...) em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes: Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade. Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um .”
“O amor vindo de Deus é livre, mas no sexo, ele o amor, é responsável.”

DINÂMICAS
Apresentação
A proposta é que se disponibilizem balas de papéis de cores diferentes, formando duplas. Se o grupo contar com vinte componentes, serão vinte balas, de dez cores diferentes, sendo duas balas de cada cor.
Se não for possível encontrar tantas cores diferentes, sugere-se trabalhar com duas cores de balas e numerá-las de forma a juntar o número 1 de uma cor com o número 1 da outra cor. Os participantes pegarão uma bala cada um e irão formar dupla com o participante que tiver o mesmo número de bala, mas de cor diferente.
Essa primeira etapa tem por objetivo agrupá-los em duplas, o mesmo que seria feito se fossem somente distribuídos os números para cada um. Utilizar as balas torna a técnica mais lúdica, sem contar o sabor doce no final.
As duplas irão se reunir e conversarão. Falarão a respeito de si, o que gostam de fazer, músicas que gostam de ouvir, o que fazem nas horas vagas, o que consideram importante em si mesmos, há quanto tempo freqüentam o Espiritismo, o que gostam no Grupo Espírita de Jovens, entre outras coisas que queiram falar de si para o colega, que poderá fazer perguntas.
Depois de terem conversado algum tempo (cerca de 5 minutos), o coordenador deverá informar aos jovens que, em seguida, deverão apresentar o colega para o grande grupo.
É importante, então, que conversem novamente para ver o que cada um falará do colega para os demais. Somente a partir daí iniciarão as apresentações.
As informações das apresentações devem, de preferência, conter mais do que apenas dados como nome, idade, há quanto tempo participa do Grupo de Jovens. Devem conter também questões mais subjetivas e informações de o que o jovem valoriza, o que ele gosta.
Esta técnica tem o objetivo de que o jovem fale de si, fazendo com que ele pense sobre si mesmo. E isso auxilia os jovens a se autoconhecerem.
A apresentação utilizada também denota que dentro do Grupo de Jovens não se está dando ênfase a quantos eles são e a alguns dados de identificação, mas, sim, valorizando sua individualidade.
Falar do outro é mais fácil do que falar de si mesmo, por isso nesta técnica quem apresenta é o outro. Falar de si mesmo ao grande grupo pode gerar inibições, vergonha de falar de algumas coisas que se gosta ou que se faz. O outro falará do colega sem falsa modéstia, nem humildade distorcida. Simplesmente falará o que sabe.

Concentração na hora da prece
Distribuir quebra-cabeças para que os evangelizandos montem. Escolher os que tenham um nível de dificuldade alto. Colocar uma música durante o tempo que se estipulou para a montagem do quebra-cabeça ou puxar conversa com eles, desviando-lhes a atenção. Eles terão dificuldade para montar o quebra-cabeça, pois necessitavam de concentração, mas foram atrapalhados. Fazer uma relação da técnica com a necessidade de concentração na hora da prece.

Corrida dos garçons
Esta técnica pode ser usada para trabalhar vários temas: solidariedade, reencarnação, lei de causa e efeito (observando as atitudes dos participantes perante os obstáculos – paciência, dedicação, cooperação, entre outros).
Dividir os evangelizandos em dois grupos. Dar a cada grupo uma bandeja com uma garrafa de água e um copinho descartável, que será trocado a cada troca de servidor (garçom).
Iniciaremos com um evangelizando de cada grupo sendo servidor (garçom), que deverá pegar a bandeja com a garrafa cheia de água e o copinho, e contornar os obstáculos, servindo a água a um dos participantes de seu grupo, o qual por sua vez será o servidor.
Se no percurso o evangelizando derrubar algo, voltará ao início e recomeçará. Só acabará a brincadeira quando o último participante de cada grupo tiver bebido a água.

Sugestão de obstáculos:
O primeiro obstáculo são cadeiras em forma de "zigue-zague", representando as dificuldades que enfrentamos quando nos propomos viver seguindo o exemplo de Jesus.

O segundo obstáculo é uma corda ou barbante, simbolizando que devemos com respeito e simplicidade, passar por cima dessas dificuldades.

O terceiro obstáculo é a passagem por baixo de uma segunda corda ou barbante (colocado um pouco mais alto que o outro), que representará a humildade, que precisaremos ter para atingirmos o nosso objetivo maior que é amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Para isso precisaremos antes, ir diminuindo o materialismo, a inveja e o egoísmo, que estarão escritos em três círculos no chão, nos quais os evangelizandos deverão pisar. Só assim estarão aptos à tarefa solidária de servir ao próximo, representada pelo copo de água.

Deus criou-nos simples e ignorantes
Entregar aos evangelizandos uma folha em branco e pedir para que amassem bem.
Na seqüência solicitar que tentem deixá-la novamente lisa, sem nenhuma dobradura. Relacionar o papel com a nossa condição: somos criados simples e ignorantes (OLE, q. 115) e através das encarnações vamos fazendo escolhas, muitas delas de maneira errada, que nos levam para um caminho infeliz (deixando nossa vida cheia de dobras que nem o papel) e a reencarnação serve justamente para que aprendamos a transformar nossas imperfeições em virtudes, nos tornando Espíritos melhores (alisemos o papel).

Mediunidade
Solicitar que tragam celulares, ou que aqueles que trouxeram o segurem na mão. Questionar:
- Qual o significado do celular na vida de cada um.
- O que o celular mudou na sua vida.
- Você tem controle sobre seu celular?
- Sabe usar todos os acessórios que ele lhe oferece? (importância de ler o manual/ codificação)
- Ligar para um 0800, (sugere-se colocar um 0800 que aceite ligação de qualquer telefone para evitar problemas legais com as prestadoras) e descrever o que aconteceu. (Irá chamar e atender)
- Ligar para um 0800 que não aceite chamada de celular.
- Ligar para qualquer número que possa aceitar ligação a cobrar e de preferência que demorem a atender.
- Ligar para o número do celular do evangelizador, sem dizer antecipadamente que esse é seu número (deixá-lo ao alcance dos olhos do grupo). O celular irá tocar na frente de todos e o evangelizador não irá atender.
(Comunicação de lá pra cá... o espírito receberá a vibração do pensamento que quer entrar em contato, mas se não puder atender, não atenderá... pode ser que entre em contato em outro momento... assim como com o celular)
- Pedir para que descrevam o modelo, marca e operadora do seu celular, e seus recursos.
Assim como existem diferentes celulares com opcionais diferentes, assim também existem tipos de mediunidade.
Fazer a relação Celular / Faculdade mediúnica e abordar os tipos de mediunidade.

Multiuso – Análise da reencarnação presente
O evangelizador poderá, para realizar esta técnica, dividir a turma em duas ou mais equipes (se o número de evangelizandos for pequeno, podem ser reunidos em uma só equipe).


O Evangelizador terá que dividir a sala da seguinte forma:
Inicio Fim
MESA

Colocar uma mesa no centro da sala, deixando espaço suficiente para que os evangelizandos possam realizar a atividade. No início da técnica, todos os evangelizandos deverão estar em uma das extremidades da mesa (Início). Cada um fará a prova individualmente, sendo que primeiro a realizarão todos os participantes de um grupo, depois de outro, e não aleatoriamente.
As cinco fases da prova devem estar dispostas em cima da mesa, em ordem.
Os evangelizandos que forem completando a prova deverão se posicionar na outra extremidade da sala (Fim).
Somente essas instruções devem ser dadas aos evangelizandos no inicio da atividade.
As demais instruções estarão escritas no início de cada fase, para que o evangelizando leia individualmente e em silêncio, sem que os outros saibam antecipadamente as regras.
As fases deverão estar dispostas na mesa da seguinte forma:
Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5

Instrução 1 Instrução 1 Instrução 1 Instrução 1 Instrução 1

No inicio, cada evangelizando irá tirar de uma caixinha um papel colorido. (Cada papel terá uma cor que corresponderá a um tempo diferente, que não estará colocado no papel, somente o evangelizador irá saber – esse será o tempo da prova de cada um, e que deverá ser cronometrado pelo evangelizador. Representa o tempo da encarnação, na técnica, tema que também pode ser explorado).

Fase 1:
Materiais: colocar diversos livros espíritas. Dentro de alguns deles, colocar papéis (o número suficiente para cada evangelizando pegar um), neles deverá estar escrito virtudes a se desenvolver (ex: humildade, compaixão, paciência...)
Instrução 1: dentro desses livros há papéis escondidos. Procure um e leve-o contigo.

Fase 2:
Materiais: uma caixa com lápis de diversas cores.
Instrução 2: pegue alguns lápis de sua preferência. Eles acompanhar-lhe-ão até o fim do trajeto.

Fase 3:
Materiais: um pedaço pequeno de papel para cada evangelizando.
Instrução 3: pegue um pedaço de papel e utilize seus instrumentos para trabalhar nele.

Fase 4:
Materiais: uma cartolina grande, alguns tubos com tinta guache e pincéis.
Instrução 4: nesta fase você pode utilizar, além dos seus materiais, tintas para fazer seu trabalho nesse papel maior.

Fase 5:
Não é necessário nenhum material, apenas a instrução.
Instrução 5: você desencarnou. Vá para o fim da prova.
Em qualquer ponto que o evangelizando estiver na prova, se terminar seu tempo o evangelizador deverá dizer para que ele vá para a fase 5.

Depois que todos cumpriram a prova, partir para a reflexão, explicando que:
- A fase 1 representa o que na vida podemos lograr através do estudo, e que continua conosco até depois do desencarne. O que conquistamos? Esforçamo-nos por conseguir o máximo na primeira fase?
- A fase 2 representa todos os instrumentos que temos para operar em nossa vida: saúde, que nos permite trabalhar; vontade; determinação... Quantos instrumentos diferentes pegamos? Procuramos pegar os melhores?
- O papel pequeno encontrado na terceira fase representa nossa vida.
Utilizamos bem nossos instrumentos para pintar nossa vida? Dedicamo-nos a fazê-lo?
- O papel maior encontrado na quarta fase representa o social.
Como está a nossa comunidade? (Nas diversas vezes que essa técnica foi aplicada, este papel permaneceu em branco). Refletir a respeito do que fizemos pelo bem comum.

Essa técnica pode envolver reflexões como: reencarnação, lei de evolução, lei de causa e efeito, o quanto nos esforçamos por aprender, por colocar em prática o que aprendemos, se utilizamos o que sabemos e o que temos nas mãos para melhorar nossa vida, o quanto cooperamos para o bem da coletividade, como empregamos o tempo que temos nesta vida. Não sabemos quanto tempo viveremos, por isso é melhor não deixar nada para depois... e outros temas que surgirem.

Sondagem de conhecimentos prévios
Para sondar os conhecimentos prévios dos evangelizandos do grupo que coordenamos, preparamos um jogo de trilha muito simples.

SAIDA 1 9 ? 11 ? 20 21 ? 30 31
2 8 12 18 ? 28 ?
? ? 13 17 23 27 33
4 5 6 ? 15 16 24 25 ? CHEGADA

Dividimos o grupo em duas equipes. Cada ponto de interrogação corresponde a uma pergunta que pode ser elaborada pelo evangelizador de acordo com a realidade do seu grupo e com o que quer saber de seus evangelizandos. Sugere-se que se elaborem as questões de acordo com os princípios da Doutrina Espírita, mas que não induzam respostas óbvias como por exemplo: existe reencarnação?

Depois dessa dinâmica elaboramos uma folha em que estavam postos os princípios da Doutrina Espírita e os evangelizandos tinham que somente escrever ao lado de cada princípio: ACREDITO, NÃO ACREDITO, DESCONHEÇO OU TENHO DÚVIDAS. Essa pesquisa servirá de apoio para que o Evangelizador saiba quais os temas deve dar mais ênfase em seu trabalho com os jovens.

Talheres
Obs.: o evangelizador deverá levar talheres (garfos, facas e colheres), em número suficiente para que os evangelizandos possam escolher um. Durante a dinâmica, pode-se colocar uma música suave, visando facilitar a concentração.
1 - Colocar os desenhos de um garfo, uma faca e uma colher em um cartaz ou folha de ofício, deixando em local visível (colados no quadro-negro, por exemplo).

2 - Passar uma caixa contendo talheres (garfos, facas e colheres), para que cada evangelizando escolha o de sua preferência.
3 - Distribuir folhas em branco e pedir para que escrevam o motivo por que escolheram aquele talher.
4 - Mostrar, com gravuras, o que simboliza cada um dos talheres, conforme explicado abaixo:
Garfo: FURA, ESPETA, PRENDE.
Faca: FERE, SEPARA, CORTA, AGRIDE.
Colher: ACOLHE, UNE, AGREGA, AUXILIA.
Veja sugestões de desenhos.

5 - Fazer perguntas relacionadas ao tema em desenvolvimento. Exemplo
* Que tipo de atitudes costumamos ter em nossa vida? Agimos como qual talher?
* Como costumamos agir em relação à(ao):
- pai;
- mãe;
- irmãos;
- pessoas que trabalham em nossa casa;
- animais de estimação;
- natureza;
- trabalho;
- escola;
- amigos.

Importante que seja feita a indagação item a item, para que o evangelizando seja remetido, mentalmente, àquela situação, visando uma maior reflexão acerca de suas atitudes com relação a pergunta realizada.
6 - Pedir que os evagelizandos expliquem porque escolheram tal talher. Nesse momento, o evangelizador deverá estar atento para conversar sobre os comentários apresentados.
Exemplos
- Peguei a faca porque com ela posso me defender! Questionar: defender-se de quê?
- Peguei o primeiro talher que apareceu! Peguei o que estava mais próximo! Questionar: Será que não estamos escolhendo apressadamente, sem pensar a respeito? Ou, então, estamos aceitando qualquer coisa por influência dos outros?
7 - Lembrar que se alguém age conosco como uma faca ou garfo, não significa que tenhamos que agir da mesma maneira. Jesus nos ensinou a fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós.

União e Cooperação
A técnica inicia com um cartaz que tenha alguma mensagem ou figura edificante. O evangelizador irá recortar o cartaz num número de partes equivalente ao número de jovens que freqüentam o grupo de jovens, mesmo que no dia não estejam presentes alguns deles. Sugere-se que se recorte em quadrados e não em formas mais complexas para que se torne mais fácil a montagem, já que aqui o objetivo não é dificultá-la.
Colocar as partes do cartaz recortadas coladas embaixo das cadeiras da sala ou em outros lugares que os jovens possam procurar. Cada um irá procurar e trazer apenas uma parte, não podendo pegar mais do que um pedaço do todo.
Quando retornarem da busca, o evangelizador solicitará que os jovens tentem montar o cartaz no chão ou em uma mesa, e se quiserem sobre um papel maior para que seja possível a colagem (O resultado final ser fixado ou desmontado não interfere no restante do processo, por isso, ficará a critério do evangelizador).
Cada um de posse de sua peça, os jovens irão tentar montar o quebra-cabeça. Eles só conseguirão montá-lo perfeitamente se todos os jovens que participam do grupo estiverem presentes neste dia. Senão, muitas peças irão faltar, mas mesmo assim deverão montar como puderem.
Observar o resultado final e fazer a reflexão sobre união e cooperação a partir dos seguintes aspectos:
*Se todos vieram e, por isso, conseguiram montar o cartaz com todas as peças, refletir sobre a importância de cada um ter contribuído com sua parte para a montagem. Essa peça representa a individualidade, as experiências de cada um, o trabalho e as idéias que cada um traz para o grupo.
*Se alguns não vieram e, por isso, não conseguiram montar o cartaz com todas as peças, colocar que seria importante para a realização da tarefa que todos estivessem presentes, sem deixar de valorizar o que pôde ser feito. Para o Grupo de Jovens, cada um é importante porque sempre terão dúvidas, experiências, vivências a compartilhar e alguém sempre terá vivido ou está vivendo situação parecida, trazendo algum relato ou informação, o que pode auxiliar o grupo como um todo. Também colocar a importância da participação de todos nas discussões.
* Ressaltar também a importância de todos auxiliarem com seu empenho e trabalho para a montagem do cartaz e não somente com sua parte do quebra-cabeça, para que chegassem a um bom resultado final.